Notícias sobre o portal

O mercado de trabalho europeu é para todos

Ask Andersen, um político dinamarquês que se esforça, através do seu trabalho no Comité Económico e Social Europeu, por melhorar os direitos das pessoas com deficiência, é invisual. Esta condição não o impediu de seguir uma carreira internacional, de estudar na Irlanda e de trabalhar como responsável político na Bélgica.Copyright: Markus Koljonen  

“Ser deficiente poderia implicar a necessidade de apoio para realizar determinadas tarefas. E para tal poderá ser necessário estabelecer contactos com o regime de segurança social. Questões como: Poderei ter um assistente? Poderei obter apoio financeiro para dispositivos técnicos? Necessito conhecer as respostas para estas perguntas antes de fazer promessas a um potencial empregador sobre o que sou capaz de fazer,” explica Ask Andersen.  
 
Todos nós enfrentamos desafios quando queremos trabalhar e começar uma vida nova no estrangeiro. No entanto, para as pessoas com deficiência, a mobilidade transnacional acarreta desafios ainda maiores para os quais não existe uma solução universal. O acesso a informações sobre a legislação em matéria de segurança social de um determinado país, que regula as ajudas disponíveis em termos de assistência humana ou de dispositivos técnicos, poderá revelar-se muito útil.
 
A rede EURES poderá ser uma das ferramentas para obter este tipo de informação. Esta rede é constituída por 850 conselheiros EURES distribuídos estrategicamente em toda a Europa. O trabalho dos conselheiros consiste em garantir a adequação entre a oferta e o mercado de trabalho, tanto a nível nacional como europeu, e em fornecer aos candidatos a emprego informações sobre as condições de vida e de trabalho ou ainda remetê-los para fontes fiáveis. 
 
Ir trabalhar para o estrangeiro foi um passo natural para Ask Andersen. “A maioria dos meus colegas de ciências políticas partiu para o estrangeiro para fazer estágios ou para ocupar postos de trabalho permanentes. E porque não eu? Não é minha intenção descurar o desafio que uma ida para o estrangeiro representa quando se é invisual, mas não resta outra alternativa senão tentar. Quando realizei o meu primeiro estágio no estrangeiro dei-me conta de que era perfeitamente capaz de o fazer. A seguir perseguiu-me a audácia de procurar um emprego noutro país, que consegui sem problemas.”
 
 
Leia mais:
 

Saiba mais sobre as condições de vida e de trabalho em vários países europeus no portal EURES

« Atrás