Contas Nacionais e PIB


Dados extraídos em julho de 2018.

Atualização prevista do artigo: dezembro de 2019.

Destaques
Em 2017, o PIB subiu pelo quinto ano consecutivo na UE e pelo quarto ano consecutivo na área do euro.
Evolução estrutural divergente nos últimos 10 anos na UE: a percentagem da construção do total do valor acrescentado desceu, a dos serviços empresariais subiu.
Em 2017, a economia da UE registou o quarto aumento anual consecutivo no investimento.

Real GDP growth, 2007-2017

As contas nacionais constituem a fonte de uma multiplicidade de indicadores económicos bem conhecidos e que são apresentados no presente artigo. O produto interno bruto (PIB) é o indicador utilizado com maior frequência para avaliar a dimensão global de uma economia, enquanto os indicadores dele derivados, como o PIB per capita — por exemplo, em euros ou ajustado às diferenças nos níveis de preços (expressos em poder de compra padrão, PPS) — são amplamente utilizados para comparar níveis de vida ou para acompanhar a convergência ou divergência económica na União Europeia (UE).

Além disso, a evolução de certos componentes do PIB e de indicadores relacionados, como os relativos à produção económica, às importações e exportações, ao consumo interno (público e privado) ou aos investimentos, bem como os elementos relativos à distribuição do rendimento e à poupança, podem fornecer informações importantes sobre os principais motores da atividade económica e, por conseguinte, servir de base para a conceção, o acompanhamento e a avaliação de determinadas políticas da UE.

Artigo complete

Evolução do PIB na UE: crescimento desde 2013

Em 2009, a crise económica e financeira mundial deu origem a uma grave recessão na UE (ver Gráfico 1), seguida de uma recuperação em 2010. A crise teve início no Japão e nos Estados Unidos, com variações anuais negativas do PIB (real) a registarem-se em já em 2008, a aprofundarem-se em 2009, antes de retomarem em 2010. Em contrapartida, a produção económica da China continuou a crescer a um ritmo relativamente rápido durante a crise (próximo de 10 % por ano), abrandando ligeiramente nos anos seguintes, mas permanecendo consideravelmente acima de todas as outras economias, conforme consta do Gráfico 1.

A crise era já visível na UE-28 em 2008, quando se registou uma redução significativa na taxa de crescimento do PIB, que foi seguida por uma queda do PIB real de 4,3 % em 2009. Em 2010, a recuperação na UE-28 traduziu-se num aumento de 2,1 % do índice do PIB (dados encadeados em volume), seguido de um outro ganho de 1,8 % em 2011. Subsequentemente, o PIB contraiu 0,4 % em 2012, antes de se terem registado taxas de variação positivas progressivamente superiores em 2013 (0,3 %), 2014 (1,7 %) e 2015 (2,3 %). Em 2016, o crescimento prosseguiu, mas a um ritmo mais lento (1,9 %), tendo em 2017 recuperado o ritmo acelerado que caracterizou os períodos anteriores, com o PIB a crescer 2,4 %, a taxa de variação anual mais elevada desde o início da crise.

Na área do euro (AE-19), as correspondentes taxas de variação foram muito semelhantes às da UE-28, até 2010, ao passo que o crescimento registado em 2011 foi ligeiramente inferior (1,6 %) e a contração foi mais forte em 2012 (-0,9 %) e prolongou-se em 2013 (-0,2 %). Durante o período compreendido entre 2014 e 2016, o crescimento do PIB real na área do euro foi ligeiramente inferior ao do conjunto da UE-28, embora em 2017 esta tendência tenha mudado, pois ambos os agregados registaram a mesma taxa de variação.

Gráfico 1: Crescimento do PIB real, 2007-2017
(variação percentual em relação ao ano anterior)
Fonte: Eurostat (naida_10_gdp) e OCDE

Na UE, o crescimento do PIB real variou consideravelmente, tanto ao longo do tempo como entre os Estados-Membros (ver Quadro 1). Depois de uma contração em 2009, em todos os Estados-Membros, exceto na Polónia (e permaneceu inalterada em Espanha), o crescimento económico retomou em 23 Estados-Membros em 2010 e em 24 em 2011. No entanto, em 2012 esta evolução alterou-se, com metade (14) dos Estados-Membros a darem conta de expansão económica, não tendo havido qualquer variação no nível de atividade económica na Bulgária e tendo-se registado uma quebra da produção nos restantes Estados-Membros. Em 2013, a maioria dos Estados-Membros registou novamente crescimento, com 17 países a assinalar uma taxa de variação positiva, número que passou a 25 em 2014 e 27 em 2015 e 2016. Os 28 Estados-Membros registaram uma taxa de variação positiva em 2017 (pela primeira vez desde 2007). O único Estado-Membro com uma taxa de variação negativa em 2015 e 2016 foi a Grécia, que registou quedas de 0,3 % e 0,2 % após um crescimento de 0,7 % em 2014 e seis quedas sucessivas da produção económica entre 2008 e 2013.

