Representação em Portugal

Quem somos

Sofia Colares Alves

Vivemos tempos extraordinários. A pandemia de COVID-19 está a mudar radicalmente as nossas vidas. Desde a forma como nos relacionamos com os outros à forma como trabalhamos, desde a forma como consumimos à nossa vivência em comunidade. Os desafios que enfrentamos exigem responsabilidade individual e coletiva. E do nosso comportamento dependem vidas.

A Comissão Europeia vive este momento com grande preocupação e está determinada a utilizar todos os instrumentos políticos à sua disposição para ajudar a proteger os cidadãos e mitigar as consequências da pandemia. A cada dia que passa, novas medidas são tomadas. As nossas prioridades são garantir que os sistemas de saúde dispõem de tudo o que necessitam, que as empresas têm liquidez suficiente e que os trabalhadores mantêm empregos e rendimento. São medidas de emergência que foram tomadas em tempo recorde, o que prova que as instituições europeias têm agilidade e flexibilidade suficientes para dar resposta às crises.

Mas nós sabemos que a Comissão Europeia não tem competências para gerir crises de saúde nem para adotar as medidas orçamentais de apoio direto à economia e ao trabalho. São os países que têm de agir em primeira linha.

A presidente da Comissão tem apelado de forma incessante para que os Estados-Membros utilizem toda a sua criatividade e solidariedade para dar resposta a esta crise. Tempos difíceis requerem respostas corajosas e inovadoras.

Se houver vontade política, os Estados-Membros, agindo de forma conjunta, têm os meios para lançar um plano de recuperação robusto para a retoma da economia europeia. A Europa é uma economia forte com uma moeda forte e centro reconhecido de saber e inovação. É fundamental recuperar a dinâmica económica do mercado interno pois é dele que todas as economias europeias mais dependem.

Mas as crises também são oportunidades. Oportunidades para aprender, inovar e melhorar o projeto europeu. Não podemos deixar de agarrar esta oportunidade para refletir sobre o nosso futuro comum e traçar caminhos novos para este projeto de todos nós. E tem que ser uma reflexão não apenas das instituições europeias e dos políticos, tem que ser uma reflexão de todos os cidadãos, pois dela depende o nosso futuro. Volto ao que disse no primeiro texto que escrevi aqui quando cheguei à Representação: é bom não esquecer que a Europa somos nós! e agora adiciono também o seguinte: é bom também não esquecer que juntos somos mais fortes!