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Projeto de mobilidade para estudantes e pessoal do ensino superior

Este projeto de mobilidade pode englobar uma ou várias das seguintes atividades:

 

Mobilidade de estudantes:

A mobilidade de estudantes pode ocorrer em qualquer área de estudo/disciplina académica. Para assegurar atividades de mobilidade de elevada qualidade com máximo impacto para os estudantes, a atividade de mobilidade tem de ser compatível com as necessidades de aprendizagem e desenvolvimento pessoal correspondentes ao grau do estudante.

Os estudantes podem realizar uma das atividades descritas abaixo ou uma combinação das mesmas:

  • um período de estudo no estrangeiro numa instituição de ensino superior (IES) parceira;

Um período de estudo no estrangeiro pode incluir também um período de estágio. Esta combinação cria sinergias entre a experiência académica e profissional no estrangeiro e pode ser organizada de diferentes formas, conforme o contexto: ou uma atividade a seguir à outra ou ambas em simultâneo. A combinação das duas atividades está sujeita às mesmas regras em matéria de financiamento e de duração mínima que a mobilidade para fins de estudo.

  • um estágio (experiência laboral) numa empresa ou em qualquer outro local de trabalho pertinente no estrangeiro1. Os estágios num local de trabalho no estrangeiro são apoiados durante os estudos de ciclo curto, primeiro, segundo e terceiro ciclos, e, no caso de mobilidade entre Países do Programa, num período máximo de um ano após a aquisição do grau pelo estudante. Tal inclui também o estatuto de «assistente» para docentes em formação.

A fim de melhor apoiar os estudantes para que adquiram as competências necessárias para o seu futuro, estabeleceu-se uma parceria entre os programas Erasmus+ e Horizonte 2020, que proporcionará e promoverá oportunidades de estágio adicionais para estudantes e recém-diplomados que desejem adquirir as competências e as capacidades digitais2 necessárias para os postos de trabalho que irão ocupar e para prosperar numa economia e numa sociedade em constante evolução digital. Os estudantes e os recém-diplomados de todas as disciplinas são convidados a candidatarem-se a um estágio profissional nestes domínios. Estes estágios devem ter lugar num país da UE ou num país associados do programa Horizonte 2020.

Sempre que possível, o estágio deve ser parte integrante do programa de estudos do estudante.

 

Mobilidade do pessoal:

  • Períodos de ensino: esta atividade permite a membros do pessoal docente de IES ou pessoal de empresas ensinar numa IES parceira no estrangeiro. A mobilidade de pessoal para fins de ensino pode ocorrer em qualquer área de estudo/disciplina académica.
  • Períodos de formação: esta atividade contribui para o desenvolvimento profissional do pessoal docente e não docente de IES, bem como para o desenvolvimento das instituições envolvidas. Poderá assumir a forma de eventos de formação no estrangeiro (exceto conferências) e períodos de formação ou de acompanhamento no posto de trabalho/observação numa IES parceira, ou noutra organização relevante no estrangeiro.

Um período de estudos no estrangeiro pode combinar atividades de ensino e de formação.

Na atribuição de subvenções para a mobilidade de pessoal entre Países do Programa, a ênfase será colocada nos períodos de formação de pessoal docente de IES que lhes permita desenvolver competências pedagógicas e de conceção de programas curriculares.

 

 

A maior parte do orçamento desta Ação irá apoiar atividades que envolvam mobilidade entre Países do Programa. No entanto, um montante limitado do orçamento disponível para esta Ação pode ser usado para financiar atividades internacionais que reúnam Países do Programa e Países Parceiros de todo o mundo, exceto das regiões 5 e 12 (ver a secção «países elegíveis» na Parte A do presente Guia).

O financiamento da mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros provem de diversos instrumentos financeiros da União Europeia para a cooperação externa. Para garantir que esta ação respeita as prioridades em matéria de cooperação externa da UE, a Comissão estabeleceu uma série de metas e regras para a cooperação com os Países Parceiros. 

Os candidatos a projetos de mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros devem ter em conta o orçamento disponível para diferentes regiões do mundo e as prioridades explicadas adiante na secção «informações adicionais para a mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros».

Qual é o papel das organizações que participam neste projeto?

As organizações participantes envolvidas no projeto de mobilidade assumem as seguintes funções e tarefas:

  • Organização candidata de um País do Programa: responsável pela candidatura ao projeto de mobilidade, pela assinatura e gestão do contrato financeiro e pelos relatórios. O candidato pode ser um coordenador de consórcio: responsável por liderar um consórcio de mobilidade de organizações parceiras do mesmo país, visando a organização de qualquer espécie de mobilidade de estudantes e de pessoal.
  • Organização de envio: responsável pela seleção de estudantes/pessoal e respetivo envio para o estrangeiro, incluindo pagamentos de bolsas (aos participantes de Países do Programa), preparação, monitorização e reconhecimento relacionados com o período de mobilidade.
  • Organização de acolhimento: responsável por receber estudantes/pessoal do estrangeiro e por lhes disponibilizar um programa de estudos/estágio ou um programa de atividades de formação, ou beneficiária de uma atividade de ensino.
  • Organização intermediária: organização ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, formação e animação de juventude num País do Programa. Pode ser parceira num consórcio nacional de mobilidade, mas não é uma organização de envio. A sua função poderá consistir em partilhar e facilitar os procedimentos administrativos das IES de envio e em encontrar as melhores correspondências entre os perfis dos estudantes e as necessidades das empresas no caso dos estágios, bem como em coadjuvar na preparação dos participantes.

Em relação à mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros, apenas as organizações dos Países do Programa podem candidatar-se e administrar os pagamentos para atividades mobilidade nos dois sentidos.

Antes do início do período de mobilidade, as organizações de envio e acolhimento, em conjunto com os estudantes/pessoal, devem chegar a acordo quanto às atividades a levar a cabo pelos estudantes, num «Acordo de Aprendizagem», ou pelo pessoal, num «Acordo de Mobilidade». Estes acordos definem as metas de aprendizagem para o período passado no estrangeiro e especificam as disposições de reconhecimento formal e a lista de direitos e deveres de cada uma das partes. Quando a atividade envolve duas IES (mobilidade de estudantes para fins de estudo ou mobilidade de pessoal para fins de ensino), as instituições de envio e de acolhimento devem concluir um «acordo interinstitucional» antes do início dos intercâmbios.

Ao assinarem a Carta Erasmus para o Ensino Superior (CEES), as IES comprometem-se a fornecer todo o apoio necessário, incluindo preparação linguística, aos participantes nas atividades de mobilidade. Para as ajudar, está a ser gradualmente instaurado, no decurso do Programa, um apoio linguístico em linha para todas as atividades de mobilidade de longa duração (dois meses ou mais) entre Países do Programa. Este apoio é disponibilizado pela Comissão Europeia aos participantes elegíveis a fim de avaliar as suas competências em línguas estrangeiras e, sempre que necessário, oferecer formação na língua mais apropriada antes e/ou durante a mobilidade (para mais informações, ver o Anexo I do presente Guia). As IES de Países Parceiros não podem assinar a CEES, devendo, portanto, o Acordo Interinstitucional incluir a informação relativa ao apoio linguístico oferecido aos participantes em atividades de mobilidade.

Quais são os critérios utilizados para avaliar este projeto?

