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Tem guitarra, vai viajar

Quando Rafael Calvo Diaz resolveu fazer uma pausa no seu emprego regular, jamais imaginou que iria parar 2 700 km a nordeste da sua casa em Gijón, Espanha. Rafael ensina hoje guitarra clássica na Estónia, graças, em parte, à capacidade de análise de CV de um conselheiro EURES estónio.
 
Até ao verão passado, a vida deste jovem esteve ancorada nas Astúrias, no norte de Espanha. Passou 10 anos a aprender guitarra clássica em Gijón e Oviedo. Munido de uma licenciatura em História e de uma pós-graduação na área do ensino, Rafael lecionou na sua cidade natal durante oito anos. Dedicava as manhãs ao ensino de Filosofia, História e Música numa escola secundária e passava as tardes numa academia de música a orientar os estudantes de guitarra clássica espanhola.
 
O que o levou, então, a escolher um país europeu tão distante? «Adoro o meu trabalho em Espanha, mas queria ver como é que as pessoas vivem e trabalham noutros países», diz Rafael. Após ter obtido autorização do seu empregador para tirar uma licença sabática de um ano, Rafael ponderou as suas opções.
 
Movido pelo seu interesse na história da região do Mar Báltico, entrou em contacto com a equipa da EURES na Estónia a fim de indagar se tinham vagas para professores de língua espanhola ou de guitarra clássica. Marite Uibo, uma conselheira EURES na cidade de Valga, analisou o seu CV e apercebeu-se de que, na Estónia, seria mais vantajoso para Rafael concentrar-se na vertente musical das suas competências pedagógicas.
 
Via rápida para Tallinn
 
No início de julho de 2012, Marite ligou-lhe de volta com boas notícias. A Sociedade Estónia de Guitarra tinha uma vaga urgente para preencher. Em finais de agosto, após uma série de mensagens de correio eletrónico e de conversas telefónicas, Rafael voava com destino à capital, Tallinn.
 
O seu calendário como professor de guitarra está repartido entre duas academias: a Vanalinna Hariduskolleegium de Tallinn e a Toila Muusika-ja Kunstikool, aproximadamente 150 km a leste da capital da Estónia.
 
«Sinto-me contente por estar na Estónia», diz Rafael. «O meu vencimento é mais baixo do que em Espanha, mas aguento-me bem com os dois empregos. A cultura, aqui, é diferente da espanhola, mas vou aprendendo algumas palavras em estónio, e a música é uma língua internacional!»
 
Rafael conta que encontrou um apartamento e obteve um bilhete de identidade estónio com a ajuda de Julia Kahro-Reinman, presidente da Sociedade Estónia de Guitarra. A propósito da contratação de Rafael, esta comentou: «A Estónia tem falta de professores de guitarra qualificados, pelo que ficámos muito contentes por encontrar o Rafael, um verdadeiro espanhol, para ensinar guitarra clássica espanhola aos nossos alunos».
 
Se ficar em Tallinn mais de um ano, Rafael espera vir a aprender estónio. Outra opção consiste em ensinar espanhol como língua estrangeira na Estónia, em complemento das suas lições de guitarra.
 
Entretanto, Rafael está também a concluir um mestrado em Economia e Ciência Política patrocinado pela UNED (Universidade Aberta Espanhola). «O meu trabalho concentra-se na UE. Conto apresentar o projeto final em Madrid, em julho de 2013.»
 
 
 
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