Quadro 1: Crescimento do PIB real, 2007-2017
(variação percentual em relação ao ano anterior; % por ano)
Fonte: Eurostat (naida_10_gdp) e Banco Mundial

Em 2017, as taxas de crescimento mais elevadas foram registadas na Irlanda (7,2 %), Roménia (6,9 %), Malta (6,4 %) e Eslovénia (5,0 %), enquanto as taxas mais reduzidas registaram-se na Bélgica e no Reino Unido (ambos 1,7 %), em Itália (1,5 %) e na Grécia (1,4 %).

Crescimento médio anual do PIB inferior a 1 % ao longo da última década na UE e na área do euro

A Polónia registou sistematicamente taxas de variação positivas ao longo do período indicado no Quadro 1, bem como a Albânia, o Kosovo (Resolução 1244 do CSNU; dados de 2009 a 2016) e a China (os dados mais recentes são de 2016) entre os países terceiros indicados. Em 2017, a Bélgica, a Dinamarca, a Alemanha, a Estónia, a Irlanda, a França, a Lituânia, Malta, a Eslováquia e o Reino Unido registaram a oitava taxa de variação anual positiva consecutiva. Foi também o caso da Noruega, da Suíça e dos Estados Unidos, enquanto a Turquia registou a sétima taxa de variação anual positiva consecutiva em 2016.

Os efeitos da crise económica e financeira mundial reduziram os níveis de desempenho geral das economias dos Estados-Membros da UE, quando analisados ao longo da última década. Entre 2007 e 2017, as taxas de crescimento médio anual da UE-28 e da área do euro (AE-19) foram de 0,8 % e de 0,6 %, respetivamente (ver Quadro 1). Quando medido deste modo, o crescimento mais elevado entre os Estados-Membros, entre 2007 e 2017, registou-se em Malta (crescimento médio anual de 4,2 %), seguido da Irlanda (4,1 %) e da Polónia (3,3 %). Em contrapartida, a evolução global do PIB real foi negativa durante o período compreendido entre 2007 e 2017 na Grécia, em Itália, na Croácia e em Portugal.

Em 2017, a Alemanha representava aproximadamente um quinto do PIB da UE-28 em PPS

As comparações entre países são frequentemente feitas utilizando o poder de compra padrão (PPS) que ajusta valores tendo em conta as diferenças de preços entre os países. Há que ter em atenção que os dados apresentados no Gráfico 2, no Gráfico 3 e no Quadro 2 são a preços correntes e não devem ser utilizados para comparações ao longo do tempo devido às flutuações das taxas de câmbio e da inflação. Em 2017, o PIB da UE-28 atingiu 15,3 biliões de PPS (15 300 mil milhões) — note-se que, para a UE-28, um PPS equivale a um euro; como tal, o PIB da UE-28 em PPS permaneceu superior ao dos Estados Unidos em cada um dos anos objeto de análise. É interessante notar que a China, historicamente, teve um nível de produção económica mais baixo do que a UE-28 ou os Estados Unidos, mas que essa situação mudou com a rápida transformação e expansão contínua da economia chinesa. Em 2013, o PIB da China em PPS foi pela primeira vez superior ao dos Estados Unidos e, em 2015, a produção económica da China atingiu um nível superior ao da UE-28 (uma situação que se manteve em 2016 e 2017).

Gráfico 2: PIB a preços correntes de mercado, 2007-2017
(mil milhões em PPS)
Fonte: Eurostat (prc_ppp_ind) e Banco Mundial

A área do euro (AE-19) representou 70,7 % do PIB da UE-28 em 2017 (quando medido em termos de PPS), uma descida em relação aos 72,6 % em 2007. Em 2017, a soma das cinco maiores economias dos Estados-Membros da UE (Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha) representou pouco mais de dois terços (66,8 % do PIB da UE-28), uma redução de 1,8 pontos percentuais em relação à percentagem registada uma década antes (em 2007).

Em 2017, o PIB per capita médio foi de 29 900 EUR na UE-28

Para avaliar o nível de vida, é comum utilizar o PIB per capita, ou seja, ajustado à dimensão de uma economia em termos demográficos. Em 2017, o PIB médio per capita (a preços correntes) na UE-28 foi de 29,9 mil EUR. Os valores expressos em PPS foram ajustados para ter em conta as diferenças nos níveis de preços entre países. A posição relativa de cada país pode ser expressa através de uma comparação com a média da UE-28, fazendo equivaler o valor a 100 (ver Quadro 2). Com base nesta medida, o valor mais elevado entre os Estados-Membros da UE foi registado no Luxemburgo, onde, em 2017, o PIB per capita em PPS foi cerca de 2,5 vezes superior à média da UE-28 (o que em parte se explica pela importância da presença de trabalhadores transfronteiriços oriundos da Bélgica, da França e da Alemanha). Por outro lado, na Bulgária, o PIB per capita em PPS foi ligeiramente inferior a metade da média da UE-28.

