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Islândia – um destino pouco comum

Apesar de ser uma das economias europeias com o crescimento mais rápido, a Letónia continua a ter uma taxa de desemprego elevada em algumas regiões. Fora das principais cidades do país torna‑se difícil encontrar bons empregos e uma educação decente. Por este motivo, Vita Strazdinia deixou a sua cidade natal aos 16 anos para se formar como professora em Riga. Recordando a sua experiência, afirma: “Quando me mudei para Riga, comecei imediatamente a estudar durante o dia e a trabalhar num restaurante à noite. Os meus dias eram longos, apenas com quatro ou cinco horas de sono por noite. Apesar das dificuldades, foi uma boa experiência que me tornou forte o suficiente para enfrentar agora o que for preciso.”.
 
Após concluir os seus estudos, Vita decidiu juntar-se ao seu namorado sueco, um trabalhador da construção, na Islândia. Vita possuía já experiência profissional nos países nórdicos, tendo antes trabalhado como babysitter na Noruega, por isso tinha esperança de encontrar um bom emprego na Islândia. A fim de aumentar as probabilidades de encontrar um emprego melhor, inscreveu-se num curso de língua islandesa. 
 
Apesar do seu entusiasmo, a primeira experiência de trabalho foi uma desilusão. “Trabalhar para uma empresa de limpeza foi pior que insatisfatório, já que o meu patrão enganou descaradamente todos os empregados retendo os nossos impostos sem os pagar ao Estado.” Vita apenas se deu conta da situação mais tarde, quando solicitou ao patrão o seu kennitala (número de identificação), visto que ele tinha a obrigação de a ter declarado. O patrão mentiu dizendo que ainda não tinha podido organizar o processo. Porém, quando Vita recebeu a mesma desculpa relativamente ao seu contrato de trabalho e à ficha de vencimento, começou a suspeitar. Sem qualquer apoio, a jovem letã dirigiu-se ao gabinete EURES em busca de aconselhamento.
 
O conselheiro EURES Valdimar Olafsson prestou a ajuda necessária tratando do número de identificação tão necessário para Vita e entrevistou-a imediatamente para um lugar no hotel Kriunes, situado perto de Reykjavik. O hotel acabava de informar a EURES de que necessitava de vários recepcionistas e empregados de mesa. Os requisitos principais eram o conhecimento da língua islandesa e experiência profissional, mas devido ao seu anterior emprego como empregada de mesa em Riga e os seus bons conhecimentos de islandês, Vita foi uma das candidatas seleccionadas.
 
Vita diz: “Continuo a fazer o mesmo trabalho e estou satisfeita com ele”. No entanto, a barreira da língua mantém-se, pelo que Vita decidiu frequentar um curso de língua, o qual melhorou significativamente as suas competências linguísticas e a ajudou a sentir-se mais integrada na sociedade islandesa. Dá-se bem com os locais, que mostram simpatia pelos estrangeiros, e mantém-se sempre a par das notícias mais recentes. “Leio os jornais e, quando não percebo alguma coisa, pergunto aos colegas no hotel. Tento também ver as notícias, pois torna mais fácil a compreensão do contexto.”
 
Hoje, graças ao apoio da EURES, Vita pode fazer outros planos para o futuro. “Eu e o meu namorado estamos a poupar dinheiro para comprar uma casa na Letónia. Os salários aqui são muito mais elevados que do que no meu país, só que os preços da habitação também são. Como o hotel onde trabalho nos dá alojamento gratuito, isso ajuda-nos a poupar bastante. Planeamos voltar a casa daqui a dois anos e iniciar o nosso próprio negócio. Isso será mais uma vez algo novo para nós e também um desafio!”.

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