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De Oriente para Ocidente

Após o alargamento realizado em 2004, muitas empresas escandinavas dirigiram o seu interesse para os países do Báltico e a Polónia, abrindo escritórios em Vilnius, Riga, Talin e Varsóvia. A intensificação do intercâmbio entre estes países contribuiu desde então para o aumento da mobilidade dos trabalhadores em toda a região nórdica. Com a sua vasta rede de conselheiros locais e regionais, o EURES provou ser um importante factor neste desenvolvimento positivo.

Embora muitos de nós esperassem assistir a uma movimentação de trabalhadores sobretudo dos novos Estados-Membros para a Escandinávia, regista-se uma mobilidade intensificada de candidatos a emprego escandinavos para os estados bálticos. Exemplo de destaque é a experiência da empresa Anthill sedeada em Estocolmo. A referida empresa presta uma ampla diversidade de serviços aos clientes, tais como apoio TI, expedição de informação, vendas e marketing, inquéritos, investigação, transmissão de mensagens e comunicação, mas ainda serviços mais ‘tradicionais’ tais como centros de atendimento de chamadas ou telemarketing.

Com sucursais na Finlandia, Polónia, Estónia e Lituânia, a Anthill recruta trabalhadores dos países escandinavos com vista à realização de estágios em todas as suas sucursais na Europa Oriental. A empresa emprega mais de 1000 pessoas em 14 locais diferentes. Como os seus serviços são normalmente prestados numa das línguas escandinavas, a empresa está continuamente à procura de novos recrutas da Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega, com vista ao preenchimento das vagas existentes nos países do Báltico.

“Empregamos muita gente através da rede EURES”, diz Carina Saarestic, responsável de recrutamento na região do Báltico. “Procuramos pessoas dos países escandinavos dispostas a mudar-se e trabalhar num dos nossos escritórios na Estónia ou na Lituânia. Nas nossas instalações em Vilnius e Talin, contratamos também pessoas locais que falam línguas escandinavas”.

São, é claro, exigidas algumas competências linguísticas; no entanto, a empresa está sempre à procura de empregados com abertura de espírito e entusiasmo, dispostos a aprender e a progredir. A maioria do pessoal tem entre 20 e 40 anos de idade.

A maioria dos escandinavos que vem trabalhar em Talin integra-se facilmente no novo ambiente. “Como o estilo de vida na região do Báltico é muito semelhante, não têm quaisquer problemas em encontrar amigos e em estabelecer-se no país de acolhimento. O feedback recebido é normalmente bastante positivo”, diz Carina.

Para a referida empresa, o EURES é um parceiro fiável e de longa data. Os novos empregados permanecem normalmente cerca de seis meses, antes de mudarem de emprego ou regressarem ao seu país de origem. Por conseguinte, os responsáveis da Anthill estão frequentemente em contacto com os conselheiros EURES. “Preferimos trabalhar com o pessoal da rede EURES, pois possuem conhecimentos específicos sobre a negociação de contratos e assuntos de ordem administrativa. Os serviços EURES são eficazes e, além disso, gratuitos”, diz a responsável de recrutamento do Báltico referindo-se à sua cooperação com o EURES. “Prestam aconselhamento útil e estão a par da melhor forma de auxiliar as empresas consoante as suas necessidades.”

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