Quadro 2: PIB a preços correntes de mercado, 2007 e 2015-2017
Fonte: Eurostat (prc_ppp_ind) e Banco Mundial

Ainda que os valores em PPS devessem, em princípio, ser utilizados para comparações entre países num único ano em vez de ao longo do tempo, a evolução desses valores na última década sugere a existência de alguma convergência nos níveis de vida. A maioria dos Estados-Membros que aderiram à UE em 2004, 2007 ou 2013 passou de uma posição ligeiramente abaixo da média da UE-28, em 2007, para uma mais próxima da média da UE-28 em 2017, não obstante alguns contratempos verificados durante a crise económica e financeira. A Eslovénia e Chipre foram exceções, na medida em que a Eslovénia desceu ligeiramente abaixo da média da UE-28 durante este período, bem como a Grécia e Portugal entre os Estados-Membros da UE-15 (ver Gráfico 3). Chipre passou de um valor superior ou ao nível da média da UE-28 para um valor inferior a esta, tal como a Itália e a Espanha. Quando comparada a situação de 2017 com a de 2007, enquanto a Irlanda, a Alemanha, a Áustria e a Dinamarca se afastaram mais da média da UE-28 para valores superiores, vários outros Estados-Membros da UE-15, designadamente o Luxemburgo, a Finlândia, os Países Baixos, o Reino Unido, a Suécia e a França, passaram de uma posição acima da média da UE-28 em 2007 para uma mais próxima (mas ainda acima) da média da UE-28 em 2017. Durante o mesmo período, a Bélgica e a Croácia não registaram qualquer variação no nível do respetivo PIB per capita em PPS em relação à média da UE-28.

Gráfico 3: PIB per capita a preços correntes de mercado, 2007 e 2017
(UE-28 = 100; com base em PPS per capita)
Fonte: Eurostat (prc_ppp_ind), OCDE e Banco Mundial

Valor acrescentado bruto por atividade económica na UE

Aproximadamente três quartos do valor acrescentado total da UE-28 em 2017 foram gerados no setor dos serviços

Considerando o PIB na ótica do produto, o Quadro 3 dá conta da importância relativa de 10 atividades (tal como medidas pela NACE Rev. 2) em termos do seu contributo para o valor acrescentado bruto total a preços de base. Entre 2007 e 2017, a percentagem da indústria no valor acrescentado da UE-28, caiu 0,5 pontos percentuais, para 19,6 %, embora tenha ficado um pouco à frente do comércio de distribuição, transportes, alojamento e restauração, cuja percentagem do valor acrescentado bruto total foi semelhante em 2007 e 2017 (com 19,0 %). Em contrapartida, os setores da administração pública, da educação e da saúde viram a sua percentagem de valor acrescentado bruto total aumentar 0,8 %, atingindo 18,6 % em 2017. Em 2017, os setores que se seguiram em termos de dimensão — medida pelo valor acrescentado bruto — foram as atividades imobiliárias (11,3 %), seguidas da prestação de serviços profissionais, científicos, técnicos, administrativos e de apoio (a seguir designados por «serviços às empresas») (11,2 %; cuja percentagem aumentou 1,0 ponto entre 2007 e 2017), da construção (5,4 %; cuja percentagem diminuiu 1,0 ponto durante o mesmo período), dos serviços de informação e comunicação (5,0 %) e dos serviços financeiros e de seguros (4,9 %). Os contributos menos significativos vieram das artes, do entretenimento e outros serviços (3,5 %) e da agricultura, silvicultura e pescas (1,6 %).

Quadro 3: Valor acrescentado bruto a preços de base, 2007 e 2017
(percentagem do valor acrescentado bruto total)
Fonte: Eurostat (nama_10_a10)

Em 2017, os serviços contribuíram com 73,5 % para o valor acrescentado bruto total da UE-28, em comparação com os 71,9 % registados em 2007. A importância relativa dos serviços foi particularmente elevada no Luxemburgo, em Chipre, em Malta, no Reino Unido, na Grécia, em França, nos Países Baixos, na Bélgica, na Dinamarca e em Portugal, tendo contribuído para mais de três quartos do total do valor acrescentado. Em contrapartida, a percentagem dos serviços estava próxima de três quintos na República Checa e na Irlanda.