Enumeram-se, a seguir, os critérios formais a preencher por um projeto de mobilidade do ensino superior para poder beneficiar de uma subvenção Erasmus+:

 

Critérios de elegibilidade gerais

Quem pode candidatar-se?

  • Candidatura na qualidade de IES isolada: IES estabelecidas num País do Programa titulares da Carta Erasmus para o Ensino Superior (CEES). Para mais informações, ver a secção «Carta Erasmus para o Ensino Superior» abaixo e o Anexo I do presente Guia.
  • Candidatura na qualidade de consórcio nacional de mobilidade: organizações coordenadoras estabelecidas num País do Programa e que coordenem um consórcio ao qual tenha sido atribuído uma acreditação de consórcio do ensino superior. As organizações que não possuem uma acreditação de consórcio válida podem candidatar‑se a essa acreditação em nome de um Consórcio de Mobilidade ao mesmo tempo que se candidatam a uma subvenção para um projeto de mobilidade. Todas as IES envolvidas estabelecidas num País do Programa elegível têm de ser titulares da CEES. Estas organizações só serão elegíveis para um projeto de mobilidade se obtiverem a acreditação do consórcio.

Os estudantes e o pessoal do ensino superior não podem candidatar-se diretamente a uma subvenção; os critérios de seleção para participação nas atividades de mobilidade são definidos pela IES em que estudam ou trabalham, de acordo com as disposições previstas no Anexo I do presente Guia.

Atividades elegíveis

Um projeto de mobilidade do ensino superior deve englobar uma ou várias das seguintes atividades:

  • mobilidade de estudantes para fins de estudo
  • mobilidade de estudantes para fins de estágio
  • mobilidade de pessoal para fins de ensino
  • mobilidade de pessoal para fins de formação

Países elegíveis

Mobilidade entre Países do Programa:

  • qualquer País do Programa

Mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros:

  • qualquer País do Programa
  • qualquer País Parceiro do mundo, com exceção das regiões 5 e 12 (ver a secção «Países elegíveis» na Parte A do presente Guia)

Número de organizações participantes

O formulário de candidatura deve ser apresentado por uma única organização (o candidato), que pode ser uma IES isolada ou um coordenador de consórcio nacional de mobilidade estabelecido num País do Programa.

A execução do projeto de mobilidade deve envolver, no mínimo, duas organizações (pelo menos, uma organização de envio e uma organização de acolhimento) de Países do Programa diferentes. Para os projetos de mobilidade que envolvem Países Parceiros, o mínimo é uma organização de um País do Programa e uma de um País Parceiro elegível.

Duração do projeto

O candidato deve escolher a duração na fase de candidatura, com base na dimensão do projeto e no tipo de atividades planeadas para o período em causa.

Mobilidade entre Países do Programa: 16 ou 24 meses

Mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros: 24 ou 36 meses

Onde apresentar a candidatura?

Na Agência Nacional do país em que a organização candidata se encontra estabelecida.

Quando apresentar a candidatura?

Os candidatos têm de apresentar a sua candidatura a subvenção até às 12:00 horas (hora de Bruxelas) de 5 de fevereiro, para projetos com início a:

  • 1 de junho do mesmo ano, para projetos de mobilidade entre Países do Programa;
  • 1 de agosto do mesmo ano, para projetos de mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros.

Como apresentar a candidatura?

Para informações sobre como apresentar a candidatura, consultar a Parte C do presente Guia.

Outros critérios

Uma IES pode candidatar-se a subvenções junto da sua Agência Nacional por duas vias:

  • diretamente na qualidade de IES isolada
  • através de um consórcio do qual é membro

Uma IES apenas se pode candidatar uma vez em cada fase de seleção para um projeto de mobilidade entre Países do Programa, na qualidade de IES isolada e/ou como membro de um determinado consórcio. No entanto, uma IES pode fazer parte de ou coordenar diferentes consórcios nacionais de mobilidade que se candidatem em simultâneo. O mesmo se aplica aos projetos de mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros.

Ambas as vias (candidatura isolada e candidatura em consórcio) podem ser utilizadas em simultâneo. No entanto, a IES/departamento é responsável por evitar o duplo financiamento de um participante quando as duas vias são usadas no mesmo ano letivo.

 

As organizações candidatas serão avaliadas com base nos critérios de exclusão e seleção aplicáveis. Para mais informações, consultar a Parte C do presente Guia.

 

Critérios de elegibilidade adicionais aplicáveis à mobilidade de estudantes

Organizações participantes elegíveis

  • Mobilidade de estudantes para fins de estudo:

Todas as organizações de Países do Programa (tanto de envio como de acolhimento) terão de ser IES titulares da CEES. Todas as organizações de Países Parceiros terão de ser IES reconhecidas pelas autoridades competentes e ter assinado acordos interinstitucionais com os seus parceiros dos Países do Programa antes do início da mobilidade.

 

  • Mobilidade de estudantes para fins de estágio:

No caso de mobilidades entre Países do Programa, a organização de envio tem de ser uma IES titular da CEES.
No caso de mobilidades entre Países do Programa e Países Parceiros, a organização de envio tem de ser uma IES de um País do Programa titular da CEES ou uma IES de um País Parceiro reconhecida pelas autoridades competentes e que tenha assinado acordos interinstitucionais com os seus parceiros do País do Programa antes do início à mobilidade.

A organização de acolhimento pode ser3:

  • qualquer organização, pública ou privada, ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, da formação e da juventude, por exemplo:
    • uma empresa pública ou privada de pequena, média ou grande dimensão (incluindo empresas sociais)
    • um organismo público local, regional ou nacional
    • um parceiro social ou outro representante do mundo do trabalho, incluindo câmaras de comércio, associações de artesãos/profissionais e organizações sindicais
    • um instituto de investigação
    • uma fundação
    • um instituto/escola/centro educativo (de qualquer nível, desde o ensino pré­escolar até o grau mais elevado do ensino secundário, e incluindo a formação profissional e a educação de adultos)
  • uma organização sem fins lucrativos, associação, ONG
  • uma entidade que preste serviços de orientação profissional, de aconselhamento profissional ou de informação
  • uma IES de País do Programa titular da CEES

Duração da atividade

Períodos de estudo: três4 a 12 meses (incluindo um período de estágio complementar, se previsto nos planos).

Estágios: dois a 12 meses.

Um mesmo estudante pode participar em períodos de mobilidade até totalizar um máximo de 12 meses 5 por cada ciclo de estudos6, independentemente do número e do tipo de atividades de mobilidade. A participação com bolsa zero da UE também conta para o cálculo desta duração máxima:

  • durante o primeiro ciclo de estudos (Licenciatura ou equivalente), incluindo os ciclos curtos (níveis 5 e 6 do QEQ)
  • durante o segundo ciclo de estudos (Mestrado ou equivalente ou nível 7 do QEQ), e
  • durante o terceiro ciclo de estudos como doutorando (nível de Doutoramento ou nível 8 do QEQ)

A duração de um estágio para recém-diplomados conta para o período máximo de 12 meses do ciclo durante o qual se candidatam ao estágio.

Local da atividade

Os estudantes terão de realizar a sua atividade de mobilidade num País do Programa ou num País Parceiro distinto do país da organização de envio e do país onde o estudante reside durante os seus estudos7.

