Grandes desenvolvimentos na indústria química portuguesa

Novo investimento ajudará a fornecer gases industriais vitais para utilização doméstica, hospitalar e industrial em todo o país.

Outras ferramentas

 

Este investimento permitirá criar 250 postos de trabalho temporários e 30 de longa duração, a par da modernização das instalações de produção e do apoio ao comércio local.

A entrada de um negócio histórico no século XXI

A Sociedade Portuguesa de Ar Líquido foi fundada em 1923. Foi a primeira empresa do género a surgir em Portugal, vendendo oxigénio e outros gases industriais. Hoje em dia, os produtos da Sociedade Portuguesa de Ar Líquido encontram-se em praticamente todos os sectores da indústria portuguesa, especialmente nos ramos hospitalar e da soldadura. 74 % do capital da empresa pertence atualmente ao grupo francês «Air Liquide International». A empresa tem hoje 240 colaboradores, mais de 35 000 clientes e 70 distribuidores. É amplamente considerada uma marca líder no seu sector de mercado, com um volume de negócios anual de cerca de 75 milhões de euros.

O novo investimento, financiado através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ajudará a modernizar e a expandir as suas unidades de produção, melhorando a competitividade da empresa e da própria indústria química portuguesa. O projeto foi considerado compatível com todo a legislação relativa a auxílios estatais e ao ambiente. Assim que o projeto estiver concluído, prevê-se que o volume de negócios da empresa atinja os 800 milhões de euros.

Deitar mãos à obra

O projeto centra-se na modernização das fábricas e da maquinaria e na prestação de assistência técnica. Os processos de construção não serão financiados por este programa. Os equipamentos e serviços de manutenção continuarão a ser fornecidos por empresas locais.

O principal objetivo do projeto passa pela modernização e expansão das instalações da Sociedade Portuguesa de Ar Líquido. A maior parte delas encontra-se no centro de Portugal, mais propriamente na cidade de Estarreja, embora existam algumas na cidade vizinha de Vila Velha de Ródão.

As instalações industriais de Estarreja são utilizadas para produzir monóxido de carbono (CO) e hidrogénio (H2), ambos necessários para produzir diissocianato difenílico de metileno (MDI) e anilina (C6H5NH2). Será instalado um novo reformador de metanol a vapor para reduzir a utilização de nafta de petróleo.

Os investimentos para reduzir o impacto ambiental do projeto representarão 4 % dos custos totais. Todas as atividades serão objeto de acompanhamento para assegurar a manutenção dos postos de trabalho a longo prazo.

Globalmente, espera-se que a modernização da empresa portuguesa de produtos químicos promova o investimento e a inovação, para além de aumentar a produção.

Data do projecto

23/10/2012