Evolução divergente das atividades económicas ao longo da última década

A mudança estrutural resulta, pelo menos em parte, de fenómenos como a mudança tecnológica, a evolução dos preços relativos, a externalização e a globalização, que muitas vezes conduzem a uma transferência das atividades de produção e alguns serviços (os que podem ser disponibilizados remotamente, como através de call centres) para regiões onde os custos laborais são mais baixos, tanto dentro como fora da UE. Além disso, várias atividades foram particularmente afetadas pela crise económica e financeira mundial e pelas suas consequências. Entre 2007 e 2009, a indústria registou a contração mais acentuada, com o valor acrescentado da UE-28 a sofrer uma queda global de 12,5 % (em termos de volume). A produção industrial da UE-28 registou uma queda de mais 2,3 % entre 2011 e 2013, antes de aumentar a um ritmo relativamente rápido em 2014, 2015 e 2017 (com aumentos de 2,7 %, 3,2 % e 3,2 %, respetivamente) e a um ritmo moderado (1,9 %) em 2016. O setor da construção registou a contração mais acentuada e mais duradoura, com a sua produção a cair 19,0 % entre 2007 e 2013, tendo havido quebras na produção em todos os anos compreendidos nesse período: como tal, o aumento de 1,3 % registado no setor da construção em 2014 foi o primeiro crescimento anual em sete anos, e foi seguido de um crescimento de 2,0 % em 2015, de 1,5 % em 2016 e 4,2 % em 2017. Os serviços às empresas, bem como o comércio de distribuição, transportes, alojamento e restauração, registaram também quedas relativamente acentuadas no valor acrescentado em 2009, de -6,9 % e -5,9 % respetivamente, mas, posteriormente, apresentaram taxas de variação anuais positivas todos os anos até 2017 (com exceção de um ligeiro decréscimo de 0,1 % para o comércio de distribuição, transportes, serviços de alojamento e alimentação em 2013). Após uma estabilidade relativa (sem variações) em 2009, a produção no setor da agricultura, silvicultura e pescas baixou 3,6 %, em 2010, e novamente em 2012, 5,5 %. Após um crescimento de 3,7 %, 3,0 % e 1,5 % em 2013, 2014 e 2015, a produção no setor da agricultura, silvicultura e pescas baixou 1,1 % em 2016, para voltar a aumentar com um crescimento de 1,0 % em 2017. Duas das atividades apresentadas nos Gráficos 4 e 5 não registaram uma queda anual no valor acrescentado em qualquer ano durante o período considerado: atividades imobiliárias, administração pública, defesa, educação, saúde humana e atividades de ação social.

Em 2017, todas as atividades — com exceção da agricultura, silvicultura e pescas — registaram um crescimento do valor acrescentado total em comparação com 2016. As atividades com o maior crescimento foram as da informação e comunicação (4,6 %), construção (4,2 %) e serviços às empresas (4,1 %).

Gráfico 4: Evolução do valor acrescentado bruto real, UE-28, 2007-2017
(2005 = 100)
Fonte: Eurostat (nama_10_a10)
Gráfico 5: Evolução do valor acrescentado bruto real, UE-28, 2007-2017
(2005 = 100)
Fonte: Eurostat (nama_10_a10)

Produtividade do trabalho

Para eliminar os efeitos da inflação, a produtividade do trabalho por pessoa empregada pode também ser calculada utilizando dados ajustados às variações dos preços. Uma análise da produtividade do trabalho por pessoa empregada em termos reais (variações dos dados encadeados em volume) na década compreendida entre 2007 e 2017 revela aumento para a maioria das atividades, com os maiores ganhos de produtividade registados na agricultura, silvicultura e pescas (uma subida total de 28,9 %), nos serviços de informação e comunicação (20,0 %) e na indústria (13,7 %) — ver Gráfico 6. Há que ter em atenção que uma comparação precisa dos níveis de produtividade do trabalho entre atividades apenas pode ser analisada para o ano de referência de 2010 devido à não aditividade dos dados encadeados em volume. Em 2010, o maior nível de produtividade do trabalho foi observado para as atividades financeiras e de seguros, seguidas de perto dos serviços de informação e comunicação, enquanto a agricultura, silvicultura e pescas registaram, de longe, o nível mais baixo.

Gráfico 6: Produtividade real do trabalho, UE-28, 2007, 2012 e 2017
(1 000 EUR por pessoa empregada)
Fonte: Eurostat (nama_10_a10) e (nama_10_a10e)

Os dados adicionais sobre a evolução da produtividade medida quer por pessoa empregada quer por hora trabalhada são mostrados no Quadro 4. A produtividade do trabalho por pessoa empregada aumentou, em termos reais, entre 2007 e 2017, em quase todos os Estados-Membros da UE, com apenas o Luxemburgo, a Grécia, a Itália e a Finlândia a registarem quedas (não existem dados disponíveis para Malta e nenhuma alteração na Áustria). Durante o mesmo período, de 2007 a 2017, a produtividade do trabalho por hora trabalhada aumentou em todos os Estados-Membros da UE, com exceção do Luxemburgo e da Grécia (não existem dados disponíveis para Malta). Excluindo os Estados-Membros com uma quebra na série, os aumentos mais acentuados (em termos percentuais) em ambas as medidas da produtividade do trabalho real registaram-se na Bulgária, na Letónia, na Lituânia, na Eslováquia, na Espanha e na República Checa.