Participantes elegíveis

Estudantes inscritos numa IES e matriculados em estudos que conduzam a um diploma reconhecido ou outra qualificação de nível terciário reconhecida (até ao nível de doutoramento, inclusive). No caso de mobilidade para fins de estudo, os estudantes terão de estar matriculados, pelo menos, no segundo ano do ensino superior. Esta condição não se aplica aos estágios. 

Os recém‑diplomados do ensino superior podem participar num estágio entre Países do Programa. Os recém‑diplomados terão de ser selecionados pela sua IES durante o último ano de estudo e terão de frequentar e concluir o seu estágio no estrangeiro no prazo de um ano a contar da obtenção do respetivo diploma.

 

Critérios de elegibilidade adicionais aplicáveis à mobilidade de pessoal

Organizações participantes elegíveis

  • Mobilidade de pessoal para fins de ensino:

A organização de acolhimento tem de ser uma IES de um País do Programa titular da CEES ou uma IES de um País Parceiro reconhecida pelas autoridades competentes e que tenha assinado um acordo interinstitucional com o parceiro de envio do País do Programa antes do início da mobilidade.

A organização de envio tem de ser:

  • uma IES de um País do Programa titular da CEES ou uma IES de um País Parceiro reconhecida pelas autoridades competentes e que tenha assinado um acordo interinstitucional com o parceiro de acolhimento do País do Programa, ou
  • no caso de pessoal convidado para lecionar numa IES, qualquer organização, pública ou privada (que não seja titular da CEES) ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, formação e juventude, por exemplo:
    • uma empresa pública ou privada de pequena, média ou grande dimensão (incluindo empresas sociais)
    • um organismo público local, regional ou nacional
    • um parceiro social ou outro representante do mundo do trabalho, incluindo câmaras de comércio, associações de artesãos/profissionais e organizações sindicais
    • um instituto de investigação
    • uma fundação
    • um instituto/escola/centro educativo (de qualquer nível, desde o ensino pré­escolar até o grau mais elevado do ensino secundário, e incluindo a formação profissional e a educação de adultos)
    • uma organização sem fins lucrativos, associação, ONG
    • uma entidade que preste serviços de orientação profissional, de aconselhamento profissional ou de informação
  • Mobilidade de pessoal para fins de formação:

A organização de envio tem de ser uma IES de um País do Programa titular da CEES ou uma IES de um País Parceiro reconhecida pelas autoridades competentes e que tenha assinado um acordo interinstitucional com o parceiro de acolhimento do País do Programa antes do início da mobilidade.

A organização de acolhimento tem de ser:

  • uma IES de um País do Programa titular da CEES ou uma IES de um País Parceiro reconhecida pelas autoridades competentes e que tenha assinado um acordo interinstitucional com o parceiro de acolhimento do País do Programa, ou
  • qualquer organização pública ou privada de um País do Programa ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, da formação e da juventude. Para exemplos, consultar a página anterior.

Duração da atividade

Dois dias (cinco dias de e para Países Parceiros) a dois meses, excluindo o tempo de viagem. Na mobilidade entre Países do Programa, os dois dias (mínimo) terão de ser consecutivos. No caso de pessoal de empresas convidado, a duração mínima da mobilidade entre Países do Programa é de um dia.

Uma atividade de ensino deve englobar um mínimo de oito horas de ensino por semana (ou qualquer outro período de permanência mais curto). Se a mobilidade durar mais de uma semana, o número mínimo de horas de ensino numa semana incompleta deve ser proporcional à duração dessa semana.  Aplicam-se as seguintes exceções:

  • Não existe um número mínimo de horas de ensino para o pessoal de empresas convidado.
  • Se a atividade de ensino for combinada com uma atividade de formação durante um único período no estrangeiro, o número mínimo de horas de ensino por semana (ou qualquer outro período de permanência mais curto) é de quatro horas.

Local da atividade

O pessoal tem de realizar a atividade de mobilidade num País do Programa ou num País Parceiro que não seja o país da organização de envio ou o seu país de residência.

Participantes elegíveis

Mobilidade de pessoal para fins de ensino:

  • Pessoal que trabalha numa IES de um País do Programa ou de um País Parceiro.
  • Pessoal convidado a lecionar numa IES de um País do Programa ou num País Parceiro, de qualquer empresa que trabalhe num País de Programa ou num País Parceiro, de uma organização pública ou privada (não titular da CEES) ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, formação e juventude (incluindo doutorandos empregados).

Mobilidade de pessoal para fins de formação: Pessoal que trabalha numa IES de um País do Programa ou de um País Parceiro.

 

Informação adicional sobre mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros

O orçamento disponível para a mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros está dividido pelas diferentes regiões do mundo em 12 envelopes orçamentais diferentes. Nos sítios Web das Agências Nacionais, serão publicadas mais informações sobre os montantes disponíveis no âmbito de cada envelope orçamental.

Regra geral, os fundos terão de ser usados de uma forma geograficamente equilibrada. A UE estabeleceu uma série de metas no que respeita ao equilíbrio geográfico e às prioridades que devem ser alcançadas a nível europeu durante a duração total do programa (2014-2020). As IES não têm de alcançar essas metas a nível individual, mas as Agências Nacionais terão de as ter em conta ao alocar o orçamento disponível. Além disso, as IES são incentivadas a trabalhar com parceiros nos Países Parceiros mais pobres e menos desenvolvidos.

Metas geográficas para a mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros a nível da UE até 2020:

  • No caso dos países em desenvolvimento da Ásia e da América Latina, 25 % dos fundos devem ser utilizados para organizar atividades de mobilidade com os países menos desenvolvidos da região, a saber:
    • na Ásia: Afeganistão, Bangladeche, Camboja, Laos, Nepal, Butão e Mianmar/Birmânia
    • na América Latina: Bolívia, Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua
  • As atividades de mobilidade com a China e a Índia não devem representar mais de 30 % do orçamento disponível para a Ásia.
  • As atividades de mobilidade com o Brasil e o México não devem representar mais de 30 % do orçamento disponível para a América Latina.

Devido à exigência de realização de atividades mobilidade que contribuam para a ajuda ao desenvolvimento com os países das regiões 6, 7, 8, 9, 10 e 118, a mobilidade de estudantes de ciclos curtos e dos primeiros e segundo ciclos é limitada à mobilidade de Países Parceiros para Países do Programa9. A mobilidade de Países de Programa para Países Parceiros nestas regiões só está disponível a nível de doutoramento e para o pessoal.

Haverá, contudo, algumas exceções para alguns Países do Programa. Para mais informações, consulte o sítio Web da sua Agência Nacional. 

Por último, as IES podem candidatar-se quer exclusivamente a atividades de mobilidade de pessoal ou a atividades de mobilidade de estudantes, quer a qualquer combinação destes dois tipos de mobilidade, desde que preencham os critérios secundários eventualmente definidos pela Agência Nacional (ver a secção abaixo).

 

Critérios secundários aplicáveis pelas Agências Nacionais à mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros

Quando o envelope orçamental para uma dada Região ou País Parceiro for limitado, a Agência Nacional pode optar por aplicar um ou vários dos critérios secundários abaixo enumerados. Caso a Agência Nacional decida usar critérios secundários, essa decisão será publicitada antes do final do prazo para a apresentação de candidaturas, nomeadamente no sítio Web da Agência Nacional.

