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Prémio de Jornalismo Lorenzo Natali

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Vencedores da #NataliPrize 2022

Os vencedores do Prémio de Jornalismo Lorenzo Natali 2022 são:

Grande Prémio: 

Ritwika Mitra com "No Sundarban, as alterações climáticas têm um efeito improvável – sobre o tráfico de crianças", publicado na revista Wire Science, em parceria com o Fuller Project.

A reportagem fala de mulheres sobreviventes que foram violadas e engravidaram após terem sido traficadas enquanto menores em Sundarban, na Baía de Bengala.

Prémio Europa: 

Vânia Maia da revista Visão com Odemira: Viagem ao mundo dos imigrantes explorados e invisíveis .

Maia dá a conhecer a exploração, a miséria e as condições precárias nas quais os imigrantes ilegais vivem na Europa. O sofrimento dos trabalhadores em Odemira, Portugal é uma história local com uma ressonância universal.

Prémio de melhor jornalista emergente: 

Rémi Carton e Paul Boyer, do Libération, "En Haïti, «les vies brisées» des enfants esclaves" (No Haiti, "as vidas despedaçadas" das crianças escravas).

Na sua colaboração para o Libération, Carton e Boyer expõem a prática denominada "restavek", que faz com que crianças de famílias pobres sejam colocadas numa situação de servidão como trabalhadores domésticos, sendo frequentemente abusadass no Haiti.

O Grande Júri

O Grande Júri deste ano reúne especialistas de renome internacional do mundo do jornalismo.

Mais de 500 candidaturas elegíveis foram pré-selecionadas pelas nossas quatro universidades parceiras: Universidade Católica Portuguesa (Portugal), Universidad de Navarra (Espanha), Université Saint-Joseph de Beyrouth (Líbano) e Vesalius College (Bélgica). O Grande Júri irá escolher os vencedores de entre as participações pré-selecionadas.

Hannah Ajakaiye, ICFJ Knight Fellow

Hannah Ajakaiye é uma jornalista premiada que lidera um projecto de verificação de fatos para combater a desinformação nas redes sociais na Nigéria. É uma entusiasta dos dados e tem uma paixão pelas questões do desenvolvimento e da justiça social. Trabalhou com a organização Code for Africa na criação de relatórios com dados sobre água, saneamento e higiene nas maiores cidades da Nigéria. Hannah Ajakaiye recebeu, em 2017, uma bolsa “Newscorp Fellowship”, que conta com o apoio do The Times of London e do The Wall Street Journal e participou em “Reporting Tours” sobre o tráfico de seres humanos promovidos pelo Departamento de Estado dos EUA junto dos Centros de Imprensa Estrangeira. Foi-lhe atribuída a Bolsa de Jornalismo Reham Al-Farra (RAF) de 2018, promovida pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas. Hannah está empenhada em liderar as inovações digitais nas redações africanas.

Maria Ângela Carrascalão, Jornalista, escritora e ex-ministra da Justiça

Maria Ângela Carrascalão é jornalista, escritora, professora universitária e ex-ministra da Justiça de Timor-Leste. Trabalhou como jornalista nas agências noticiosas portuguesas Notícias de Portugal (NP), Agência Noticiosa Portuguesa e Lusa, bem como na estação de televisão Sociedade Independente de Comunicação (SIC), na revista Jornal Expresso e no jornal português Público. Tornou-se diretora do jornal bilingue, Tétum e Português, Lia Foun em 2004 e foi correspondente da Rádio SBS (Melbourne) entre 2006 e 2009. Em 2017 foi nomeada Ministra da Justiça pelo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri. É doutorada em Direito pela Universidade Nacional Timor Lorosa'e.

Dr. Michael Rediske, Presidente do Conselho de Administração, Repórteres Sem Fronteiras Alemanha

O Dr. Michael Rediske é presidente do Conselho de Administração da organização Repórteres sem Fronteiras da Alemanha. Depois de iniciar a sua carreira como jornalista na América Central, tornou-se editor do jornal alemão “taz” em 1987, e editor-chefe em 1996. Ocupou cargos de direção na startup de internet de Berlim Citikey, no Evangelische Journalistenschule (EJS), Berlim e na AFP, Alemanha, antes de se mudar para a Associação de Jornalistas Alemães Deutscher Journalisten-Verband. É licenciado em Administração Pública e doutorado em Ciência Política. Em 2016, foi galardoado com a Ordem Federal de Mérito pela sua defesa da liberdade de imprensa pelo Presidente alemão, Joachim Gauck.

