Transformar o cobre em ouro

O investimento no seu processo de extração de cobre irá dar ao complexo mineiro um novo ímpeto e assegurar centenas de postos de trabalho.

Outras ferramentas

 

O complexo mineiro de Aljustrel no Alentejo, sul de Portugal, está a embarcar num grande projeto para modernizar as suas operações de extração e processamento de cobre.

Abertura de novas galerias

O complexo, explorado pela empresa mineira Almina, emprega 500 pessoas na extração de minério e na produção de concentrados de cobre, chumbo e zinco.

Para aumentar a sua competitividade, a empresa, com apoio da UE, está a modernizar a sua infraestrutura para aumentar a extração de minério de cobre. Vai construir novas galerias para expandir o acesso ao minério e atualizar as operações de processamento da fábrica, que transformam a pedra em produto comercializável. Essa atualização inclui instalações para lavar a pedra, tratar e reciclar a água e processar os resíduos de materiais.

Ao adaptar e modernizar as suas operações, a empresa ficará numa posição reforçada para transformar e acrescentar valor às matérias-primas que extrai, sem deixar de cumprir as normas ambientais. Permitirá igualmente que os investimentos antecipados, feitos para as suas atividades de produção de zinco, sejam rentáveis.

Centro mineiro desde a época pré-romana

O complexo mineiro está situado na Faixa Piritosa Ibérica, uma zona geológica que se estende ao longo de 250 km no sul de Espanha e Portugal e que consiste em depósitos sedimentares vulcânicos formados há 350 milhões de anos. A faixa tem uma história de atividade mineira que remonta a 800 A.C. – a aldeia de Aljustrel era conhecida pelos romanos como a Metallum Vispascense – e a força de trabalho está profundamente ligada ao setor mineiro.

Ao longo dos três anos do projeto serão criados 100 postos de trabalho. A criação de emprego a longo prazo totalizará cerca de 47 postos de trabalho a tempo inteiro, metade dos quais serão para trabalhadores altamente qualificados. Espera-se ainda que o projeto contribua indiretamente para a criação de cerca de 600 postos de trabalho e assegurará 103 postos de trabalho a tempo inteiro os quais, sem investimento, perder-se-iam.

Os metais são extraídos das galerias subterrâneas através de perfuração e colocação de explosivos na pedra. A pedra é britada e trazida para a superfície, onde é triturada e depois tratada para produzir concentrado de cobre, contendo cerca de 23 % do cobre. Posteriormente, o concentrado é vendido a fundições para refinação.

Financiamento total e da UE:

O projeto «Almina» dispõe de um total de custos elegíveis para financiamento de 82 008 107 EUR, contando com uma contribuição do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional 31 874 982 EUR para o período de programação 2007 2013.

Data do projecto

10/07/2012