  • Grau académico: por exemplo, limitar as candidaturas a apenas um ou dois ciclos (licenciatura, mestrado ou doutoramento).
  • Tipo de mobilidade: limitar as candidaturas só à mobilidade de pessoal ou só à mobilidade de estudantes.
  • Duração dos períodos de mobilidade: por exemplo, limitar o período de mobilidade a seis meses para estudantes ou dez dias para o pessoal.

 

Critérios de avaliação aplicáveis aos projetos de mobilidade entre Países do Programa10

Não existe avaliação qualitativa, uma vez que a qualidade é avaliada quando da candidatura à CEES ou da seleção do consórcio nacional de mobilidade, e, por conseguinte, não existem critérios de avaliação.

Todas as candidaturas elegíveis para subvenção (depois de aprovadas durante a verificação da elegibilidade) serão financiadas.

O montante máximo da subvenção atribuída dependerá de vários fatores:

  • número de períodos de mobilidade e meses/dias previstos na candidatura;
  • desempenho anterior do candidato no tocante ao número de períodos de mobilidade, boa qualidade da realização das atividades e sólida gestão financeira, caso o candidato já tenha recebido uma subvenção semelhante em anos anteriores;
  • orçamento total nacional afetado à ação de mobilidade.

 

Critérios de avaliação aplicáveis aos projetos de mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros

As candidaturas a subvenção elegíveis (depois de passarem a verificação da elegibilidade) serão avaliadas com base nos seguintes critérios:

Relevância da estratégia

(máximo 30 pontos)

Interesse do projeto de mobilidade para a estratégia de internacionalização das IES envolvidas (tanto no País do Programa como no País Parceiro) e fundamentação subjacente à escolha da mobilidade de pessoal e/ou de estudantes.

Qualidade dos mecanismos de cooperação

(máximo 30 pontos)

Experiência anterior da organização candidata de projetos semelhantes com IES/organizações no País Parceiro e clareza da repartição das responsabilidades, funções e tarefas entre os parceiros.

Qualidade da conceção e da execução da atividade

(máximo 20 pontos)

Exaustividade e qualidade dos mecanismos de seleção dos participantes, do apoio que lhes é prestado e do reconhecimento do seu período de mobilidade (em particular no País Parceiro).

Impacto e disseminação

(máximo 20 pontos)

Impacto potencial do projeto nos participantes, beneficiários e organizações parceiras, a nível local, regional e nacional, e qualidade das medidas de disseminação dos resultados do projeto de mobilidade a nível da faculdade e da instituição e, quando aplicável, além, nos Países do Programa e nos Países Parceiros.

 

O candidato deve explicar como é que o projeto preenche estes quatro critérios, dos pontos de vista da sua própria instituição (ou instituições, no caso de candidaturas apresentadas por consórcios) e das instituições do País Parceiro.

Para serem consideradas para financiamento, as propostas terão de totalizar, pelo menos, 60 pontos e obter, no mínimo, 15 pontos no critério «Relevância da estratégia».

A fim de afetar o orçamento disponível para cada região, as atividades de mobilidade planeadas com cada País Parceiro serão enumeradas por ordem de mérito numa lista ordenada por região.

O montante atribuído a uma IES depende de vários fatores:

  • número de períodos de mobilidade e meses/dias previstos na candidatura;
  • orçamento afetado por país ou região;
  • equilíbrio geográfico dentro de uma determinada região ou sub-região.

A Agência Nacional pode financiar atividades de mobilidade com um País Parceiro que se encontre numa posição inferior da regional, quando tal for necessário para assegurar o equilíbrio geográfico dentro dessa região, conforme definido pelas metas geográficas mencionadas acima.

A Agência Nacional não é obrigada a financiar todas as atividades propostas para um determinado País Parceiro, se o pedido for considerado excessivo em relação ao orçamento disponível.

Sempre que possível, e além dos critérios gerais de ordem de mérito e equilíbrio regional, a Agência Nacional procurará distribuir o orçamento de forma espalhada, para evitar o predomínio de um pequeno número de IES. A Agência Nacional esforçar-se-á por ser tão inclusiva quanto possível, maximizando a participação das partes interessadas, sem comprometer a qualidade, o equilíbrio regional ou a dimensão crítica mínima de cada projeto de mobilidade, por forma garantir a sua viabilidade.

 

De que acreditação necessitam os candidatos para este projeto de mobilidade?

Carta Erasmus para o Ensino Superior

A titularidade da Carta Erasmus para o Ensino Superior (CEES) é um pré-requisito para todas as IES estabelecidas num País do Programa que desejem participar num projeto de mobilidade do ensino superior, quer isoladamente, quer integradas um consórcio nacional de mobilidade. Todos os anos, a Comissão Europeia – através da Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura – publica um convite específico à apresentação de candidaturas que define pormenorizadamente as condições e os critérios qualitativos a preencher para beneficiar da CEES. O referido convite está disponível no sítio Web da Agência de Execução.

Por sua vez, as IES estabelecidas num País Parceiro devem estar acreditadas pelo organismo nacional de acreditação competente. Dado que não podem ser titulares da CEES, terão também de ter estabelecido um acordo interinstitucional que incorpore os princípios da CEES com um parceiro, ou parceiros, de um País do Programa.

 

Acreditação de consórcios no Ensino Superior

As organizações de Países do Programa que queiram apresentar uma candidatura em nome de um consórcio nacional de mobilidade devem ser titulares de uma acreditação de consórcio. Esta acreditação é atribuída pela mesma Agência Nacional que avalia o pedido de financiamento para um projeto de mobilidade do ensino superior. Os pedidos de acreditação e de subvenção para projetos de mobilidade podem ser apresentados em simultâneo. Porém, a subvenção para projetos de mobilidade só será atribuída às IES e organizações que concluam com êxito o processo de acreditação. Para obter a acreditação, o consórcio deve preencher os seguintes critérios:

 

Critérios de elegibilidade

Organizações participantes elegíveis

Um consórcio nacional de mobilidade no ensino superior pode ser constituído pelas seguintes organizações participantes:

  • IES titulares da CEES (para mais informações, ver a secção «Carta Erasmus para o Ensino Superior» acima e o Anexo I do presente Guia), e e
  • qualquer organização, pública ou privada, ativa no mercado de trabalho ou nos domínios da educação, formação e juventude (para exemplos de organizações participantes elegíveis, consultar as páginas anteriores).

As organizações participantes devem estar estabelecidas no mesmo País do Programa.

Quem pode candidatar-se?

Qualquer organização participante elegível pode agir como coordenadora e apresentar a candidatura em nome de todas as organizações envolvidas no consórcio.

Número de organizações participantes

Um consórcio nacional de mobilidade terá de englobar, no mínimo, três organizações participantes elegíveis, incluindo duas IES de envio.

Todas as organizações pertencentes ao consórcio nacional de mobilidade terão de ser identificadas no momento da candidatura à acreditação do consórcio.

Validade da acreditação do consórcio

Todos os convites anuais consecutivos, até 2020.

Onde apresentar a candidatura?

Na Agência Nacional do país em que a organização candidata se encontra estabelecida.

Quando apresentar a candidatura?

Os candidatos têm de apresentar a sua candidatura para acreditação até às 12:00 horas (hora de Bruxelas) de 5 de fevereiro, para projetos com início no mesmo ano.

