Conclusão de ligações à rede viária em Lisboa

Concebido para assegurar o fecho da malha rodoviária circular à Área Metropolitana de Lisboa, este projecto abarca a construção da via com perfil de auto-estrada entre a Buraca e a Pontinha, numa extensão de 3650 metros, bem como o trecho de 770 metros entre o Nó da Pontinha e a rotunda de Benfica, disponibilizando uma ligação à rede viária local.

Outras ferramentas

 

Retirando o tráfego dos núcleos e vias urbanas internas e de artérias centrais de Lisboa, as novas ligações irão gerar poupança em termos de tempos de deslocação e de energia desperdiçada nos bem conhecidos congestionamentos de trânsito, reduzindo, ao mesmo tempo, níveis de poluição tóxicos.

Etapas finais na calha

O trecho abrangido por este projecto tem uma extensão de 4420 metros e constitui o último troço do anel rodoviário. As obras incluem três ligações a vias existentes, articulando com o Nó da Damaia, rumo a Benfica e a Alfornelos, bem como ligações à rede viária municipal. Prevê-se ainda que o investimento venha a criar 480 postos de trabalho temporários e um emprego permanente.

Está prevista a construção de um total de 10 estruturas de engenharia de ponta integradas, entre as quais, 6 passagens superiores, 2 passagens inferiores e a ampliação de uma passagem superior. Serão ainda construídos seis túneis de extensão variável, bem como 2 viadutos sobre a Estrada da Correia e a Rua Ruy Luís Gomes. A construção do túnel contempla zonas de escoamento e pedonais, aumentando a segurança dos utentes e do pessoal de manutenção.

Melhorar a qualidade de vida da região

Em termos de benefícios ambientais, o projecto tem impactos positivos na região, que ficam a dever-se, em primeira instância, à redução do tráfego urbano na Área Metropolitana de Lisboa, com o desvio do tráfego rodoviário das zonas urbanas internas de Lisboa, Odivelas e Amadora. Por conseguinte, um menor volume de tráfego nas redes locais irá contribuir igualmente para a melhoria da qualidade de vida dos residentes dessas zonas, promovendo simultaneamente a segurança e contribuindo para níveis mais reduzidos de poluição química, física e sonora. Este projecto respeita o princípio do poluidor-pagador, no sentido em que os utentes da via, ainda que não sujeitos ao pagamento de portagens, pagam imposto automóvel e imposto sobre combustíveis, o que integra o referido princípio.

Este projecto foi submetido a estudo de impacto ambiental, tendo obtido licenciamento ambiental ao nível nacional em 2004. Esta licença foi renovada em 2008, com vista a integrar determinados aspectos mitigantes. Não se prevêem quaisquer efeitos negativos do projecto nos pontos Natura 2000 circundantes.

Data do projecto

28/09/2011