Informações sobre o Mercado de Trabalho

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Portugal - Norte

Breve panorâmica do mercado de trabalho

 

O total da população na região Norte era de 3.577,3 milhares de pessoas (segundo o Inquérito ao Emprego do INE para o 2º trimestre de 2020). Esta é a região mais povoada do país, concentrando perto de 35% da população total.

A população empregada nesta região situava-se nos 1.679,9 milhares, tendo-se registado uma perda de 42,8 mil postos de trabalho num ano.. 

A taxa de desemprego, com uma evolução decrescente desde 2013, situa-se agora nos 5,6%, estando em linha com a média nacional.

No final de junho de 2020, estavam inscritos nos serviços de emprego da região 153.548 desempregados (37,8% do total nacional), dos quais 39% estavam inscritos há mais de 1 ano (desempregados de longa duração).

A região Norte mantém ainda uma agricultura com algum relevo na sua economia e no total do emprego (5,8%), apesar de estar a perder importância – mas é sobretudo caracterizada por um elevado grau de especialização industrial (sendo a região portuguesa mais industrializada, com o emprego na Indústria Transformadora a representar 24,4% do emprego), em particular em segmentos mais tradicionais. 

A estrutura do emprego da região Norte apresenta, contudo, alguma diferenciação, identificando-se 3 sub-regiões com características específicas: 

  • a Área Metropolitana do Porto, com forte incidência dos serviços (sobretudo, comércio) e alguns pólos industriais, com maior intensidade tecnológica e de conhecimento; 
  • uma orla circundante (Cávado, Ave, Tâmega e Entre Douro e Vouga), onde o emprego industrial assume valores superiores à média nacional; 
  • as zonas predominantemente rurais (Minho-Lima, Trás-os-Montes e Alto Douro), onde perto de metade do emprego se concentra na agricultura ou em serviços não comerciais. 

A Agricultura é sobretudo de base familiar. A vinha é uma cultura muito relevante na região (Douro, Minho-Lima e Cávado), que produz um dos vinhos licorosos mais famosos no mundo: o vinho do Porto, e vinhos de mesa de qualidade reconhecida mundialmente. O emprego neste setor continua a registar alguma desaceleração, embora com tendência para a estabilização no último ano (quebra de apenas cerca de 800 postos de trabalho)..

A base industrial da região, com forte incidência na exportação, é especializada nas seguintes áreas:

  • a fileira têxtil e, em particular, a indústria de confeção de vestuário, que conseguiu readaptar-se aos novos modelos de negócio, investir em novas tecnologias e diferenciar-se através da qualidade dos seus produtos juntos dos mercados internacionais – sendo um dos setores líder das exportações do país; em período de pandemia COVID-19, este segmento ajustou-se para produzir máscaras e outros equipamentos de proteção individual (que poderão vir a tornar-se uma linha de produção rentável no futuro próximo); 
  • a indústria de calçado, que tem vindo a registar uma tendência para a diminuição das suas exportações, em resultado do abrandamento das principais economias mundiais, para onde a indústria portuguesa de calçado exporta mais de 95% da sua produção;
  • a fileira florestal, nomeadamente: aglomerados de cortiça de alta qualidade, produtos de madeira e uma forte representação da indústria do mobiliário (com alguns desafios em termos de crescimento e sustentabilidade);
  • o fabrico de peças, materiais e acessórios para o setor automóvel;
  • a indústria agro-alimentar, em particular laticínios e vinhos.

O setor da Indústria, Construção, Energia e Água, que representa 31,4% do total do emprego na região - e, em particular, os segmentos das Indústrias Transformadoras (com destaque para a produção de peças automóveis) e da Construção – sofreu, no entanto, uma contração considerável, sendo o principal responsável pela quebra do emprego na região, com a perda de 29 mil empregos no espaço de um ano.

Mais de 60% do emprego da região Norte está no setor dos Serviços, com destaque para  o Comércio e Reparação de Veículos (14,4%), a Saúde e Serviços de Apoio Social (8,6%) e a Educação (8,4%). 

O Alojamento e Restauração (4%) - que apresentava nos últimos anos uma tendência de crescimento, acompanhando a diversificação da atividade turística na região – foi, nos Serviços, o segmento mais afetado pelo impacto negativo da pandemia, com uma perda de 4,9 mil postos de trabalho no último ano. 

 

Última edição do texto em: 10/2020


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