Como apresentar a candidatura?

Para informações sobre como apresentar a candidatura, consultar a Parte C do presente Guia.

 

Critérios de avaliação

A candidatura à acreditação será avaliada em função dos seguintes critérios:

Relevância do consórcio

(máximo 30 pontos)

 

Pertinência da proposta para:

  • os objetivos da Ação (ver a secção «Quais são os objetivos de um projeto de mobilidade?»)
  • as necessidades e os objetivos das organizações que participam no consórcio e dos participantes individuais

Adequação da proposta para:

  • produzir resultados de aprendizagem de elevada qualidade para os participantes
  • reforçar as capacidades e o âmbito internacional das organizações que participam no consórcio
  • proporcionar um valor acrescentado ao nível da UE através de resultados que não seriam obtidos por atividades realizadas isoladamente por cada IES

Qualidade da composição do consórcio e dos mecanismos de cooperação

(máximo 20 pontos)

 

Medida em que:

  • a composição do consórcio é adequada em termos de IES de envio e, quando pertinente, organizações participantes complementares de outros setores socioeconómicos, com o perfil, experiência e especialização necessários para levar a bom termo todos os aspetos do projeto
  • o coordenador do consórcio tem experiência prévia de gestão de um consórcio ou de um tipo de projeto semelhante
  • a distribuição de funções, responsabilidades e tarefas/recursos está bem definida e demonstra o empenho e o contributo ativo de todas as organizações participantes
  • os recursos/tarefas são agregados e partilhados
  • as responsabilidades são claras no que diz respeito às questões de gestão contratual e financeira
  • o consórcio envolve novos intervenientes na Ação

Qualidade da conceção e execução da atividade do consórcio

(máximo 20 pontos)

 

  • Clareza, exaustividade e qualidade de todas as fases de um projeto de mobilidade (preparação, execução das atividades de mobilidade e medidas de seguimento.
  • Qualidade das disposições práticas e das modalidades de gestão e apoio (por exemplo, pesquisa de organizações de acolhimento, adequação das mesmas, prestação de informação, apoio linguístico e intercultural, monitorização).
  • Qualidade da colaboração, da coordenação e da comunicação entre as organizações participantes, bem como com outras partes interessadas relevantes.
  • Quando pertinente, qualidade dos mecanismos de reconhecimento e validação dos resultados de aprendizagem dos participantes, bem como utilização coerente dos instrumentos de transparência e reconhecimento europeus.
  • Se aplicável, adequação das medidas de seleção dos participantes e promoção da participação de pessoas desfavorecidas nas atividades de mobilidade.

Impacto e disseminação

(máximo 30 pontos)

 

  • Qualidade das medidas de avaliação dos resultados das atividades lideradas pelo consórcio.
  • Impacto potencial do projeto:
    • nos participantes e nas organizações participantes durante e após o período de vigência do projeto
    • exteriormente às organizações e aos indivíduos que participam diretamente no projeto, a nível institucional, local, regional, nacional e/ou internacional
  • Adequação e qualidade das medidas de disseminação dos resultados das atividades lideradas pelo consórcio dentro e fora das organizações participantes e dos parceiros.

 

Para receberem a acreditação, os consórcios deverão totalizar, pelo menos, 60 pontos e obter, pelo menos, metade da pontuação máxima em cada um dos critérios de atribuição.

 

Que mais há a saber acerca desta Ação?

Para mais informações sobre regras e critérios específicos e outras informações úteis sobre esta Ação, consultar o Anexo I do presente Guia. Recomenda-se às organizações interessadas que leiam atentamente as secções pertinentes do referido Anexo antes de se candidatarem a apoio financeiro.

 

Quais são as regras de financiamento?

No formulário de candidatura, os candidatos ao financiamento de projetos de mobilidade para estudantes e pessoal do ensino superior terão de fornecer os seguintes dados:

  • número previsto de estudantes e membros do pessoal que participarão nas atividades de mobilidade
  • duração total das atividades de mobilidade planeadas

Com base nestas informações, as Agências Nacionais dos Países do Programa atribuirão subvenções aos candidatos para apoiar um determinado número de atividades de mobilidade, até ao número máximo apresentado na candidatura.

Os candidatos que apresentem projetos de mobilidade com Países Parceiros devem preencher um formulário de candidatura separado dedicado à mobilidade de e para os Países Parceiros.

Os projetos de mobilidade com Países Parceiros recebem uma subvenção específica.

O apoio financeiro a estas atividades é atribuído de acordo com as seguintes regras:

 

A) Regras de financiamento aplicáveis a todas as atividades de mobilidade

Custos elegíveis

Mecanismo de financiamento

Montante

Regra de afetação

Apoio à organização

Custos diretamente ligados à execução das atividades de mobilidade (excluindo viagem e estada dos participantes)

Contribuição para custos unitários

Mobilidade entre Países do Programa: até ao 100.º participante: 350 EUR por participante; para além do 100.º participante: 200 EUR por cada participante adicional

Mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros: 350 EUR por participante

Com base no número de participantes

Apoio para necessidades especiais

Custos adicionais diretamente relacionados com os participantes com necessidades especiais

Custos reais

Até 100 % dos custos elegíveis, tal como aprovados pela Agência Nacional

Condição: o pedido de apoio financeiro deve ser exposto e bem justificado num formulário de candidatura específico após a seleção dos participantes.

Custos excecionais

Custos de apresentação de uma garantia bancária, caso a Agência Nacional a solicitar Mobilidade entre Países do Programa: Despesas de deslocação onerosas de participantes (para mais informações, consultar a secção «Que mais há a saber acerca desta Ação?»).

Custos reais

Custos da garantia financeira: 75 % dos custos elegíveis

Custos de viagem acrescidos: até 80 % dos custos de viagem elegíveis

Condição: o pedido de apoio financeiro deve ser exposto e bem justificado após a seleção dos participantes.

 

Subvenção de apoio à organização para o beneficiário (instituições de ensino superior ou consórcios):

A subvenção de apoio à organização é uma contribuição para qualquer despesa incorrida pelas instituições com atividades de apoio à mobilidade de estudantes ou de pessoal, nos dois sentidos, em conformidade com a CEES no caso dos Países do Programa, ou com os princípios da CEES refletidos nos acordos interinstitucionais, no caso de instituições de Países Parceiros. Por exemplo:

  • medidas de organização com instituições parceiras, incluindo visitas a potenciais parceiros, para decidir as condições dos acordos interinstitucionais para a seleção, preparação, receção e integração dos participantes em mobilidade, bem como para manter os referidos acordos interinstitucionais atualizados;
  • disponibilização de catálogos de cursos atualizados para estudantes internacionais;
  • prestação de informações e assistência a estudantes e pessoal
  • seleção de estudantes e pessoal;
  • preparação dos acordos de aprendizagem para garantir o pleno reconhecimento das componentes educativas dos estudantes; preparação e reconhecimento dos acordos de mobilidade para pessoal;
  • preparação linguística e intercultural dos estudantes e membros do pessoal, independentemente do sentido da mobilidade, em complemento do Apoio Linguístico em linha Erasmus+;
  • facilitar a integração dos participantes em mobilidade acolhidos pela IES;
  • mecanismos de tutoria e supervisão eficientes dos participantes nas atividades de mobilidade;
  • medidas específicas para assegurar a qualidade dos estágios de estudantes em empresas;
  • garantir o reconhecimento das componentes educativas e dos créditos associados às mesmas através da emissão de certificados de estudos e suplementos aos diplomas;
  • apoiar a reintegração dos participantes em mobilidade, aproveitando as novas competências por estes adquiridas em benefício da IES e dos seus pares.