Quadro 4: Produtividade real do trabalho, 2007, 2012 e 2017
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp) e (nama_10_a10_e)

Despesas de consumo

Considerando a evolução dos componentes do PIB na ótica da despesa, observa-se que a despesa de consumo final aumentou 8,1 % na UE-28 em termos de volume, no período compreendido entre 2007 e 2017 (ver Gráfico 7), apesar das ligeiras quedas registadas em 2009 e 2012. A despesa de consumo final das administrações públicas aumentou a um ritmo ligeiramente superior, subindo 11,1 % entre 2007 e 2017. Durante o mesmo período, a formação bruta de capital foi relativamente volátil: diminuiu rapidamente em 2009, enquanto entre 2010 e 2013 flutuou, antes de seguir uma trajetória ascendente até 2017. O crescimento das exportações excedeu o crescimento das importações na maioria dos anos, com exceção de 2009 e 2014-2016. Durante o período entre 2007 e 2017, as exportações aumentaram um total de 33,4 % enquanto as importações aumentaram 26,5 %.

Gráfico 7: Evolução da despesa de consumo real, formação bruta de capital, exportações e importações, UE-28, 2007-2017
(2005 = 100)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp)

Após a sua descida em 2009, a despesa de consumo das famílias e das instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias (ISFLSF) recuperou em 2010 (aumento de 0,8 % em termos de volume) e depois permaneceu inalterada em 2011 (0,0 %), antes de sofrer nova queda em 2012 (-0,6 %) e 2013 (-0,1 %). Posteriormente, esta despesa aumentou durante quatro anos consecutivos, tendo aumentado 1,2 %, 2,1 %, 2,4 % e 1,9 %.

Em 2010, o ritmo de crescimento da despesa das administrações públicas na UE-28 diminuiu em termos de volume e esta taxa de variação permaneceu relativamente estável (dentro do intervalo de -0,1 % a 0,4 %) entre 2011 e 2013, até regressar a um crescimento algo mais forte, posteriormente, aumentando 1,1 % em 2014, 1,4 % em 2015, 1,6 % em 2016 e 1,0 % em 2017.

Investimento

Não obstante um aumento registado em 2011 (1,9 %), a formação bruta de capital fixo da UE-28 não conseguiu recuperar plenamente da queda abrupta de 2009 (-11,8 %) e regressou, em 2012 e 2013, a uma taxa de variação negativa. No entanto, durante o período 2014-2017, a formação bruta de capital fixo na UE-28 aumentou 2,8 %, 4,8 %, 2,9 % e 3,1 %, respetivamente.

Gráfico 8: Taxa de variação anual real dos componentes da despesa do PIB, UE-28, 2007-2017
(%)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp)

Em 2017, a preços correntes, as despesas de consumo das famílias e das instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias representaram 55,7 % do PIB da UE-28, enquanto a percentagem da formação bruta de capital representou 20,5 % e as despesas das administrações públicas representaram 20,1 % (ver Gráfico 9).

Gráfico 9: Componentes da despesa do PIB a preços correntes de mercado, UE-28, 2017
(% do PIB)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp), ou (tec00009), (tec00010), (tec00011) e (tec00110)

Nos Estados-Membros da UE, assistiu-se a uma ampla variação da intensidade do investimento, o que, em parte, pode refletir diferentes fases do desenvolvimento económico, bem como as dinâmicas do crescimento nos últimos anos (ver Gráfico 10). Em 2017, a formação bruta de capital fixo (a preços correntes), em percentagem do PIB, foi 20,1 % na UE-28 e 20,5 % na área do euro (AE-19). Registou os valores mais elevados na Suécia (24,9 %), na República Checa (24,7 %), na Estónia (23,7 %), na Irlanda e na Áustria (ambas 23,5 %) e os mais baixos em Portugal (16,2 %) e na Grécia (12,6 %).

Gráfico 10: Formação bruta de capital fixo a preços correntes de mercado, 2017
(% do PIB)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp)

O investimento na UE-28 foi efetuado na sua maior parte pelo setor privado, como se depreende do Quadro 5: em 2017, o investimento das empresas e das famílias representou 17,9 % do PIB da UE-28, ao passo que o valor equivalente para o investimento do setor público foi de 2,8 %. Em termos relativos, a Hungria (6,6 % do PIB) e a Estónia (4,8 %; dados de 2016) tiveram o maior investimento público, ao passo que o maior investimento por parte do setor empresarial ocorreu na Irlanda (27,2 %; dados de 2016) e na Suécia (17,2 %), e foi mais elevado por parte das famílias na Finlândia (6,5 %) e na Alemanha (6,0 % ; dados de 2016). O investimento pelas famílias (em percentagem do PIB), em 2016, foi consideravelmente inferior ao de 2007 na Grécia, na Irlanda, em Chipre e em Espanha, tendo sido consideravelmente superior na Roménia. A Bulgária, a Lituânia e a Alemanha foram os únicos outros Estados-Membros da UE a registar um aumento na percentagem do investimento por parte das famílias no PIB.

