Informações sobre o Mercado de Trabalho

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Portugal - Alentejo

Breve panorâmica do mercado de trabalho

 

No 2º trimestre de 2020, a população total do Alentejo era de 702,5 milhares de pessoas (segundo o Inquérito ao Emprego do INE). Esta é a região com a densidade populacional mais baixa do país (com apenas 22,3 habitantes / km2), representando mais de 1/3 do território nacional e apenas 6,8% da população portuguesa. 

É atualmente um território descongestionado, preservado e seguro, rico em património e cultura e com um potencial competitivo, diferenciador e sustentável.

O Alentejo não constitui, no entanto, uma única região: é possível distinguir pelo menos 4 regiões (Norte Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral), com algumas especificidades, mas também com características sócio-económicas comuns. 

Embora seja a região com a taxa de atividade mais baixa do país (53,2%, face à média nacional de 56,3%), apresenta também a taxa de desemprego mais baixa na atualidade: apenas 3,3%.

Atendendo ao seu descongestionamento e à reduzida dimensão da sua população ativa, foi também a região menos impactada pela pandemia, até ao momento, ao nível da destruição de emprego: apenas menos 1,8 mil postos de trabalho. 

No final de junho de 2020, estavam inscritos nos serviços de emprego da região 18.351 desempregados, dos quais 6.639 (36,2%) se encontravam inscritos há mais de um ano (desempregados de longa duração)..

A base produtiva local é constituída por produtos de reconhecida excelência mundial: cortiça, rochas ornamentais, vinhos, azeite e primores.

A maior parte do território da região é dedicada à Agricultura (aliada, em regra, à criação de gado). Esta regista cada vez maior especialização e mecanização, facilitada pela maior dimensão das explorações agrícolas na região (com uma dimensão média de mais de 60 hectares). Predominam os cereais, as vinhas e o olival, as árvores de fruto, bovinos (“carne alentejana”) e suínos (“porco preto”) e, no Alentejo Litoral, grandes extensões de culturas de frutos como morangos, framboesas ou amoras. Também a silvicultura (e, em particular, o sobreiro e a extração de cortiça) é uma atividade de particular relevância económica para o Alentejo: esta é a região com a mais importante área de produção de cortiça do mundo.

O setor foi um dos muito poucos a registar criação líquida de emprego, na região, ao longo do último ano (mais 3,9 mil postos de trabalho) – representando perto de 11% da população empregada.

A par destes setores tradicionais estratégicos, das tendências mais recentes de ocupação de mão-de-obra destacam-se o turismo, as atividades aeronáuticas e a energia.

O setor secundário apresenta algum dinamismo, representando 16,4% da população empregada (12,5% nas indústrias transformadoras e menos de 4% na construção civil). Existe um certo nível de especialização industrial, associado aos ramos agro-alimentares (fabrico de queijo, vinhos e fumeiros, com certificação DOP), de produtos químicos e derivados do petróleo (estes últimos associados ao complexo industrial de Sines), componentes para automóveis e aviões e componentes eletrónicos. 

O desenvolvimento das infra-estruturas de acessibilidade constituiu um fator importante para a atração de investimentos  internacionais para esta região.

O setor dos Serviços (que representa perto de 59% do emprego) foi um dos mais impactados pela pandemia COVID-19, tendo registado uma quebra no número de postos de trabalho ao longo do último ano (menos 16,4 mil)– com particular destaque para os segmentos do Alojamento e Restauração (menos 4,8 mil) e do Comércio e Reparação de Veículos (menos 2,7 mil postos de trabalho).

Os movimentos transfronteiriços com as regiões da Extremadura e Andaluzia espanholas não são muito significativos, exceção feita para os concelhos de Serpa, Campo Maior e Elvas. Estes movimentos são maioritariamente constituídos por trabalhadores agrícolas.

 

Última edição do texto em: 10/2020


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