Dicas E Conselhos Para Encontrar Um Emprego

Onde procurar emprego?

Nos países do Espaço Económico Europeu (EEE), a liberdade de circulação de pessoas é um direito fundamental que permite aos nacionais do EEE trabalhar em qualquer outro país desse mesmo espaço sem necessitar de uma autorização de trabalho. A livre circulação de trabalhadores aplicar-se-á aos cidadãos dos novos Estados-Membros sob reserva das disposições transitórias estabelecidas nos Tratados de Adesão. A secção que se segue sobre "Disposições transitórias criadas para os novos Estados-Membros." trata especificamente de questões relacionadas com os novos Estados-Membros.

Quais os aspectos práticos a ter em consideração antes de se procurar um emprego?

Trabalhar e viver num outro país europeu pode apresentar alguns obstáculos, tais como a adaptação a uma nova cultura, uma envolvente linguística diferente, bem como a familiarização com regimes fiscais e de segurança social desconhecidos. A melhor forma de preparação é, pois, uma boa informação sobre o país da sua escolha. As suas qualidades pessoais e determinação desempenham igualmente um papel importante na procura de um emprego, à semelhança, obviamente, das suas qualificações e conhecimentos de línguas estrangeiras.
Antes de iniciar a procura de um emprego, é fundamental estar consciente de que não é necessariamente mais fácil encontrar um emprego no estrangeiro do que no seu país de origem (a taxa de desemprego global na União Europeia permanece elevada). Não obstante, alguns sectores do mercado de trabalho europeu podem oferecer oportunidades consideráveis, como é o caso do sector do turismo e dos serviços (serviços financeiros, consultoria em gestão, sector da construção, sector das TI e alguns segmentos do sector da saúde), bem como do trabalho sazonal na agricultura. Há que ter presente que são significativas as diferenças nas oportunidades de emprego entre regiões no Espaço Económico Europeu e que a situação pode alterar-se muito rapidamente. Para mais informações sobre este assunto, consulte a secção "Viver & Trabalhar".

Como começar a procurar?

Para o ajudar a encontrar trabalho antes de partir, deverá:
- Visitar o portal Web de mobilidade profissional EURES, no qual poderá encontrar ofertas de emprego, informações sobre as condições de vida e de trabalho, informações sobre o mercado de trabalho, bem como hiperligações para outras informações úteis. Também aqui pode divulgar o seu CV a potenciais empregadores em toda a Europa.
- Contactar um serviço de emprego local ou regional para aconselhamento. Pode acontecer que encontre aí um conselheiro EURES que lhe prestará serviços de consultoria mais personalizados. Este poderá verificar as ofertas de emprego no sistema EURES e contactar outros conselheiros EURES no país que elegeu como destino.
- Consultar os anúncios de emprego nos jornais do seu país de acolhimento (as grandes bibliotecas públicas recebem-nos habitualmente numa base regular). Lembre-se que várias revistas especializadas publicam ofertas em áreas profissionais específicas.
- Contactar o Serviço Público de Emprego do país de acolhimento, que o deverá aconselhar. Lembre-se que, enquanto nacional do EEE, tem os mesmos direitos num outro Estado-Membro que os cidadãos desse país. Procure consultar um conselheiro EURES com experiência em ajudar cidadãos estrangeiros.

Outras vias menos comuns para encontrar um emprego

Lembre-se de que a forma mais habitual de obter informações sobre ofertas de emprego é através do Serviço Público de Emprego.

Contudo, vale também a pena tentar o seguinte:

- Em vários Estados-Membros existem agências privadas, especialmente vocacionadas para a oferta de trabalho temporário. Certifique-se se cobram ou não pelos serviços que prestam e informe-se antecipadamente sobre a natureza dos contratos de emprego que propõem.
- Existem também agências de recrutamento privadas, mas são normalmente direccionadas para empregos de nível de gestão ou sectores específicos, como a informática ou a área financeira.
- Para os estudantes, as feiras de emprego e os centros de orientação de carreira podem desempenhar um papel muito importante na procura de um emprego.
- As candidaturas espontâneas junto das empresas são uma prática cada vez mais comum. Informe-se o mais pormenorizadamente possível sobre a empresa em questão, dado que o êxito pode depender da capacidade de demonstrar a sua adequação à respectiva estrutura e exigências. Redija a sua candidatura sob a forma de carta, indicando as suas qualificações, experiência e os motivos do seu interesse particular na empresa. Alternativamente, várias empresas possuem os seus próprios sítios Web de recrutamento onde pode, por vezes, submeter um formulário de candidatura electrónico.
- O estabelecimento de redes é muito importante na maioria dos países já que muitas ofertas começam por ser divulgadas oralmente.
- Passar algum tempo no país da sua opção num estágio ou colocação profissional é a forma ideal de se familiarizar com o país, proporcionando a oportunidade de procurar um emprego in loco. Várias grandes empresas organizam este tipo de colocações.