Quadro 5: Investimento a preços correntes de mercado, 2007, 2012 e 2017
(% do PIB)
Fonte: Eurostat (nasa_10_ki)

Rendimento

Uma análise do PIB na UE-28, na ótica do rendimento, revela que a repartição entre os fatores de produção do rendimento resultante do processo produtivo foi dominada pela remuneração dos empregados, que representou 47,3 % do PIB a preços correntes de mercado em 2017. A percentagem do excedente bruto de exploração e do rendimento misto foi de 40,8 % do PIB, ao passo que para os impostos sobre a produção e as importações menos subvenções foi 11,9 % (ver Gráfico 11). A Irlanda teve a menor percentagem de remuneração dos empregados em relação ao PIB (29,4 %), seguida da Grécia (33,6 %) e da Roménia (36,0 %), enquanto percentagens superiores a 50,0 % foram registadas em quatro Estados-Membros da UE, Luxemburgo, Alemanha e Dinamarca, com um máximo de 52,2 % registado na França. No caso da Irlanda, tal está, no entanto, relacionado com a os efeitos conexos da globalização.

Gráfico 11: Distribuição do rendimento a preços correntes de mercado, 2017
(% do PIB)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp)

O Gráfico 12 (que também se baseia nos dados dos preços correntes de mercado) mostra que, em 2011 e 2012, os agregados do rendimento tinham recuperado das perdas registadas durante a crise económica e financeira. Em 2009, as remunerações dos empregados na UE-28 diminuíram 2,8 %, mas, em 2017, foram 18,1 % superiores ao nível registado em 2008.

No caso do excedente bruto de exploração e do rendimento misto, assistiu-se já a um crescimento limitado na UE-28 em 2008, seguido de uma queda de 8,2 % em 2009. Em 2012, este agregado do rendimento voltou a um nível semelhante ao registado antes do pico da crise (em 2008) e, em 2017, ficou 14,3 % acima desse nível.

A queda verificada nos impostos sobre a produção e nas importações menos subvenções na UE-28 já tinha começado em 2008 (-3,1 %) e acelerado em 2009 (-9,2 %). Em 2011, estas perdas tinham sido mais do que recuperados e, em 2016, o agregado do rendimento ficou 20,4 % acima do pico registado antes da crise (2007).

Gráfico 12: Evolução do rendimento a preços correntes de mercado, UE-28, 2007-2017
(2007 = 100)
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp)

Consumo das famílias

As despesas de consumo das famílias representaram, pelo menos, metade do PIB (a preços correntes de mercado) em cerca de dois terços (19) dos Estados-Membros da UE, em 2017. Esta percentagem foi mais elevada em Chipre (67,7 %), na Grécia (66,6 %), na Lituânia (63,8 %), em Portugal (63,1 %) e no Reino Unido (63,0 %). Em contrapartida, foi mais baixa no Luxemburgo (28,6 %) que, no entanto, tinha, de longe, as mais elevadas despesas de consumo médias das famílias per capita (21 700 PPS) — ver Quadro 6 — mesmo após um ajustamento para ter em conta as diferenças de níveis de preços entre os Estados-Membros.

Quadro 6: Despesas de consumo das famílias, 2007, 2012 e 2017
Fonte: Eurostat (nama_10_gdp) e (nama_10_pc)

Além do Luxemburgo, as despesas de consumo médias das famílias per capita foram também relativamente elevadas em 2017 no Reino Unido (19 800 PPS), na Áustria (19 100 PPS) e na Alemanha (18 900 PPS). Em contrapartida, a Hungria e a Bulgária foram os únicos Estados-Membros da UE a registar despesas de consumo médias das famílias per capita abaixo de 10 000 PPS.

Uma análise da evolução das despesas de consumo médias per capita em euros (dados encadeados em volume) durante o período 2012-2017 mostra que o crescimento mais rápido foi registado nos Estados-Membros do Báltico e na Roménia. O único Estado-Membro da UE a registar uma contração foi a Áustria, onde as despesas de consumo das famílias per capita caíram, em média, 0,2 % por ano durante o período em consideração, ao passo que não se verificou qualquer alteração na Grécia.

Fonte dos dados para os quadros e os gráficos

Fontes dos dados

O sistema europeu de contas nacionais e regionais (SEC) fornece a metodologia para o apuramento das contas nacionais na UE. A versão atual, SEC 2010, foi adotada em maio de 2013 e está a ser implementada desde setembro de 2014. É plenamente compatível com as diretrizes internacionais para as contas nacionais, 2008 SNA.

