1. Para que serve?
O calçado de segurança destina-se a proteger contra ferimentos causados por:
- objetos aguçados ou pesados;
- derrames ácidos ou líquidos;
- óleo;
- calor;
- zonas de trabalho escorregadias; e
- eletricidade.
Estão disponíveis diferentes tipos, consoante os perigos suscetíveis de serem encontrados.
2. Que tipos estão disponíveis?
Há muitos tipos de botas de segurança. A sua avaliação dos riscos em matéria de saúde e segurança deve determinar se existem riscos de danos para os pés no decurso do seu trabalho e, em caso afirmativo, qual o tipo de calçado de segurança adequado. Independentemente do tipo escolhido, o calçado deve estar em conformidade com as normas nacionais ou europeias.
Botas antiestáticas: Trata-se de botas antiderrapantes com a parte superior em couro curtido com crómio e uma sola artificial, antiestática. Têm biqueiras protetoras de aço e reforço nos tornozelos. São concebidas para serem utilizadas em atmosferas potencialmente explosivas ou inflamáveis, como em navios-tanque para transporte de petróleo e gás.
Botas com rasto antiderrapante: Estas são semelhantes às botas antiestáticas, mas com rasto antiderrapante. Não são adequadas a uma utilização em atmosferas explosivas ou inflamáveis.
Outro calçado de segurança: Em certas situações, outros tipos de calçado podem ser mais adequados, como, por exemplo, calçado de convés e sapatos de uniforme, já que todos eles têm propriedades antiderrapantes. Também estão disponíveis sapatos de segurança e calçado de proteção para usar por cima do calçado normal.
3. Onde deve ser usada a proteção dos pés?
Se trabalha em instalações petrolíferas ou a bordo de navios-tanque, é obrigatório o uso de calçado antiestático a todo o momento. Os outros calçados não são adequados.
O calçado de segurança pode ser obrigatório noutras zonas, por exemplo, num armazém em que está a ser utilizado um empilhador, para proteger contra uma lesão por esmagamento causada por uma palete ou pela queda de um objeto — essas zonas devem ser indicadas por um sinal semelhante ao constante do apêndice E.
4. Quais são as suas limitações?
Todo o calçado de segurança deve ser «antiderrapante». Esta característica apenas reduz o risco de escorregar nas condições mais escorregadias, mas não garante que tal não aconteça. Os derrames e as fugas de líquido também reduzem a sua eficácia. O óleo ou os solventes podem danificar de forma permanente a superfície antiderrapante.
As botas de segurança não protegem contra um choque elétrico da rede, mas podem oferecer uma proteção limitada contra tensões mais baixas.
5. Como fazer a sua manutenção?
Deve-se cuidar das botas e do calçado de segurança exatamente da mesma forma como se procede para o calçado convencional, ou seja, mantendo-os limpos e secos. Quando as solas estiverem tão usadas que as propriedades antiderrapantes mostram estar grandemente reduzidas, deverá substituí-los.