Laurent Richard, Jornalista, produtor de documentários e Diretor da “Forbidden Stories”

Laurent é jornalista, produtor de documentários e diretor da “Forbidden Stories”, uma rede de jornalistas de investigação dedicada a manter as notícias vivas. Realizou documentários de investigação durante 20 anos, transmitidos na Televisão Pública Francesa e no Canal Plus, Arte, ABC Four corners, ZDF, PBS America UK. Também foi pioneiro em formatos de investigação para televisão e cofundou o premiado programa de investigação “Cash Investigation”. Foi galardoado com o prémio Europa 2018, Jornalista Europeu do ano. Laurent Richard foi distinguido como “Knight-Wallace Fellow” em 2017, pela Universidade do Michigan.

Laurent Richard

Omaya Sosa, Co-fundadora e Editora de Projectos Especiais, Centro de Periodismoo Investigativo

Omaya Sosa Pascual é jornalista de investigação e empresária na área dos novos media. É codirectora e fundadora do Centro de Jornalismo de Investigação de Porto Rico e cofundadora da NotiCel.com, um canal de notícias digital. Os seus artigos foram publicados por jornais porto-riquenhos e internacionais, incluindo Metro, The New York Times, The Miami Herald, El Nuevo Herald, El Tiempo, Listín Diario, El Caribe, Acento e Diario Libre (República Dominicana), La Nación (Argentina) e La Prensa (Guatemala), entre outros. O seu trabalho foi reconhecido por organizações jornalísticas como a Associação de Jornalista de Porto Rico, o Overseas Press Club, a Associação Nacional de Jornalistas Hispânicos e a “Gabriel García Márquez Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano” (FNPI). A sua série de artigos sobre a transformação em Cuba após a ascensão de Raúl Castro à presidência foi publicada no âmbito da compilação da FNPI "O melhor do jornalismo latino-americano II".

O Prémio num Relance

O Lorenzo Natali Media Prize foi lançado em 1992 para honrar a coragem no jornalismo. Recompensa reportagens excelentes sobre os tópicos de: 

  • desigualdade
  • erradicação da pobreza
  • desenvolvimento sustentável
  • ambiente, biodiversidade, ação climática
  • digital
  • profissões e emprego
  • educação e desenvolvimento de competências
  • migração
  • saúde e paz
  • democracia e direitos humanos

O #NataliPrize foi criado pela Direção-Geral de Parcerias Internacionais (DG INTPA) da Comissão Europeia e recebeu o nome de Lorenzo Natali, um precursor da abordagem de parcerias internacionais para os desafios globais com impacto na sociedade. 

Categorias e Prémio

  1. Grande Prémio: reportagem publicada por um meio de comunicação social com sede num dos países parceiros da União Europeia.
  2. Prémio Europa: reportagem publicada por um meio de comunicação social sediado na União Europeia (não incluindo o Reino Unido). 
  3. Prémio de melhor jornalista emergente: aberto a jornalistas com menos de 30 anos cujas reportagens tenham sido publicadas por meios de comunicação social sediados na União Europeia (não incluindo o Reino Unido) ou num dos seus países parceiros.  

O vencedor em cada categoria irá receber 10.000 €. Ao vencedor da categoria de Melhor Jornalista Emergente será também oferecida uma oportunidade de experiência de trabalho com um parceiro de media. As categorias não serão premiadas se a qualidade não for cumprida. 

A lista completa dos países elegíveis pode ser consultada aqui.

Sebastien Roux wins 2019 Lorenzo Natali Media Prize

A comunidade #NataliPrize

Vencedores anteriores

O Prémio Natali reconheceu 101 jornalistas desde o seu lançamento em 1992. Abra o mapa para ver os países onde o seus trabalhos premiados foram publicados.

Quem é Lorenzo Natali?

Lorenzo Natali foi Comissário para o Desenvolvimento e acérrimo defensor da liberdade de expressão, da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento. Cumpriu três mandatos como um dos Comissários europeus de Itália.

Natali desempenhou um papel importante no processo de adesão da Grécia, Espanha e Portugal, à UE. Também ajudou a promulgar medidas-chave para combater a poluição e melhorar as condições de vida em toda a Europa. No seu último mandato de quatro anos como Comissário, de 1985 a 1989, foi-lhe confiada a responsabilidade pela política de cooperação e desenvolvimento na Comissão sob a presidência de Jacques Delors. Foi nessa qualidade que montou uma ampla rede de relações com os governos e líderes dos países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP).