Informações sobre o Mercado de Trabalho

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Portugal - Centro (P)

Breve panorâmica do mercado de trabalho

 

O total da população na região Centro era de 2.209,6 milhares de pessoas (segundo o Inquérito ao Emprego do INE para o 2º trimestre de 2020).

Esta região regista a 2ª taxa de desemprego mais baixa do país (4,7%). No entanto, foi também a região mais afetada pela pandemia (e pelos incêndios de anos anteriores) ao nível do emprego, tendo-se registado uma perda líquida de 58,8 postos de trabalho no último ano.

No final de junho de 2020 estavam inscritos nos serviços de emprego da região 51.618* desempregados, dos quais 33,1% estavam inscritos há mais de 1 ano (desempregados de longa duração). 

Na região Centro, o setor dos Serviços é o mais relevante em termos de emprego (55,9%) - com destaque para o Comércio e Reparação de Veículos (13,4%), a Saúde e Serviços de Apoio Social (10,9%) e a Educação (9,9% do emprego). No entanto, foi também o setor responsável pela maior perda de emprego na região, ao longo do último ano, com uma quebra de cerca de 60 mil empregos. Para tal contribuíram, para além dos Serviços Públicos em geral (com uma perda de mais de 27 mil trabalhadores), também o Comércio e Reparação de Veículos (menos 18,5 mil postos de trabalho) e o Alojamento e Restauração (menos 5,1 mil postos de trabalho) – ambos particularmente afetados pela crise pandémica do COVID-19. 

Pelo contrário, o setor das Indústrias Transformadoras (que representa agora 21,3% do emprego na região) foi um dos poucos a criar emprego no último ano (mais 4,9 mil postos de trabalho face a 2019). Destacam-se, por exemplo, as indústrias da pasta de papel/embalagem, cerâmicas e vidro, ferragens, mobiliário metálico e torneiras; termo-domésticos, moldes e plásticos e lanifícios, que (apesar do abrandamento drástico do comércio internacional, nos últimos meses) continuam a apresentar alguma capacidade exportadora.

Existem 2 perfis distintos de competitividade e dinamismo industrial na região: 

  • Interior: especializado em indústrias intensivas em mão-de-obra; 
  • Litoral: indústrias de outros produtos minerais não metálicos e indústrias metalúrgicas de base, que se distinguem pela capacidade de diferenciação dos seus produtos.

A Agricultura, tradicional e de base familiar, é ainda importante na região, representando 8,4% do emprego – embora continue a registar quebras significativas, com menos 12,5 mil trabalhadores face ao ano anterior. O setor tem especial relevo nas regiões do interior, onde a fileira florestal assume particular importância, e no Oeste, onde os produtos hortícolas, frutícolas e vitivinícolas dominam (com ligação à indústria agro-alimentar).

A Construção representa apenas 6,4% do emprego total, mas conseguiu manter a tendência de crescimento no emprego ao longo do último ano (também em termos de importância relativa na região). 

A economia da região beneficia da presença de um conjunto significativo de estruturas de apoio e desenvolvimento tecnológico ligado às Universidades (por exemplo, nas áreas de cerâmica e vidro, moldes e ferramentas especiais, têxteis e vestuário, biomassa para produção de energia) e ainda as unidades ligadas à indústria farmacêutica, biomedicina, biotecnologia e saúde (sedeadas em Coimbra), à mecânica de precisão e à utilização das tecnologias de informação, etc.

A região Centro dispõe de 1/4 da área de fronteira nacional, contendo 1/5 do total da população fronteiriça – uma população envelhecida e isolada, ocupada maioritariamente em atividades agrícolas. 

*Os dados do INE consideram que a região Centro inclui 100 concelhos (correspondendo à atual NUTS II), sendo que os dados do IEFP para esta região incluem apenas 76 concelhos (correspondendo à área de intervenção da sua Delegação Regional do Centro).

 

Última edição do texto em: 10/2020


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