Pesca

O salmão do Atlântico

O salmão do Atlântico

O salmão do Atlântico

A criação do salmão do Atlântico é praticada desde o século XIX, quando as técnicas de maternidade foram desenvolvidas no Reino Unido. O intuito era produzir juvenis destinados a povoar os rios, para fins de pesca desportiva. Mas foi na Noruega, em 1960, que as primeiras explorações aquícolas começaram a instalar jaulas flutuantes nos fiordes, com o objectivo de comercializar salmões adultos. A iniciativa foi bem sucedida. A criação do salmão do Atlântico propagou-se então, primeiro na Europa e mais tarde em todos os mares de águas temperadas dos dois hemisférios, com base numa variedade híbrida obtida pelo cruzamento da variedade norueguesa com diferentes variedades locais. O rápido aumento da produção gerou, no final da década de 1990, alguns problemas relacionados com a saturação do mercado. Esta crise esteve na origem de restruturações significativas no sector.

O salmão do Atlântico © ScandFish
Nome científicoSalmo salar
Produção (UE-27) – 142 350 t (2007); 10% da produção mundial.
Valor (UE-27) – 662 milhões de euros (2007).
Principais países produtores da UE – Reino Unido, Irlanda.
Principais países produtores a nível mundia – Noruega (736 168 t - 2007), Chile, Canadá.
Ficha informativa

Reprodução

A reprodução do salmão do Atlântico é totalmente controlada em viveiro, a partir de reprodutores nascidos em viveiro e criteriosamente seleccionados. Os ovos são extraídos de fêmeas em fase de postura e são misturados com o sémen do macho para serem fertilizados. São depois introduzidos em tanques de incubação. O alevim sai do ovo 4 a 6 semanas após a fertilização.

Alevinagem

A criação dos alevins processa-se em duas fases, que correspondem aos estádios de desenvolvimento em água doce do salmão.

A primeira fase, em tabuleiro, corresponde ao estádio larvar, que dura 4 a 6 semanas até que a larva perca o seu saco vitelino e se transforme em juvenil capaz de se alimentar sozinho. Dá-se então início à segunda fase: o juvenil é transferido para um tanque de água doce (ou para uma jaula flutuante num lago), onde permanecerá durante um ou dois anos, o tempo necessário à sua “salmonificação”, ou seja, à aquisição das características biológicas que lhe permitem viver em águas salgadas.

Engorda

O salmão jovem (ou smolt) é transferido para um viveiro marinho, numa jaula flutuante, onde permanece durante cerca de 2 anos para atingir o tamanho comercial (cerca de 2 kg).

Sendo um peixe carnívoro, o salmão é alimentado com granulados à base de farinha e de óleo de peixe (50%), que contêm também outros compostos, tais como farinhas e extractos vegetais (cereais, fava, soja...), vitaminas, sais minerais, assim como astaxantina, o pigmento (natural ou sintético) indispensável à sua saúde e que lhe confere a sua cor típica. A composição dos alimentos e o ritmo de alimentação, assim como as condições do viveiro e o processo de recolha e de abate são factores que contribuem de forma crucial para a qualidade do produto final.

Consumo

A maioria das empresas modernas trata o salmão desde a fase dos ovos até à fase do abate. O produto é depois fornecido às empresas de transformação, que o comercializam essencialmente fresco, aos pedaços ou fumado, em fatias. Uma proporção cada vez maior da produção é comercializada sob a forma de pratos preparados, de produtos congelados ou em conserva. Actualmente, o salmão faz parte integrante das centenas de produtos preparados comercializadas nas grandes superfícies.