Aspectos a considerar ao candidatar-se a um emprego

Um dos elementos mais importantes é saber como obter o reconhecimento das suas qualificações no país de acolhimento. O ponto crucial, para quem possua qualificações profissionais, é saber se a profissão é regulamentada ou não. As profissões regulamentadas são as profissões restritas a pessoas com determinadas habilitações (advogados, contabilistas, professores, engenheiros, paramédicos, médicos, dentistas, cirurgiões veterinários, farmacêuticos e arquitectos, por exemplo). Foi elaborada uma lista de qualificações equivalentes e reconhecidas para algumas destas profissões, ao passo que noutras a equivalência é julgada caso a caso, atendendo à duração e ao conteúdo do curso. Se a sua profissão não é regulamentada, poderá começar a exercer assim que encontre um emprego, mas terá de observar eventuais procedimentos necessários aplicáveis ao exercício dessa profissão no país de acolhimento, os quais poderão ser diferentes daqueles a que está habituado.

Que outros aspectos considerar?

Certifique-se de que elaborou um Curriculum Vitae claro, bem estruturado e direccionado para um emprego específico. Deverá também procurar obter uma tradução do mesmo e das suas qualificações na língua do país de acolhimento (ver supra). A maioria dos Estados-Membros esperam que a sua área de estudos ou diploma esteja directamente relacionada com o emprego a que se candidata, enquanto que outros atribuem menos importância a este aspecto. A UE adoptou um modelo de Curriculum Vitae Europeu. Adequado para graduados profissionais e académicos, este CV EUROPASS fornece uma imagem clara das aptidões e competências de um candidato no interior da UE. Este formato do CV encontra-se actualmente disponível em 20 línguas oficiais da UE na página EURES “CV em linha”.

Como se preparar para uma entrevista de emprego?

Tal como no seu país de origem, deve preparar-se cuidadosamente para uma entrevista destinada à obtenção de um emprego. Certifique-se de que dispõe de informações de base sobre a empresa e tenha preparadas perguntas sobre a mesma e sobre aspectos específicos do emprego em questão. Pode acontecer ter de provar o domínio da língua do país de acolhimento e demonstrar de que forma as suas competências e atributos principais se adequam às exigências do empregador para aquele emprego específico. Várias grandes empresas na UE recorrem a centros de avaliação para ajuizar os desempenhos dos potenciais trabalhadores em situações da vida real.

Que documentos deve levar para a entrevista?

Geralmente, necessitará de:
• várias cópias do seu CV redigidas na língua adequada;
• uma tradução autenticada do seu diploma (normalmente obtida junto do estabelecimento de ensino ou do ministério relevante);
• fotocópias de certificados escolares, diplomas universitários ou de outras qualificações;
• passaporte ou cartão de identidade válidos;
• cópia da certidão de nascimento;
• formulário E relevante que lhe confere o direito à cobertura de cuidados de saúde (ex: E111); bem como de
• algumas fotografias tipo passe.

Posso transferir o subsídio de desemprego se me mudar para outro Estado-Membro do EEE sem me ter sido oferecido um emprego?

Se está actualmente desempregado e pretende procurar um emprego num outro país do EEE, pode transferir o seu subsídio de desemprego por 3 meses. Contudo, existem regras e condições estritas para a transferência das prestações, sendo, pois, aconselhável que contacte o seu serviço de emprego local ou a entidade responsável pelas prestações antes de passar à acção. Se não tiver encontrado emprego no prazo de 3 meses, poderá ser convidado a abandonar o país em questão, embora as autoridades possam dar provas de tolerância caso demonstre que tem boas hipóteses de arranjar um emprego. Outras secções, tais como a secção "Viver & Trabalhar", contêm mais informações úteis sobre este assunto.

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