A fim de garantir a elevada qualidade da mobilidade, as IES dos Países do Programa e dos Países Parceiros comprometem-se a cumprir todos os princípios da CESE, designadamente: «assegurar que os participantes enviados em mobilidade estão bem preparados para a mobilidade, tendo, inclusivamente, adquirido o nível de proficiência linguística necessário» e «fornecer apoio linguístico apropriado para os participantes acolhidos». É possível tirar partido das infraestruturas para formação linguística existentes nas instituições. As IES capazes de proporcionar uma mobilidade de elevada qualidade a estudantes e pessoal, incluindo apoio linguístico, a custos mais baixos (ou financiados por fundos que não os da UE) terão a possibilidade de utilizar uma parte da subvenção de apoio à organização para financiar um maior número de atividades de mobilidade. O contrato financeiro especifica o nível de flexibilidade nesta matéria.

Em todos os casos, os beneficiários estão contratualmente obrigados a prestar os referidos serviços com elevada qualidade, sendo o seu desempenho monitorizado e verificado pelas Agências Nacionais, tendo também em conta as observações dos estudantes e do pessoal recebidas através da Mobility Tool+, diretamente acessível às Agências Nacionais e à Comissão.

No caso de atividades de mobilidade entre Países do Programa, a subvenção de apoio à organização é calculada com base no número total de participantes apoiados enviados (incluindo participantes com bolsa zero da UE durante todo o período de mobilidade – ver abaixo) e pessoal de empresas acolhido para ensinar numa IES, que seja a beneficiária ou membro de um consórcio nacional de mobilidade. Os participantes em atividades de mobilidade com bolsa zero da UE durante a totalidade do período de mobilidade são contabilizados como participantes apoiados, porquanto beneficiam do quadro de mobilidade e das atividades de organização. Por conseguinte, também é pago apoio à organização para estes participantes.

No caso de atividades de mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros, a subvenção de apoio à organização é calculada com base no total de participantes apoiados enviados em mobilidade a partir de Países do Programa e de participantes acolhidos provenientes de Países Parceiros. Os participantes em atividades de mobilidade com bolsa zero da UE durante a totalidade do período de mobilidade podem ser contabilizados como participantes apoiados, porquanto beneficiam do quadro de mobilidade e das atividades de organização. Excluem-se as pessoas que acompanham os participantes durante a sua atividade no exterior e atividades de mobilidade adicionais que possam ser organizadas por transferência de fundos entre categorias orçamentais.

No caso dos consórcios nacionais de mobilidade, a subvenção pode ser partilhada entre todos os membros nacionais, em conformidade com as regras decididas de comum acordo pelos mesmos. No que diz respeito à mobilidade entre Países Parceiros e Países do Programa, a subvenção de apoio à organização será partilhada entre os parceiros em causa, segundo condições decididas de mútuo acordo entre as instituições participantes.

Participantes em mobilidade com bolsa zero de fundos da UE

Os estudantes e membros do pessoal com bolsa zero da UE são participantes em mobilidade que não recebem qualquer apoio da UE para custear despesas de viagem e de estada, mas que preenchem todos os outros critérios aplicáveis e beneficiam de todas as vantagens de um estudante ou membro do pessoal integrado no Erasmus+. Estes estudantes e membros do pessoal podem receber uma subvenção regional, nacional ou de qualquer outro tipo para os ajudar a fazer face às suas despesas durante o período de mobilidade. O número de participantes com bolsa zero da UE durante a totalidade do período de mobilidade conta para o cálculo do indicador de desempenho que serve de base à repartição do orçamento da UE entre os países, tanto para a mobilidade entre Países do Programa como para a mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros.

Apoio para necessidades especiais

Uma pessoa com necessidades especiais é um potencial participante cuja condição física, mental ou de saúde torna impossível a sua participação no projeto/Ação de mobilidade sem apoio financeiro adicional. As IES que tenham selecionado estudantes e/ou pessoal com necessidades especiais podem solicitar um apoio adicional à Agência Nacional para cobrir as despesas suplementares com a participação destas pessoas nas atividades de mobilidade. Por conseguinte, para as pessoas com necessidades especiais, a subvenção de apoio poderá ser superior aos montantes máximos individuais abaixo estipulados. As IES devem indicar nos respetivos sítios Web a forma como os estudantes e pessoal com necessidades especiais podem solicitar o referido apoio adicional.

O apoio adicional para estudantes e pessoal com necessidades especiais também pode ser disponibilizado por outras fontes, a nível local, regional e/ou nacional.

As pessoas que acompanham estudantes ou membros do pessoal com necessidades especiais têm direito a receber uma contribuição com base em custos reais.

Ao assinarem a CEES, as IES comprometem-se a assegurar a igualdade de acesso e de oportunidades para os participantes de todas as origens. Por conseguinte, os estudantes e os membros do pessoal com necessidades especiais podem beneficiar dos serviços de apoio que a instituição de acolhimento oferece aos seus próprios estudantes e membros do pessoal.

Custos excecionais de deslocações dispendiosas

Apenas os participantes elegíveis para uma subvenção de viagem normal podem solicitar apoio para cobrir despesas excecionais com viagens.

Os beneficiários de projetos de mobilidade podem solicitar apoio financeiro para despesas de deslocação onerosas de participantes no âmbito da rubrica orçamental «custos excecionais» (até um máximo de 80% dos custos elegíveis totais: ver «Quais são as regras de financiamento?»). Este apoio será contemplado desde que os candidatos demonstrem que as regras normais de financiamento (com base nos custos unitários por intervalo de distâncias dos trajetos) não cobrem, pelo menos, 70% das despesas de viagem dos participantes. Se concedido, o apoio para custos excecionais de deslocações dispendiosas substitui a subvenção normal para deslocações.

Outras fontes de financiamento

Os estudantes e o pessoal podem receber, além da subvenção da UE ou em vez dela (participantes com bolsa zero da UE), subvenções regionais, nacionais ou de qualquer outro tipo, geridas por uma organização que não a Agência Nacional (p. ex., ministério ou autoridades regionais). Este tipo de apoio, proveniente de outras fontes de financiamento que não a UE, não está sujeito aos montantes nem aos escalões mínimos/máximos estipulados no presente documento.

 

B) Apoio à mobilidade dos estudantes

Os estudantes podem receber apoio da UE para os ajudar a cobrir as suas despesas de viagem e de estada durante o período de estudo ou estágio no estrangeiro. Os montantes desse apoio serão definidos pelas Agências Nacionais em concertação com as Autoridades Nacionais e/ou pelas IES com base em critérios objetivos e transparentes, conforme abaixo se descreve. Os montantes exatos serão publicados nos sítios Web das Agências Nacionais e das IES.

Os Países do Programa estão divididos em três grupos:

Grupo 1

Países do Programa com um custo de vida mais elevado

Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Listenstaine, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, Suécia

Grupo 2

Países do Programa com um custo de vida médio

Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Portugal

Grupo 3

Países do Programa com um custo de vida mais baixo

República da Macedónia do Norte, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Sérvia, Turquia

 

Mobilidade entre Países do Programa – Critério 1 – Países de envio e de acolhimento do estudante

O apoio da UE atribuído aos estudantes depende do respetivo percurso de mobilidade, nomeadamente:

  • mobilidade para um país com um custo de vida semelhante: os estudantes receberão uma bolsa da UE do escalão médio;
  • mobilidade para um país com um custo de vida mais elevado: os estudantes receberão uma bolsa da UE do escalão mais elevado;
  • mobilidade para um país com um custo de vida mais baixo: os estudantes receberão uma bolsa da UE do escalão mais baixo.

Os montantes a definir pelas Agências Nacionais devem estar compreendidos nos seguintes escalões:

  • Escalão médio: entre 220 e 470 EUR por mês, em caso de mobilidade para um país com um custo de vida semelhante (a) do Grupo 1 para o Grupo 1, b) do Grupo 2 para o Grupo 2 e c) do Grupo 3 para o Grupo 3)
  • Escalão mais elevado:: escalão médio aplicado pela Agência Nacional mais um mínimo de 50 EUR, entre 270 e 520 EUR por mês, em caso de mobilidade para um país com um custo de vida mais elevado (a) de países do Grupo 2 para países do Grupo 1 e b) de países do Grupo 3 para países dos Grupos 1 e 2)
  • Escalão mais baixo: escalão médio aplicado pela Agência Nacional menos um mínimo de 50 EUR, entre 170 e 420 EUR por mês, em caso de mobilidade para um país com um custo de vida mais baixo (a) de países do Grupo 1 para países dos Grupos 2 e 3 e b) de países do Grupo 2 para países do Grupo 3)

Ao estabelecer os montantes aplicáveis aos beneficiários nos respetivos países, as Agências Nacionais devem atender a dois critérios específicos:

  • disponibilidade e nível de outras fontes de cofinanciamento de organismos privados ou públicos, a nível local, regional ou nacional, em complemento da bolsa da UE
  • nível geral de procura por parte de estudantes que pretendam estudar ou receber formação no estrangeiro

As Agências Nacionais podem fixar escalões a nível nacional e deixar um espaço de manobra às IES para estabelecer os montantes exatos. Essa decisão deverá assentar em elementos concretos, por exemplo, no caso de países onde esteja disponível cofinanciamento a nível regional ou institucional.

 

Mobilidade entre Países do Programa – Critério 2 – Apoio adicional para grupos-alvo, atividades e países/regiões de envio específicos

Estudantes oriundos de grupos desfavorecidos (excluindo necessidades especiais)

As autoridades nacionais, em conjunto com as Agências Nacionais responsáveis pela execução do Erasmus+ num determinado País do Programa, podem decidir (com base numa opção de inclusão/exclusão, consoante o apoio já proporcionado a nível nacional) que todas as IES do respetivo país devem, no caso dos estudantes oriundos de grupos desfavorecidos (incluindo refugiados, requerentes de asilo e migrantes), complementar a bolsa da UE com um montante único entre 100 e 200 EUR por mês. O montante único mensal e os critérios exatos a aplicar serão definidos a nível nacional pelas autoridades nacionais.

Estudantes que fazem um estágio

Os estudantes que realizam estágios receberão um complemento adicional à bolsa da UE num valor entre 100 e 200 EUR por mês. O montante exato será determinado pelas Agências Nacionais e/ou pelas IES, de acordo com os níveis de procura e de cofinanciamento para este tipo de mobilidade. De qualquer forma, todos os estudantes de uma mesma IES devem receber o mesmo montante, independentemente de qualquer complemento e/ou contribuição em espécie que o estudante possa receber da empresa de acolhimento. Os estudantes oriundos de grupos desfavorecidos que realizem estágios têm direito a receber o complemento destinado a estudantes de grupos desfavorecidos em vez do complemento para estágios, caso este último seja mais baixo.

Estudantes das regiões e Países do Programa ultraperiféricos e dos Países e Territórios Ultramarinos (PTU)
Atendendo às condicionantes decorrentes da distância em relação aos outros Países do Programa, os estudantes de regiões ultraperiféricas, Chipre, Islândia, Malta e Países e Territórios Ultramarinos (PTU) receberão os seguintes montantes, mais elevados, a título de apoio individual:

De

Para

Montante

Regiões ultraperiféricas, Chipre, Islândia, Malta e Países e Territórios Ultramarinos

Países do Grupo 1

770 EUR por mês

Países do Grupo 2

720 EUR por mês

Países do Grupo 3

670 EUR por mês

 

Para além dos montantes acima referidos para apoio individual, os estudantes provenientes desses países receberão os seguintes complementos para ajudar a custear as suas despesas de viagem:

Distâncias dos trajetos11

Montante

Entre 10 e 99 km:

20 EUR por participante

Entre 100 e 499 km:

180 EUR por participante

Entre 500 e 1999 km:

275 EUR por participante

Entre 2000 e 2999 km:

360 EUR por participante

Entre 3000 e 3999 km:

530 EUR por participante

Entre 4000 e 7999 km:

820 EUR por participante

8000 km ou mais:

1500 EUR por participante

 

Os complementos para estudantes que fazem um estágio ou estudantes de grupos desfavorecidos não se aplicam neste caso.

Nível de apoio financeiro definido pelas IES

Independentemente dos casos, as IES terão de respeitar os seguintes princípios e critérios ao definirem e/ou aplicarem as taxas da UE na sua instituição:

  • Uma vez estabelecidas, as taxas devem manter-se durante toda a duração do projeto de mobilidade. Não é possível diminuir ou aumentar o nível das bolsas no decorrer do projeto. 
  • As taxas terão de ser definidas e/ou aplicadas de forma objetiva e transparente, tendo em conta todos os princípios e a metodologia descritos acima (ou seja, atendendo quer ao fluxo de mobilidade, quer à existência de financiamento adicional específico).
  • Todos os estudantes que se deslocam para o mesmo grupo de países e no âmbito do mesmo tipo de mobilidade (estudos ou estágios) devem beneficiar de bolsas do mesmo nível (exceto os estudantes oriundos de grupos desfavorecidos ou com necessidades especiais).

Mobilidade entre Países do Programa e Países Parceiros 

Montantes do apoio individual:

De

Para

Montante

Países Parceiros elegíveis

Países do Programa do Grupo 1

900 EUR por mês

Países do Programa do Grupo 2

850 EUR por mês

Países do Programa do Grupo 3

800 EUR por mês

Países do Programa

Países Parceiros

700 EUR por mês

 

 

Além disso, os estudantes que vão para ou vêm de Países Parceiros receberão o seguinte complemento para ajudar a custear as suas despesas de viagem:

Distâncias dos trajetos12

Montante

Entre 10 e 99 km: 20 EUR por participante

Entre 100 e 499 km:

180 EUR por participante

Entre 500 e 1999 km:

275 EUR por participante

Entre 2000 e 2999 km:

360 EUR por participante

Entre 3000 e 3999 km:

530 EUR por participante

Entre 4000 e 7999 km:

820 EUR por participante

8000 km ou mais:

1500 EUR por participante

Apoio adicional para grupos-alvo, atividades e paÍses/regiões de envio especÍficos

Estudantes oriundos de grupos desfavorecidos (excluindo necessidades especiais)

As autoridades nacionais, em conjunto com as Agências Nacionais responsáveis pela execução do Erasmus+ num determinado País do Programa, podem decidir (com base numa opção de inclusão/exclusão, consoante o apoio já proporcionado a nível nacional) que todas as IES do respetivo país devem, no caso dos estudantes oriundos de grupos desfavorecidos (incluindo refugiados, requerentes de asilo e migrantes), complementar a bolsa da UE com um montante único entre 100 e 200 EUR por mês. O montante único mensal e os critérios exatos a aplicar serão definidos a nível nacional pelas autoridades nacionais.

