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Eurobarómetro 90: Portugueses mais confiantes na economia

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Foi publicado o mais recente relatório sobre a opinião pública em Portugal relativamente à União Europeia. O Eurobarómetro n.º 90 revela que um em cada três portugueses avalia a situação económica do país de forma positiva.

25/02/2019

A análise dos dados recolhidos pelo Eurobarómetro permite constatar um alívio das preocupações económicas que marcaram a opinião pública portuguesa na última década. A situação económica portuguesa e o desemprego são referidos por menos inquiridos que no passado, sendo atualmente o aumento dos preços/inflação/custo de vida e as áreas da saúde e segurança social as principais preocupações dos portugueses.

Cerca de um em cada três portugueses avalia a situação económica do país de forma positiva e três em cada cinco está satisfeito com a situação financeira da família. Assim, Portugal está entre os países em que estas avaliações positivas são menos expressivas, embora se destaque das restantes democracias do Sul da Europa e dos padrões extremamente pessimistas identificados em anos recentes.

Quanto à esfera política, e depois de uma tendência de crescimento que parece ter atingido o seu pico na primavera de 2018, há a reportar agora uma quebra quer na confiança nos partidos políticos, no governo e no parlamento, bem como na satisfação com a democracia.

No que diz respeito ao sentimento de cidadania europeia, as percentagens de portugueses que confiam na União Europeia e acham que a sua imagem é positiva ultrapassam os 50 %. A maioria dos portugueses não acredita que o país poderia enfrentar melhor o futuro fora da União Europeia, estando otimista em relação ao seu futuro.

A opinião dos portugueses em relação aos media é positiva, já que metade não considera que existem pressões comerciais ou políticas, embora as opiniões se dividam no que respeita ao serviço público. A televisão destaca-se como o media de eleição para os portugueses, e, a par da rádio, o meio que merece mais confiança. Contudo, os cidadãos nacionais destacam-se da generalidade dos europeus por estarem menos conscientes da exposição a notícias falsas, menos preparados para identificá-las e menos preocupados com este fenómeno.

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