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O futuro do trabalho: Profissionais de TIC

A Previsão de Competências do Cedefop permite-nos imaginar como será o mundo laboral dentro de 10 anos, através da previsão das tendências futuras em matéria de emprego. Na nossa nova série de artigos, debruçamo-nos sobre os possíveis desafios e alterações que enfrentarão determinadas profissões até 2030.
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A profissão em análise neste artigo é a de técnico das tecnologias da informação e da comunicação. A profissão abrange as pessoas que se dedicam a investigar, planear, conceber, elaborar, testar, prestar aconselhamento e melhorar sistemas das tecnologias da informação, hardware, software e conceitos relacionados para aplicações específicas.

 

Principais factos

 

  • Em 2018, cerca de 3,5 milhões de pessoas trabalhavam como profissionais das TIC.

  • Neste grupo profissional, a taxa de emprego cresceu pouco mais de 29 % entre 2006 e 2018.

  • 71 % dos profissionais de TI possuíam um nível de qualificação elevado, em 2018.

  • 25 % da força de trabalho possuía qualificações de nível médio, em 2018.

  • As TIC são tecnologias de utilidade geral, pelo que as mudanças e perturbações na economia podem ter uma influência significativa nas futuras exigências de competências destes profissionais.

 

Funções e competências

As funções e competências principais, classificadas de forma simples por ordem de importância geral, são enumeradas a seguir:

 

  • Utilização das TIC

  • Autonomia

  • Recolha e avaliação de informações

  • Criatividade e capacidade de decisão

  • Literacia

  • Trabalho em equipa

  • Numeracia

  • Tarefas correntes

  • Capacidade de venda e influência

  • Ensino, formação e orientação

  • Gestão e coordenação

  • Destreza

  • Assistência e atendimento

  • Utilização de máquinas

  • Resistência

 

Quais são as tendências para o futuro?

 

  • O emprego dos profissionais de TI deverá crescer 11 % no período entre 2018 e 2030, esperando-se a criação de 395 000 empregos.

  • Tendo em conta o número de pessoas que deixarão de exercer a profissão no mesmo período (cerca de 1,2 milhões, valor estimado), este crescimento indica que será necessário preencher 1,6 milhões de postos de trabalho nas área das TIC entre 2018 e 2030.

  • O número de profissionais das TIC com nível médio de qualificações permanecerá praticamente inalterado, situando-se nos 23 % em 2030.

  • Em relação aos profissionais das TIC com elevado nível de qualificações, espera-se que o seu número venha a aumentar para 74 % em 2030.

 

Que fatores de mudança irão afetar as suas competências?

 

  • Evoluções nas tecnologias e nas cadeias de valor: À medida que as TIC fazem cada vez mais parte das atividades económicas, são e continuam a ser desenvolvidas numerosas aplicações informáticas. A evolução das tecnologias e das cadeias de valor irá provavelmente mudar o equilíbrio entre, por um lado, as competências TIC puramente técnicas e, por outro, os conhecimentos setoriais específicos e as competências sociais, como a capacidade de gestão e de planeamento.

  • Uma maior digitalização da economia: A digitalização aumentará a procura de pessoas com um profundo conhecimento do setor, capazes de desenvolver soluções TIC eficientes e personalizadas para qualquer empresa ou organização.

  • Uma maior externalização das competências técnicas no domínio das TIC para mercados mais baratos fora da UE: Os profissionais da UE terão de possuir competências em variados domínios, como o da gestão de uma cadeia de abastecimento, no contexto das TIC.

  • Computadores cada vez mais potentes: Esta sofisticação levará a um aumento da quantidade e variedade de dados gerados. Esta tendência de aumento dos «megadados» deverá engendrar uma procura de competências avançadas em análise de dados, bem como de competências para escalar e gerir dados para empresas. Em resultado dessa procura, deverão surgir novas profissões (como as de cientista de dados, gestor de dados e diretor de dados, por exemplo).

  • A evolução para a computação em nuvem: Este processo deverá registar uma aceleração tanto ao nível das empresas, como ao nível dos consumidores, reduzindo a exigência de conhecimentos técnicos no lado dos utilizadores, uma vez que os serviços são externalizados a fornecedores de serviços em nuvem. Isso significa que as empresas terão de adquirir novas competências na área da integração de processos, da gestão de serviços, da conceção e gestão de estruturas em nuvem, assim como da criação e otimização de centros de dados em nuvem.

  • Automatização: À medida que aumentam a investigação e o investimento da indústria na automatização e nos centros inteligentes, haverá uma crescente procura de competências especializadas em software e hardware que exijam elevados níveis de numeracia e conhecimentos específicos. Os profissionais que possuam essas competências serão valorizados, tanto pelas organizações solidamente estabelecidas que procuram consolidar o seu mercado, como pelas novas empresas que procuram desafiar a ordem estabelecida.

  • O crescimento da Internet das coisas (IdC): Este advento irá engendrar uma procura de competências e profissões relacionadas com a arquitetura e conceção de sistemas, conhecimentos e competências na gestão e utilização de sistemas diversificados, assim como uma compreensão dos processos de normalização e interoperabilidade de sistemas interconectados (ou suscetíveis de serem interconectados). Aumentará também a procura relativamente ao conhecimento técnico sobre redes associadas à IdC, assim como às competências necessárias para gerir múltiplas configurações de rede nesse domínio.

  • Interligação no âmbito dos «sistemas inteligentes»: À medida que as diversas componentes das infraestruturas TIC se vão cada vez mais interligando com o crescimento dos «sistemas inteligentes», as ameaças de cibercriminalidade e de ciberterrorismo irão também aumentar. Em resposta a estas ameaças, prevê-se um aumento da procura de competências na área da ciência e análise de dados e do talento empresarial. A procura de competências em cibersegurança relacionada com sistemas de software e de hardware irá crescer, e os profissionais dessa área terão provavelmente de possuir qualificações de alto nível para satisfazer as exigências dos sistemas de infraestruturas «inteligentes» interligados do futuro.

 

Como satisfazer estas necessidades de competências?

Os profissionais das TIC tiveram, em muitos casos, um percurso académico não puramente relacionado com as TI. Enriquecer o currículo com competências relacionadas com a ciência, tecnologia, engenharia e matemática (CTEM) e outras competências relevantes para as TIC num vasto leque de áreas especializadas pode, por conseguinte, ser muito útil para as pessoas que fazem a transição para um emprego na área das TIC, independentemente da sua formação académica. Existem várias certificações profissionais que os profissionais das TIC podem obter através de entidades privadas e instituições académicas, para manter os seus conhecimentos e competências atualizados nessa área. O estudo sobre a QUALIDADE das cibercompetências demonstra que a certificação se tornou essencial para os profissionais das TIC em todos os domínios – cerca de metade destes profissionais indica possuir, pelo menos, uma certificação.

A cada vez maior importância dada às competências setoriais coloca, no entanto, um desafio, uma vez que as qualificações transversais (ou seja, a aquisição de conhecimentos e competências especializados próprios de um determinado setor ou de vários setores) também terão de fazer parte da formação ministrada no trabalho. A fim de promover a mobilidade dos profissionais das TIC nos diversos setores da economia e/ou dos países da UE, a Comissão Europeia oferece umquadro comum europeu para os profissionais das TIC de todos os setores de atividade.

 

Quer saber mais sobre a Previsão de Competências e o futuro dos empregos na Europa? Leia o nosso artigo de síntese e os nossos artigos sobre profissões jurídicas, sociais e culturais, e sobre gestores no setor da hotelaria, restauração e comércio.

 

Mais informações:

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25/09/2020

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