PIB e principais componentes

Os principais agregados das contas nacionais são compilados a partir de unidades institucionais, designadamente, sociedades financeiras ou não financeiras, as administrações públicas, as famílias e as instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias (ISFLSF).

Os dados das contas nacionais englobam informação sobre as componentes do PIB, emprego, dados agregados do consumo final e poupança. Muitas destas variáveis são calculadas numa base anual ou trimestral.

O PIB é a medida central das contas nacionais, que resume a situação económica de um país (ou região). Pode ser calculado a partir de diversas óticas: a ótica do produto; a ótica da despesa; e a ótica do rendimento.

A análise do PIB per capita elimina a influência da dimensão absoluta da população e torna mais fáceis as comparações entre os diferentes países. O PIB per capita é um indicador geral do nível de vida. Os dados do PIB em moeda nacional podem ser convertidos em poder de compra padrão (PPS) através de paridades de poder compra (PPC), as quais refletem o poder de compra de cada moeda, em vez de utilizar as taxas de câmbio do mercado. Desta forma, eliminam-se as diferenças de níveis de preços entre os países. O índice de volume do PIB per capita em PPS é expresso em relação à média da UE-28 (igual a 100). Se o índice de um país é superior/inferior a 100, o nível do PIB per capita desse país é superior/inferior à média da UE-28. Mais do que comparações ao longo do tempo, este índice destina-se sobretudo a efetuar comparações entre países.

O cálculo da taxa de crescimento anual do PIB usando índices de dados encadeados em volume (variações reais) serve para fazer comparações da dinâmica da evolução económica ao longo do tempo e entre economias de diferentes dimensões, independentemente dos níveis de preços.

Informação complementar

A produção económica também pode ser analisada por setor de atividade: ao nível mais agregado, existem 10 rubricas da NACE: agricultura, silvicultura e pescas; indústria; construção; comércio de distribuição, transportes, serviços de alojamento e alimentação; serviços de informação e comunicação; serviços financeiros e de seguros; atividades imobiliárias; atividades profissionais, científicas, técnicas e administrativas e serviços de apoio; administração pública e defesa, educação, saúde humana e ação social; artes, entretenimento, atividades recreativas, outros serviços e atividades das famílias e organizações e entidades internacionais.

A análise do produto por atividade ao longo do tempo pode ser facilitada pela utilização de uma medida de volume (variações reais), ou seja, deflacionando o produto para eliminar o impacto das variações de preços; cada atividade é deflacionada individualmente para refletir as variações nos preços dos produtos que lhe estão associados.

Para analisar a competitividade, utiliza-se outro conjunto de dados das contas nacionais, designadamente indicadores de produtividade da mão de obra, tais como medidas da produtividade do trabalho. A produtividade expressa em PPS é particularmente útil para as comparações entre países. O PIB por pessoa empregada dá uma ideia geral da produtividade das economias nacionais. Importa ter presente que esta medida da produtividade depende da estrutura do emprego total e pode, por exemplo, variar em função da passagem de uma situação de emprego a tempo inteiro para um regime a tempo parcial. O PIB por hora trabalhada dá uma ideia mais clara da produtividade, já que a incidência do emprego a tempo parcial varia muito consoante os países e as atividades.

Os dados anuais relativos às despesas das famílias estão disponíveis a partir das contas nacionais compiladas através de uma abordagem macroeconómica. Uma fonte alternativa para analisar as despesas das famílias é o inquérito aos orçamentos familiares (IOF): esta informação é obtida por pedido às famílias de um registo diário das suas aquisições, sendo muito mais abrangente em termos de cobertura de bens e serviços, bem como dos tipos de análise socioeconómica que possibilita. O IOF é efetuado e publicado de cinco em cinco anos, sendo 2015 o último ano de referência atualmente disponível, embora os dados ainda não estejam disponíveis para todos os Estados-Membros da UE.

Contexto

As instituições europeias, os governos, os bancos centrais, bem como outras entidades económicas e sociais, públicas e privadas, precisam de um conjunto de dados estatísticos fiáveis e comparáveis para fundamentar as suas decisões. As contas nacionais podem ser utilizadas para vários tipos de análise e de avaliações. A utilização de conceitos e de definições internacionalmente aceites permite analisar diferentes economias, estudar as interdependências entre as economias dos Estados-Membros da UE, bem como fazer comparações entre países da UE e países terceiros.

Ciclo económico e análise da política macroeconómica

Uma das principais utilizações das contas nacionais diz respeito à necessidade de apoiar as decisões de política económica e a realização dos objetivos da união económica e monetária (UEM) com dados estatísticos de curto prazo de qualidade assegurada que permitam acompanhar a evolução económica e formular recomendações de política macroeconómica. Por exemplo, uma das utilizações mais básicas e consagradas das contas nacionais é quantificação da taxa de crescimento da economia, por outras palavras, o crescimento do PIB. Os principais valores das contas nacionais são utilizados para desenvolver e acompanhar as políticas macroeconómicas, enquanto dados mais pormenorizados podem também ser utilizados para desenvolver políticas setoriais ou industriais, em especial através de uma análise dos quadros de entradas e saídas.

