IMPORTANT LEGAL NOTICE - The information on this site is subject to adisclaimerand acopyright notice
  European Commission > Regional Policy


Newsroom Newsroom Commissioner Debate Issues Directorate General

Glossary | Search | Contact | Mailing lists
 
Inforegio/Panorama
Janeiro 2001

A publicação trimestral dos actores do desenvolvimento regional

Indice
6 / 10

A palavra aos actores no terreno

Bélgica
O porto autónomo de Liège reúne a água, a via férrea e a estrada


Segundo porto fluvial da Europa, em ligação directa com os portos de Antuérpia e de Roterdão, o porto autónomo de Liège (PAL) assegura a gestão de 24 portos ao longo do rio Mosa, possuí 22 km de acostagem ao caís, mais de 260 hectares de terrenos portuários e uma doca coberta (doca abrigada) de um hectar. A infra-estrutura é acessível aos navios renanos de 2 500 toneladas, aos comboios empurrados de duas barcaças totalizando 4 500 toneladas e aos navios costeiros de 1 000 a 3 000 tonelada. No seu sítio, o PAL oferece todas as possibilidades de combinação com a via férrea e a estrada, encarnando e concentrando a multimodalidade.

Directora-geral do porto autónomo de Liège, Marie-Dominique Simonet seguiu de muito perto os mais recentes trabalhos efectuados com a ajuda do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) a fim de aumentar ainda os resultados desses trabalhos.

Quais as vantagens comparativas do transporte fluvial?

O transporte fluvial é menos caro do que o ferroviário e do que o rodoviário e, sobretudo, menos poluente. Com 5 litros de diesel, um camião transporta uma tonelada de mercadorias ao longo de 100 Km, um comboio 233 toneladas e a via marítima 500 toneladas. Esta via permite também transportar quantidades muito mais importantes bem como objectos tais como turbinas, cubas, geradoras e outros que não se podem colocar facilmente num camião.

 
Carregamento de produtos metalúrgicos no avio costeiro Union Jupiter.
Além disso, as vias navegáveis, à excepção dos estrangulamentos, estão longe de estar saturadas e permitem evitar as obstruções das cidades. Por último, é raro deplorar-se um acidente numa via fluvial, o que torna o transporte muito mais seguro.

Mas não é também mais lento?

Tudo se resume a uma questão de organização: é verdade que é necessário mais tempo para fazer Liège-Antuérpia em barcaça do que de automóvel, mas a segurança do transporte elimina os imprevistos. Na entrega just in time, muitas sociedades recorrem ao transporte fluvial

A Região da Valónia e o FEDER permitiram levar por diante, nestes últimos anos, os trabalhos de modernização do porto. O que é que motivou estes trabalhos?

Governar é prever, não prever, é um erro. Nestes dez últimos anos assistimos a uma duplicação do tráfego no porto autónomo de Liège, Este nasceu em 1937 e desenvolveu-se no seguimento da aplicação do plano Marshall. Foi, portanto, necessário modernizá-lo, aumentá-lo e adpatá-lo aos novos modos de transporte. È necessário antecipar a acção: os investimentos que realizamos graças à região da Valónia e ao FEDER justificam-se pelo êxito do porto. Tentamos progredir quotidianamente a fim de corresponder à procura, de dinamizar a região e de nos orientarmos para um triplo objectivo: transportar mais, mais depressa e de modo mais limpo.

Poderá citar-nos algumas realizações efectuadas nos últimos tempos?

Posso. O porto autónomo gere, de facto, 24 portos instalados ao longo do rio Mosa. Podemos comparar esta situação a um conjunto de estações de abastecimento de gasolina que tivéssemos equipado de modo a torná-las mais atraentes. Instalámos serviços de restauração, construímos novas áreas de armazenagem, refizémos a iluminação, revalorizámos zonas ao abandono e construímos ou melhorámos os acessos rodoviários e ferroviários a esses portos. Ainda que não tenhamos a responsabilidade das comportas (que incumbem à gestão das estradas), insistimos muito junto das autoridades para que a eclusa de Monsin seja alargada e reforçada. Esta eclusa é estratégica para o porto de Liège e indispensável, em especial, para o porto petrolífero. Graças aos Fundos estruturais, os trabalhos da eclusa revestiram-se de benefícios directos para nós.

 


O porto autónomo de Liège é o segundo porto fluvial da Europa. Assegura a gestão de 24 portos ao longo do rio Mosa e oferece todas as possibilidades de combinação com a via férrea e a estrada.

A Senhora Directora aposta resolutamente no transporte combinado. Quais são as suas vantagens?

Nos portos temos os pés, antes de mais, assentes na terra. A ferrovia e a estrada são os nossos principais concorrentes e, assim sendo, não podemos passar sem eles. Os portos não se movem, enquanto, pelo contrário, as vias férreas e as auto-estradas podem chegar até eles. Combinar estes diversos modos de transporte é a nossa aposta. Isto permite tirar o melhor partido de cada um deles em proveito da economia e da ecologia. É por esta razão que pensamos que as redes transeuropeias de transportes devem ser melhor utilizadas.

Custo total: 14,098 milhões de euros
Participação do FEDER: 2,78 milhões de euros
Contacto:
Port autonome de Liège
Mme Marie-Dominique SIMONET, Directeur général
M. Emile-Louis BERTRAND, Directeur du service administratif
Quai de Maestricht, 14
4000 LIEGE
Tel: +32 4 232 97 97
Fax: +32 4 223 11 09

As novas instalações e equipamentos do porto autónomo de Liège foram financiados no âmbito da medida "Pólo de serviços" do programa do objectivo n° 2 Mosa-Vesdre 1997-1999".


 

Last modified on