Notícias sobre o portal

Como a aprendizagem de línguas pode conduzir a novas oportunidades

As ilhas Åland no Mar Báltico formam uma região finlandesa onde se fala maioritariamente sueco. As ilhas têm uma taxa de desemprego relativamente baixa e uma economia saudável, o que significa que existe sempre a possibilidade de oferecer emprego a candidatos qualificados oriundos de outras regiões da Europa.

Suzanne Sjölund, Conselheira EURES nas ilhas Åland, decidiu tirar partido desta situação e contactar, através de um colega EURES na Suécia, o Dr. Rainer Schwenke, director da Schwedenkontor (www. schwedenkontor.de). A Schwedenkontor é uma escola de línguas em Greifswald, na Alemanha, que trabalha em estreita colaboração com o serviço público de emprego local. Especializada nas línguas escandinavas, a escola visa enviar trabalhadores alemães qualificados no desemprego para trabalhar na Suécia, ou em regiões de língua sueca, Noruega e Dinamarca.

A taxa de desemprego na região de Greifswald continua a ser bastante elevada, pelo era necessário encontrar oportunidades para candidatos a emprego. Foi então traçado um plano segundo o qual a Schwedenkontor encontraria candidatos a emprego alemães dispostos a aprender sueco, e que a EURES encontraria empregadores nas ilhas Åland dispostos a oferecer estágios com uma duração máxima de seis semanas, com a possibilidade de emprego a longo prazo. Os candidatos a emprego teriam a oportunidade de adquirir experiência prática e melhorar os seus conhecimentos de sueco, enquanto os empregadores beneficiariam da presença de trabalhadores alemães qualificados e motivados. O único requisito era que os empregadores fornecessem alojamento, a fim de facilitar a mudança dos candidatos a emprego.

No início da cooperação, o Dr. Schwenke foi convidado a encontrar-se com Suzanne e 20 empregadores nas ilhas Åland. Suzanne refere que apenas foram convidados a estar presentes os empregadores com intenções de recrutar e, por conseguinte, com capacidade para potencialmente oferecer emprego permanente. “Queríamos estar seguros de que ninguém abusaria da situação dos candidatos a emprego”, explica. “Obviamente, a decisão de oferecer ou não um contrato permanente no final do estágio é sempre do empregador”.

No início, seis empregadores participaram nesta cooperação, num leque variado de profissões que incluíam motoristas de camião, canalizadores ou mecânicos. Após o estágio, cinco estagiários conseguiram emprego permanente e quatro continuaram a viver nas ilhas. Desde então, mais empregadores concordaram participar e a cooperação com a Schwedenkontor continua activa. Os quatro estagiários iniciais passaram palavra, claro está, pois outros candidatos a emprego contactaram directamente Suzanne sobre oportunidades de emprego nas ilhas. Ao longo dos anos, e em resultado desta cooperação, oito a dez trabalhadores alemães qualificados no desemprego encontraram trabalho nas ilhas Åland.

« Atrás