A eco-inovação numa PME francesa utiliza bambu para tratar a água
Maio de 2012
Um sistema inovador utiliza bambu para tratar águas residuais de uma forma ecológica. O projeto, lançado por uma equipa de pequenas e médias empresas europeias, foi financiado pela Comissão Europeia com o objetivo de permitir a sua adaptação para uso industrial.
O bambu permite tratar efluentes a custo reduzido e de uma forma simples: sendo uma espécie robusta e de crescimento rápido, filtra de forma eficiente os compostos azotados e fosfatos que são produzidos, em grandes quantidades, pela indústria agro-alimentar.
A Phytorem, uma pequena empresa francesa atualmente com menos de 20 funcionários, criou o conceito inovador «Briter Water», um sistema de saneamento do bambu. A empresa francesa uniu esforços com duas outras pequenas empresas (a Eau et Industrie, em França, e a BeOne GmbH, na Alemanha) e candidatou-se com êxito a financiamento no âmbito do Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação (CIP) para transformar a ideia num sucesso industrial viável.
O financiamento disponibilizado pela Comissão, que abrangeu 59% dos 1 241 461 euros de custo total do projeto (2009-12), tem um papel fulcral neste contexto: «Aproveitámos esta oportunidade para poder aceder ao mercado, industrializar o nosso processo e promover o nosso negócio junto de futuros clientes», explica Véronique Arfi, diretora executiva adjunta da Phytorem.
Desde o lançamento, a empresa instalou duas plantações de bambu em dois complexos industriais franceses e começou a desenvolver oportunidades de negócio no estrangeiro.
O financiamento foi disponibilizado através da Eco-Inovação, uma iniciativa transversal da Comissão. Apoia projetos que amenizam os impactos ambientais ou promovem a utilização eficiente de recursos em diversos setores, incluindo na reciclagem de resíduos, construção, indústria agro-alimentar, bem como empresas mais ecológicas.
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