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Europa gosta do Wi-Fi
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05/08/2013

Novo estudo da Comissão Europeia concluiu que as pessoas estão a aderir em massa à Internet via Wi-Fi com tendência para se manter. Em 2012, 71 % do tráfego total sem fios na UE destinou-se a telemóveis e tabletes que utilizam Wi-Fi, prevendo-se que essa percentagem possa aumentar para 78 % em 2016.

    Europa gosta do Wi-Fi

    Estes resultados surpreendentes mostram como a redução do custo para os consumidores da utilização de pontos de acesso Wi-Fi está a mudar os comportamentos, pelo que o estudo recomenda a disponibilização em toda a UE de espetro suplementar para apoiar a procura crescente.

    Embora as redes 3G/4G sejam essenciais para uma atividade verdadeiramente móvel, atualmente é caro adquirir os direitos de utilização do espetro necessários para a exploração dessas redes, os consumidores pagam bastante pela utilização das redes 3G/4G (por exemplo, quando em roaming) e as redes já estão congestionadas em muitas partes da Europa devido à falta de espetro atribuído.

    A utilização combinada de Wi-Fi e de outras infraestruturas compostas por pequenas células (que complementam as tradicionais estações de base para comunicações móveis, macrocelulares) podem aliviar o congestionamento das redes 3G/4G, oferecendo uma funcionalidade intermédia fora dessas redes, minimizando ao mesmo tempo os custos tanto para os operadores de redes como para os utilizadores. Uma maior utilização destas tecnologias pode permitir aos operadores poupar dezenas de milhares de milhões de euros na melhoria das redes para satisfazerem a procura dos consumidores. Os consumidores poderão poupar dinheiro utilizando uma rede Wi-Fi em vez de pagarem os dados móveis quando na realidade se encontram junto a um ponto de acesso Wi-Fi. As pequenas células podem também alargar a cobertura da rede a locais difíceis de alcançar, inclusivamente no interior de grandes edifícios.

    O estudo recomenda:

    • Que as radiofrequências de 5 150 MHz a 5 925 MHz sejam disponibilizadas a nível mundial para Wi-FI;
    • Que se continuem a disponibilizar integralmente as faixas dos 2,6 GHz e 3,5 GHz para os serviços de comunicações móveis e se proceda a consultas sobre as futuras opções de licenciamento para a faixa dos 3,5 GHz e outras potenciais novas faixas de frequências para comunicações móveis a licenciar; e ainda
    • Que se reduza a carga administrativa imposta à implantação de serviços e redes intermédios, ou de descongestionamento ("off-load"), em locais públicos.

    O estudo conclui também que:

    • As pequenas células Wi-Fi e LTE são complementares entre si, não se substituindo umas às outras. A combinação de ambas as tecnologias pode contribuir para maximizar a utilização do espetro disponível e, simultaneamente, minimizar os custos da utilização de pontos intermédios (backhaul) e outras infraestruturas de sítios comuns.
    • As soluções «off-load» permitem potencialmente uma reutilização muito maior do espetro numa dada zona geográfica.
    • Os novos equipamentos Wi-Fi permitirão débitos mais elevados através da implantação de canais mais largos (80 MHz ou 160 MHz).
    • Os processos de autenticação automática para aceder às redes Wi-Fi ultrapassarão, em grande medida, a complexidade histórica da ligação manual às redes Wi-Fi, nomeadamente do processo de ligação e de autenticação.
    • As soluções que permitem às pessoas partilhar a sua largura de banda via Wi-Fi e uma série de agregadores de roaming Wi-Fi estão a tornar o acesso público por Wi-Fi mais conveniente e económico para muitos utilizadores.
    Ligações úteis:
    Última atualização:29/08/2013  |Topo