População

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Este artigo faz parte de Statistics 4 beginners, uma secção de Statistics Explained onde são explicados, de um modo simples, indicadores e conceitos estatísticos, para tornar o mundo das estatísticas mais acessível aos estudantes, assim como a todas as pessoas que se interessam por estatísticas.

Porque é que é necessária informação sobre o número de pessoas que vivem num determinado país, numa determinada região ou numa determinada cidade? As administrações públicas, por exemplo, precisam de saber quantas pessoas residem num país em determinado momento e qual será o seu número no futuro. Com base nestas informações, podem fazer planos e tomar melhores decisões relativamente à construção de escolas, de hospitais, de estradas, etc. As administrações públicas também necessitam de saber que idade têm os habitantes e como evoluirá essa situação nos próximos anos, a fim de elaborarem planos para as pensões, para os cuidados de saúde, etc.

Vídeo explicativo das alterações da população (em inglês)


Artigo complete

Como se calcula a população de um país ou de uma determinada área?

A população de uma determinada área corresponde ao número de pessoas que nela residem habitualmente, em geral calculado para o dia 1 de janeiro de um determinado ano (em Portugal, a data de referência para este cálculo é 31 de dezembro). A fonte pode ser o recenseamento da população mais recente (um recenseamento é uma contagem da população). Como, em geral, os recenseamentos são realizados de 10 em 10 anos, tem de ser feito um ajustamento anual para se obter o valor da população em cada ano. Esse ajustamento tem em conta o saldo natural e o saldo migratório. O saldo natural é obtido subtraindo o número de óbitos ao dos nascimentos (nados-vivos); o saldo migratório corresponde ao número de imigrantes (população que chega ao país) menos o número de emigrantes (população que deixa o país) – ver o exemplo que se segue. Em certos países, utiliza-se como fonte os registos da população, em vez de um recenseamento.

Exemplo

A população estimada da UE para o dia 1 de janeiro de 2016 era de 510 milhões, o que comparava com 508 milhões em 1 de janeiro de 2015. Portanto, a população aumentou 2 milhões de pessoas durante o ano 2015. Isso deveu-se ao saldo natural ou ao saldo migratório? Como se registaram 5,1 milhões de nascimentos e faleceram 5,2 milhões de pessoas, o saldo natural foi negativo (-0,1 milhão). A causa do aumento foi, pois, o saldo migratório.

Que outros indicadores importantes sobre a população são utilizados?

Eis alguns exemplos:

O índice sintético de fecundidade é o número médio de filhos (nados-vivos) por mulher, considerando as taxas de fecundidade no período em causa. Define-se nascimento como o início da vida no momento em que um filho sai do ventre da mãe. A taxa bruta de natalidade é definida como o número de nascimentos (de nados-vivos) ao longo de um ano, dividido pela população desse ano; este valor é expresso por 1000 habitantes.

Exemplo

Em 2014, houve 5,1 milhões de nascimentos (nados-vivos) na UE, o que corresponde a uma taxa bruta de natalidade de 10,1 nascimentos por 1000 pessoas. Esta taxa diminuiu: era de 10,6 em 2000, de 12,8 em 1985 e de 16,4 em 1970. Entre os Estados-Membros da UE, a França registou o índice sintético de fecundidade mais elevado em 2014, com 2,01 nados-vivos por mulher, e o mais baixo registou-se em Portugal (1,23 nados-vivos por mulher).

Quanto tempo é expectável que uma pessoa viva? Isto é medido pelo indicador esperança de vida. É expresso sob a forma de esperança de vida à nascença, que corresponde ao número de anos que um recém-nascido pode esperar viver. O cálculo da esperança de vida tem em consideração as condições de mortalidade quando o indicador é calculado; a partir destas, estima-se, para cada idade, a probabilidade de morte. A esperança de vida é normalmente calculada para a população total e para os homens e mulheres separadamente. Em geral, a esperança de vida para as mulheres é mais elevada do que para os homens.

Exemplo Ao longo dos últimos 50 anos, a esperança de vida à nascença na UE aumentou cerca de 10 anos, tanto para os homens como para as mulheres. Isto significa que um bebé nascido em 2014 pode esperar viver 80,9 anos (83,6 anos para uma rapariga e 78,1 anos para um rapaz), e que, por volta de 1960, era cerca de 10 anos menos.

A taxa bruta de mortalidade é definida como o número de óbitos durante um ano dividido pelo número de habitantes no mesmo ano; este valor é expresso por 1000 habitantes. A taxa de mortalidade infantil é definida como o número de óbitos de crianças com idade inferior a um ano durante um ano, dividido pelo número de nados-vivos durante o mesmo ano; este valor é expresso por 1000 nados-vivos.

Exemplo Em 2014, cerca de 4,9 milhões de pessoas faleceram na UE, o que corresponde a uma taxa bruta de mortalidade de 9,7 por 1000 habitantes. Esta taxa manteve-se quase sem alteração ao longo dos últimos 40 anos, com um máximo de 5,0 milhões de óbitos em 1993, o que correspondia, então, a uma taxa bruta de mortalidade de 10,5 por mil habitantes.

Pirâmide etária

Uma pirâmide etária é uma ilustração gráfica que permite visualizar o número de pessoas por grupos etários para um determinado ano. Pode ter a seguinte forma:

Pirâmides etárias, UE-28, 2001 e 2015
(% da população total)

Fonte: Eurostat (demo_pjangroup)

Population-pyramid.gif

Para mais explicações, ver a animação acima (em inglês) e o texto abaixo

O grupo com idades mais avançadas está no topo e o mais jovem está na base; geralmente, os homens estão à esquerda e as mulheres à direita. Nesta ilustração, são comparados os anos 2001 (barras só com moldura) e 2015 (barras coloridas). Podemos ver que, em 2015, a faixa etária com maior percentagem de população era a dos 45 aos 49 anos, ao passo que, em 2001, eram as faixas etárias 30-34 e 35-39. Pela forma das pirâmides, podemos deduzir que a população está a envelhecer, pois as barras correspondentes às faixas etárias mais jovens ficam mais pequenas e as dos mais idosos aumentam de tamanho. Isto pode ser ilustrado pela idade média da população: 42,4 anos em 2015 e 38,3 anos em 2001.

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