Factos
Anualmente,
registam-se cerca de 45 000 incêndios nas florestas da Europa.
Entre 1989 e 1993, só na zona mediterrânica do continente,
2,6 milhões de hectares florestais foram destruídos pelo
fogo, o equivalente ao desaparecimento do mapa de um território
com a dimensão da Bélgica cada cinco anos...
Esses incêndios provocam prejuízos importantes, tanto humanos
(perda de vidas) como ambientais (danos na fauna e na flora), tendo
também consequências económicas consideráveis
: destruição de "habitats", prejuízos
florestais, custos para combater o fogo... A maior parte desses fogos
têm origem humana, mas são factores naturais, como as secas,
a velocidade do vento ou a topografia do local que influenciam a sua
propagação e determinam os seus efeitos devastadores.
Medidas
Combater os incêndios constitui um exercício complexo.
O desafio enfrentado pela investigação é o de compreender
o comportamento do fogo e fornecer aos decisores, técnicos e
bombeiros, instrumentos que lhes permitam actuar com a eficiência
e a rapidez exigidas.
A Comissão Europeia financia vários projectos-piloto com
o objectivo de:
- fazer uma identificação pormenorizada das zonas de risco;
- desenvolver meios de detecção precisos;
- encontrar soluções eficazes para a propagação,
o controlo e a redução dos fogos, assim como para a restauração
das zonas sinistradas.
O projecto MEGAFIRES, por exemplo, desenha o mapa dos "pontos sensíveis"
nos países mediterrânicos. O MEFISTO elabora simuladores
de fogos florestais em tempo real. O PROMETHEUS estuda os efeitos dos
incêndios sobre a vegetação e propõe métodos
de gestão para limitar os prejuízos resultantes.
|

MINERVE : uma questão de método
A previsão do nível de perigo meteorológico constitui
um elemento fundamental para a protecção das florestas
contra esta ameaça, permitindo, nomeadamente, uma melhor gestão
dos meios de luta. O problema reside no facto de, neste domínio,
cada país ter tendência a utilizar os seus próprios
métodos. O projecto MINERVE permitiu a comparação
dos diferentes métodos adoptados nos países mediterrânicos.
A escolha comum acabou por cair num instrumento canadiano (Indice Forêt
Météo) testado com êxito em França e que
irá melhorar os resultados para beneficio de todos.
|