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“Estava saturada por não encontrar um trabalho interessante na região onde vivia!”

Em Setembro de 2008, Géraldine Couvreur, uma belga de 24 anos que tinha acabado de se licenciar em jornalismo, procurava trabalho mas sentia se desiludida com a falta de vagas na sua região. Ao consultar o sítio Web do serviço público de emprego local, o FOREM, constatou que a EURES estava a oferecer a oportunidade de estágios no estrangeiro. Ficou logo entusiasmada e candidatou se imediatamente.

Pouco tempo depois recebia uma oferta – e não se tratava de uma oferta qualquer: daí a apenas um mês, Géraldine começaria a trabalhar em Paris como editora nos serviços de divulgação de programas do Canal+, o canal de televisão francês onde sempre desejara trabalhar.

Assim que recebeu a oferta do Canal+, contactou o seu conselheiro EURES local, Nicolas Dardenne (cujos contactos recolhera no sítio Web do FOREM), para lhe solicitar que a ajudasse nos aspectos administrativos da sua mudança. Acabou por se encontrar diversas vezes com o conselheiro antes de partir, e este explicou-lhe todo o processo de candidatura.

Nicolas tratou das questões administrativas e ajudou a mais do que lhe competia enquanto conselheiro EURES: tomou todas as providências para regularizar a situação de Géraldine em termos de segurança social e preocupou-se particularmente em fazer contabilizar o estágio em França no chamado “stage d’attente”, um período durante o qual, nos termos da lei belga, os recém licenciados não têm direito a subsídio de desemprego. Géraldine só teve de assinar os documentos finais. No final do estágio, Géraldine recebeu também um certificado – assinado pelo seu conselheiro EURES, pelo supervisor do estágio e por ela própria – em que são descritas circunstanciadamente as tarefas que executou e as competências que desenvolveu no decurso do mesmo.

“Antes da minha partida, o Nicolas entregou me também uma brochura da EURES que continha informação exaustiva sobre França. Embora, no meu caso, fosse dispensável, pois já tinha passado um ano em Paris quando andava na universidade, reconheço que a brochura teria sido preciosa para uma pessoa que não conhecesse Paris como eu conhecia.”

Mal chegou ao Canal+, Géraldine ficou siderada: “Tinha um emprego espectacular. A minha função consistia em promover os programas do Canal+ junto dos meios de comunicação social, o que, na prática, se traduzia no visionamento de séries e documentários exclusivos e na redacção de briefings para os jornalistas.” Elaborou também alguns dossiês de imprensa de carácter mais genérico para revistas de televisão, em particular sobre as séries transmitidas em regime de exclusividade pelo canal. Géraldine conseguia, assim, realizar simultaneamente dois dos seus sonhos: viver numa bonita cidade estrangeira e trabalhar no Canal+.

Quanto ao aspecto social, embora inicialmente pensasse que os parisienses não eram de abordagem fácil, não teve dificuldade em encontrar amigos: trabalhavam na empresa muitos estagiários com quem rapidamente desenvolveu relações de amizade. Ao mesmo tempo, tinha oportunidade de desfrutar intensamente a florescente vida cultural da cidade francesa. Mas o que Géraldine decerto nunca esquecerá da experiência em França foi a sua presença, em Fevereiro de 2008, na cerimónia dos Césars (os Oscars franceses), onde se cruzou com Sean Penn e Diane Kruger e arranjou maneira de andar a bisbilhotar nos bastidores.

A experiência de Géraldine é um exemplo concludente do muito que a flexibilidade nos permitir realizar: “Sentia me muito orgulhosa quando dizia onde trabalhava, e onde ainda trabalho! Acabei de assinar um contrato a termo certo e, a partir de Julho de 2009, serei editora oficial nos serviços de divulgação de programas. Não podia estar mais feliz.”

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