Desde o início da UEM, em 1999, o Banco Central Europeu (BCE) tem sido um dos principais utilizadores das contas nacionais. A estratégia do BCE para avaliar os riscos para a estabilidade de preços assenta em duas perspetivas analíticas, designadas por «dois pilares»: análise económica e análise monetária. Deste modo, um grande número de indicadores monetários e financeiros é quantificado em relação a outros dados relevantes que permitem a combinação de análises monetárias, financeiras e económicas, como, por exemplo, os principais dados agregados das contas nacionais. Desta forma, os indicadores monetários e financeiros podem ser analisados no contexto do resto da economia.

A Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros acompanha a evolução económica. A UE tem um ciclo anual de coordenação das políticas económicas chamado O Semestre Europeu. Todos os anos, a Comissão Europeia realiza uma análise detalhada dos planos orçamentais, das reformas macroeconómicas e estruturais dos Estados-Membros da UE e emite recomendações específicas para cada país para os 12-18 meses seguintes.

A Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros elabora também as previsões macroeconómicas da Comissão Europeia quatro vezes por ano (outono, inverno, primavera e verão), em coordenação com o ciclo anual do Semestre Europeu. Estas previsões abrangem todos os Estados-Membros da UE para se poder obter as estimativas para a área do euro e para a UE, incluindo igualmente dados para os países candidatos e para alguns países terceiros.

A análise das finanças públicas através das contas nacionais constitui outro tipo consagrado de utilização destas estatísticas. No âmbito da UE, foi desenvolvida uma aplicação específica relativamente aos critérios de convergência para a UEM, dois dos quais se referem diretamente às finanças públicas. Estes critérios foram definidos com referência aos dados das contas nacionais, designadamente no que se refere ao défice orçamental e à dívida pública em relação com o PIB. Ver o artigo sobre estatísticas das finanças públicas para obter mais informações.

Políticas regionais, estruturais e setoriais

Tal como acontece com as análises do ciclo económico e da política macroeconómica, os dados das contas nacionais e regionais podem também ter outras utilizações relacionadas com a política, designadamente no tratamento de questões de caráter regional, estrutural e setorial.

A repartição das despesas dos fundos estruturais baseia-se parcialmente nas contas nacionais. As estatísticas regionais são utilizadas para avaliações ex post dos resultados da política regional e de coesão.

Promover mais crescimento e emprego é uma prioridade estratégica da UE e dos Estados-Membros, que se integra na Estratégia Europa 2020. Estas prioridades estratégicas são apoiadas pela implementação de políticas comuns transversais a todos os setores da economia da UE, enquanto os Estados-Membros prosseguem as suas próprias reformas estruturais.

A Comissão Europeia conduz análises que contribuem para o desenvolvimento da política agrícola comum (PAC), estudando a eficácia dos vários mecanismos de apoio e desenvolvendo uma perspetiva de longo prazo. Este exercício inclui estudos, análises e avaliações de impacto sobre questões ligadas à agricultura e à economia rural na UE e nos países terceiros, recorrendo, em parte, às contas nacionais da agricultura.

Fixação de metas, avaliações comparativas e contributos

As políticas na UE apontam cada vez mais para a fixação de metas de médio e longo prazo, vinculativas ou não. Em relação a algumas metas, o PIB é utilizado como denominador de referência, por exemplo, quando se fixa a meta para as despesas de investigação e desenvolvimento em 3,00 % do PIB (que é um dos objetivos da Estratégia Europa 2020).

As contas nacionais também são utilizadas para determinar os recursos da UE, estando as regras básicas consagradas numa decisão do Conselho. O total de recursos próprios necessários para financiar o orçamento da UE é determinado pelo total das despesas deduzido das outras receitas, e o valor máximo dos recursos próprios está relacionado com o rendimento nacional bruto da UE.

Além de serem utilizados para determinar as contribuições orçamentais na UE, os dados das contas nacionais servem também para determinar as contribuições para outras organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). As contribuições para o orçamento da ONU assentam no rendimento nacional bruto, juntamente com um conjunto de ajustamentos e limites.

Análises e previsões

As contas nacionais são amplamente utilizadas por analistas e investigadores para avaliar a situação económica e a sua evolução. Os parceiros sociais, como os representantes empresariais (por exemplo, as associações comerciais) ou os representantes dos trabalhadores (por exemplo, sindicatos), também têm interesse nas contas nacionais para poderem analisar alterações que afetam as relações laborais. Entre outras utilizações, os investigadores e os analistas utilizam as contas nacionais para analisar o ciclo económico e os ciclos económicos a longo prazo, relacionando-os com a evolução económica, política ou tecnológica.

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Contas económicas regionais - SEC 2010 (nama_10_reg)
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