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Estas são algumas das conclusões do Relatório sobre a Situação Social da
Comissão Europeia, também divulgado hoje, que analisa as tendências sociais da
Europa.
De acordo com o inquérito Eurobarómetro, a maioria dos europeus está
satisfeita com a vida em geral, atribuindo-lhe uma pontuação média de
+ 3,2 pontos (numa escala de -10 a +10). Mas existem diferenças acentuadas
entre os Estados-Membros: o nível mais elevado de satisfação registou-se na
Dinamarca (+8,0), e os níveis mais baixos de na Bulgária (-1,9), seguidos da
Hungria, Grécia e Roménia.
No que diz respeito aos serviços públicos, os europeus sentem-se em média
bastante insatisfeitos com a forma como as administrações públicas são
geridas (-1,2 pontos). Em todos os países, com excepção do Luxemburgo e da
Estónia, os europeus sentem que a situação se agravou nos últimos cinco anos e
que tenderá a piorar no futuro (em todos os países, excepto no Luxemburgo).
Quando questionados especificamente sobre as políticas públicas, os
europeus manifestaram-se satisfeitos em geral com a prestação de cuidados de
saúde (+1,3 pontos).
Os europeus estão sobretudo insatisfeitos com a forma como as questões da
desigualdade e da pobreza são abordadas nos seus países (-2 pontos). Apenas
os participantes do Luxemburgo e dos Países Baixos registaram uma pontuação
positiva.
Habitação
O último Relatório anual sobre a Situação Social da Comissão Europeia mostra
que, actualmente, e comparando com a situação há dez anos, os europeus gastam
uma parte mais significativa do seu rendimento em custos de habitação (quase
mais 4 pontos percentuais), tendo-se também verificado um forte aumento das
hipotecas na UE.
Em média, os europeus gastam um quinto do seu rendimento disponível com a
habitação. Se apenas 30% dos custos totais com a habitação resultam do
pagamento de rendas ou hipotecas na UE, 70% desses custos correspondem a
despesas de reparação, manutenção e combustível.
O relatório analisa, igualmente, a qualidade da habitação e revela que
muitos europeus vivem em alojamentos com uma qualidade inferior à média e que
cada vez mais pessoas com rendimentos baixos declaram ter problemas de
habitação.
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