C) Subvenções de apoio à mobilidade de pessoal

Os membros do pessoal receberão uma subvenção da UE a título de contributo para as suas despesas de viagem e de estada durante o período passado no estrangeiro, nomeadamente:

Custos elegíveis

Mecanismo de financiamento

Montante

Regra de afetação

Viagem

Contribuição para as despesas de viagem dos participantes, do seu local de origem para o local da atividade e regresso.

Contribuição para custos unitários

Para distâncias dos trajetos entre 10 e 99 km: 
20 EUR por participante

Com base na distância percorrida por participante. As distâncias dos trajetos terão de ser calculadas com recurso à «calculadora de distâncias» disponibilizada pela Comissão Europeia13. O montante da subvenção da UE para a viagem de ida e volta é calculado com base num trajeto simples14.

 

Distâncias entre 100 e 499 km:

180 EUR por participante

Distâncias entre 500 e 1999 km:

275 EUR por participante

Distâncias entre 2000 e 2999 km:

360 EUR por participante

Distâncias entre 3000 e 3999 km:

530 EUR por participante

Distâncias entre 4000 e 7999 km:

820 EUR por participante

Distâncias iguais ou superiores a 8000 km:

1500 EUR por participante

Apoio

individual

Custos diretamente associados à estada dos participantes durante a atividade

Contribuição para custos unitários

Até ao 14.º dia de atividade: A1.1, para mobilidades entre Países do Programa, ou A1.2, para mobilidades entre Países do Programa e Países Parceiros, por dia e por participante

+

entre o 15.º e o 60.º dia de atividade: 70 % de A1.1, para mobilidades entre Países do Programa, ou A1.2, para mobilidades entre Países do Programa e Países Parceiros, por dia e por participante

Com base na duração da estada por participante (se necessário, incluindo também um dia de viagem antes da atividade e um dia de viagem após a atividade).

Quadro A – Apoio individual (montantes em euros por dia)

Os montantes dependem do país de acolhimento. Estes montantes serão definidos dentro dos escalões mínimo e máximo indicados no quadro abaixo. Na definição dos montantes a aplicar aos beneficiários nos respetivos países, as Agências Nacionais, em concertação com as Autoridades Nacionais, devem atender a dois critérios específicos:

  • disponibilidade e nível de outras fontes de cofinanciamento de organismos privados ou públicos, a nível local, regional ou nacional, em complemento da bolsa da UE
  • nível geral de procura por parte de pessoal que pretenda lecionar ou receber formação no estrangeiro

Dentro de um escalão, deve ser aplicada a mesma percentagem a todos os países de destino. Não é possível conceder o mesmo montante para todos os países de destino.

 

Pessoal de Países do Programa

Pessoal de Países Parceiros

País de acolhimento

 

Mín.-Máx. (por dia)

Montante (por dia)

 

A1.1

A1.2

Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Listenstaine, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, Suécia

80-180

180

 Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Portugal

70-160

160

República da Macedónia do Norte, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Sérvia, Turquia

60-140

140

Países Parceiros

180

Não elegível

 

Para atividades de mobilidade entre Países do Programa, as Agências Nacionais podem fixar escalões a nível nacional e deixar um espaço de manobra às IES para estabelecer os montantes exatos. Essa decisão deverá assentar em elementos concretos, por exemplo, no caso de países onde esteja disponível cofinanciamento a nível regional ou institucional. Os montantes exatos serão publicados nos sítios Web de cada Agência Nacional e das instituições de ensino superior.

  • 1. Os cursos em instituições de ensino superior não podem ser considerados estágios.
  • 2. Qualquer estágio será considerado um «estágio de competências digitais» quando uma ou mais das seguintes atividades são praticadas pelo estagiário: marketing digital (por exemplo, gestão das redes sociais, análise da Web); design gráfico, desenho técnico ou de arquitetura assistido por computador; desenvolvimento de aplicações, software, scripts ou sítios Web; instalação, manutenção e gestão de redes e sistemas informáticos; cibersegurança; análise, exploração e visualização de dados; programação e formação de robôs e aplicações de inteligência artificial. A assistência geral ao cliente, a execução de encomendas, a introdução de dados e as tarefas de escritório não são consideradas nesta categoria.
  • 3. Os seguintes tipos de organizações não são elegíveis como organizações de acolhimento para estágios de estudantes: instituições da UE ou outros organismos da UE, incluindo agências especializadas (é possível consultar a lista completa destes organismos no sítio Web https://europa.eu/european-union/about-eu/institutions-bodies_en); organizações responsáveis pela gestão de programas da UE, como as Agências Nacionais Erasmus+ (para evitar possíveis conflitos de interesses e/ou duplo financiamento).
  • 4. A duração mínima de um período de estudos é de três meses, ou um período académico ou trimestre.
  • 5. Qualquer experiência anterior ao abrigo do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida – Erasmus e/ou como bolseiro do Erasmus Mundus conta para os 12 meses por cada ciclo de estudos.
  • 6. Nos programas de estudo de ciclo único, como é o caso da Medicina, o período de mobilidade dos estudantes tem uma duração máxima de 24 meses.
  • 7. No caso de polos universitários que são dependentes da instituição-mãe e abrangidos pela mesma CEES, o país de envio será o país onde está localizada a instituição-mãe. Não é, portanto, possível organizar atividades de mobilidade Erasmus+ entre polos universitários e a instituição-mãe abrangidos pela mesma CEES.
  • 8. Meramente indicativo. Sujeito às disposições do Acordo de Parceria de Cotonou revisto e do quadro financeiro plurianual 2014-2020.
  • 9. Ver a secção «Países elegíveis» na parte A do presente Guia.
  • 10. Mobilidade nos dois sentidos.
  • 11. Com base na distância percorrida por participante. As distâncias dos trajetos têm de ser calculadas com recurso à «calculadora de distâncias» disponibilizada pela Comissão Europeia (https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/resources/distance-calculator_pt). O montante da subvenção da UE para a viagem de ida e volta é calculado com base num trajeto simples.
  • 12. Com base na distância percorrida por participante. As distâncias dos trajetos têm de ser calculadas com recurso à «calculadora de distâncias» disponibilizada pela Comissão Europeia (https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/resources/distance-calculator_pt). O montante da subvenção da UE para a viagem de ida e volta é calculado com base num trajeto simples.
  • 13. https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/resources/distance-calculator_pt
  • 14. Por exemplo, se uma pessoa de Madrid (Espanha) participar numa atividade que terá lugar em Roma (Itália), o candidato deve a) calcular a distância entre Madrid e Roma (1365,28 km); b) selecionar o intervalo de distâncias correspondente (500 e 1999 km) c) obtendo o valor da subvenção da UE para as despesas de viagem do participante entre Madrid e Roma e regresso (275 EUR).