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Uma viagem de barco rumo a novos empregos

O jovem alemão Benjamin Knott vem do Nordeste do país, uma região onde as taxas de desemprego atingem, em algumas áreas, os 24%. Com a sua experiência como canalizador e de concepção no domínio da construção, o jovem de 25 anos tinha poucas expectativas de trabalho na Alemanha, pelo que procurava outras alternativas. Acabou por encontrar o apoio e o aconselhamento necessários junto do Baltic Training Centre (BTC), situado na cidade portuária de Rostock.
 
Instituição criada em 1999 para facilitar a mobilidade profissional na região do Mar Báltico e para preparar os candidatos a emprego alemães para uma carreira na Escandinávia e nos Países Baixos. Em ambas as regiões, os empregadores não dispõem de oferta suficiente de trabalhadores nacionais qualificados, pelo que têm de procurar pessoal no estrangeiro. O centro recebe anualmente cerca de 1000 candidaturas de candidatos a emprego em todo o território alemão, motivados para a exploração das oportunidades de trabalho na Escandinávia e nos Países Baixos. O BTC apoia esta ambição proporcionando formação profissional e preparando esses trabalhadores para um trabalho nos seus novos países de acolhimento.
 
A actividade do BTC é financiada por fundos nacionais e pelos programas da UE European Social Fund e Leonardo da Vinci, programa europeu para o ensino e a formação profissional. Em colaboração com a agência de emprego alemã (Bundesagentur für Arbeit), a organização funciona de forma semelhante a uma agência de emprego privada. Proporciona aos candidatos a emprego aulas de neerlandês e das línguas escandinavas e acompanha-os nos seus esforços para arranjar trabalho adequado. Segundo Marion Weber, responsável no BTC pelo Mercado de trabalho norueguês, a iniciativa provou ter o maior êxito: “Antes da conclusão dos cursos, a maior parte dos participantes já encontrou trabalho e deixa a Alemanha quase imediatamente para começar a trabalhar para o novo empregador. Seis meses após o curso, aproximadamente 80% dos participantes encontram-se ainda a trabalhar no país para onde se mudaram”.
 
Benjamin Knott é um dos 3000 candidatos a emprego que participaram no projecto desde o seu início. Após ter completado com êxito o curso de línguas em Rostock, foi para a Suécia frequentar uma formação de prática linguística de uma semana, tendo ainda feito uma entrevista para emprego numa agência de trabalho temporário de Eskilstuna, cerca de 120km a oeste de Estocolmo. “Cheguei lá com muitas expectativas e correu tudo muito bem”, declara Benjamin Knott. Regressou à Alemanha após a reunião, mas “passadas apenas duas semanas, a agência telefonou-me para me oferecer um posto de trabalho a curto prazo”. Passados mais de 14 meses, Benjamin Knott ainda vive e trabalha na Suécia, tendo já aprendido muito bem a língua.
 
O BTC organiza todos os anos sessões de formação profissional – uma por língua de cada país de acolhimento (neerlandês, dinamarquês, sueco e norueguês). Durante um período de três meses, os 16 participantes frequentam um curso de línguas intensivo e aprendem a escrever CV e cartas de candidatura de elevada qualidade. No entanto, ainda mais importante, aprendem como e onde encontrar ofertas de emprego. Uma vez encontrado um trabalho num dos países seleccionados, trabalham para o eventual futuro empregador durante três ou seis meses ao abrigo de um contrato de ensaio especial. Se ambas as partes ficarem satisfeitas, é geralmente oferecido aos empregados um contrato permanente, em conformidade com a legislação nacional do trabalho.
 
O primeiro contacto do Benjamin com um empregador sueco correu muito bem. “Comecei por uma afectação temporária de dois meses numa empresa industrial, após o que trabalhei para duas outras empresas”. No entanto, o Benjamin deve ter causado uma boa impressão no seu primeiro empregador, SHA Torshällaverken, uma empresa localizada nos arredores de Eskilstuna, pois que entraram novamente em contacto com ele para lhe oferecer um contrato a longo prazo. 
 
O Centro de Formação do Báltico colabora estreitamente com a rede EURES. Durante a fase inicial do curso, os conselheiros EURES dos países participantes deslocam-se a Rostock para informar os formandos sobre as condições de vida e de trabalho de cada país. Embora o BTC seja responsável pela selecção dos participantes, os conselheiros EURES prestam informações valiosas sobre a situação dos respectivos mercados de trabalho e os requisitos específicos impostos ao pessoal qualificado.
 
O Benjamin gosta bastante de viver e trabalhar na Suécia. “Não podia ter sido melhor! Estou tão contente por ter aproveitado esta oportunidade e encorajo veementemente outras pessoas a fazê‑lo”. Está presentemente a aguardar que a sua namorada se junte a ele lá no Norte. Ela está a estudar sueco na Alemanha, por forma a preparar-se bem para o seu futuro na Suécia.

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