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Uma boa reacção: engenharia química no Reino Unido

Quando a jovem estudante portuguesa Sónia Martins, de 24 anos, finalizou o seu mestrado em engenharia química no Porto, ficou sem saber qual o passo a dar em seguida e, não menos importante, onde dar esse passo. Em 2007, após terminar um curso de verão de dois meses na Noruega, para complementar os seus estudos, concluídos os exames, pensou: “Porque não ir para o estrangeiro outra vez?”

No início orientou a sua procura para a Alemanha e os Países Baixos com o objectivo de analisar o tipo de ofertas de emprego disponíveis nestes dois centros tradicionais de engenharia. Foi em Fevereiro de 2008, num jornal português, que se deparou com um anúncio EURES no qual se procuravam engenheiros químicos. Sónia não perdeu tempo e enviou imediatamente o formulário de candidatura devidamente preenchido à EURES UK. “Foi na verdade um processo muito simples, e recebi logo a seguir uma resposta de Susan Oyston, a minha conselheira EURES no Reino Unido, solicitando o meu CV.”

Em Maio de 2008, Sónia foi convidada para uma entrevista no Reino Unido, na empresa Doosan Babcock, uma empresa multinacional de energia, com quem a EURES UK mantém uma colaboração contínua: “Sabia que a entrevista devia ter corrido bem ao ser contactada no dia a seguir para fornecer os meus certificados! Uma semana mais tarde, foi-me feita uma proposta de emprego oficial que aceitei de imediato.” Em Agosto, Sónia mudou-se para Crawley (Sul da Inglaterra) para iniciar o programa para licenciados da Doosan Babcock. O programa tem uma duração de dois anos durante os quais Sónia vai adquirir experiência profissional em cada departamento da empresa, seguindo-se mais dois anos nos quais terá a oportunidade de se especializar num sector da sua escolha. “É fantástico: Irei trabalhar numa série de projectos que vão desde a investigação e desenvolvimento, às vendas e marketing, e no “local” pode significar qualquer lugar do mundo onde possuirmos um estabelecimento, desde a África do Sul ao Brasil.”

Sónia está realmente a gostar de viver no Reino Unido, onde conheceu muitas pessoas interessantes de todos os cantos do mundo. “De entre os meus colegas licenciados, e apenas para mencionar alguns, contam-se quatro portugueses, e outros oriundos da Inglaterra, Nepal, Índia, e Irão; estou a viver com pessoas originárias da França e do Zimbabué.” Sónia começa igualmente a familiarizar-se com a cozinha local: “Comer Fish and chips está bem desde que não seja todos os dias!” Ao contrário de muitas pessoas que não gostam do clima britânico, Sónia supera-o bem. “É verdade que aqui chove bastante mas eu sou natural do Norte de Portugal onde o clima não difere assim tanto. No entanto, o custo de vida aqui é mais elevado do que lá, mas sendo Londres tão perto de comboio, no seu conjunto, não faz grande diferença.”

Sónia tem trabalhado até à data nos sectores responsáveis pelos processos e pelo desempenho. Ela examina os processos no âmbito da produção de energia, das vendas e marketing, o que lhe tem permitido familiarizar-se com a estratégia de marketing da empresa. “Estou a aprender imenso e contente por ter visto naquele dia o anúncio da EURES no jornal. Ainda não sei qual o departamento onde me gostaria de especializar. Na verdade, creio que o verdadeiro problema será em restringir a escolha. Sei onde estarei nos próximos quatro anos, e é bom sabê-lo! Graças às companhias aéreas de baixo custo, os amigos e a família estão muito próximos.”

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