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Novo Eurobarómetro
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02/02/2010

Os europeus estão, em geral, satisfeitos com a sua situação pessoal, mas mostram algumas inquietações no que se refere à economia, aos serviços públicos e às políticas sociais dos seus países.

    Grupo de pessoas

    Estas são algumas das conclusões do Relatório sobre a Situação Social da Comissão Europeia, também divulgado hoje, que analisa as tendências sociais da Europa.

    De acordo com o inquérito Eurobarómetro, a maioria dos europeus está satisfeita com a vida em geral, atribuindo-lhe uma pontuação média de + 3,2 pontos (numa escala de -10 a +10). Mas existem diferenças acentuadas entre os Estados-Membros: o nível mais elevado de satisfação registou-se na Dinamarca (+8,0), e os níveis mais baixos de na Bulgária (-1,9), seguidos da Hungria, Grécia e Roménia.

    No que diz respeito aos serviços públicos, os europeus sentem-se em média bastante insatisfeitos com a forma como as administrações públicas são geridas (-1,2 pontos). Em todos os países, com excepção do Luxemburgo e da Estónia, os europeus sentem que a situação se agravou nos últimos cinco anos e que tenderá a piorar no futuro (em todos os países, excepto no Luxemburgo).

    Quando questionados especificamente sobre as políticas públicas, os europeus manifestaram-se satisfeitos em geral com a prestação de cuidados de saúde (+1,3 pontos).

    Os europeus estão sobretudo insatisfeitos com a forma como as questões da desigualdade e da pobreza são abordadas nos seus países (-2 pontos). Apenas os participantes do Luxemburgo e dos Países Baixos registaram uma pontuação positiva.

    Habitação

    O último Relatório anual sobre a Situação Social da Comissão Europeia mostra que, actualmente, e comparando com a situação há dez anos, os europeus gastam uma parte mais significativa do seu rendimento em custos de habitação (quase mais 4 pontos percentuais), tendo-se também verificado um forte aumento das hipotecas na UE.

    Em média, os europeus gastam um quinto do seu rendimento disponível com a habitação. Se apenas 30% dos custos totais com a habitação resultam do pagamento de rendas ou hipotecas na UE, 70% desses custos correspondem a despesas de reparação, manutenção e combustível.

    O relatório analisa, igualmente, a qualidade da habitação e revela que muitos europeus vivem em alojamentos com uma qualidade inferior à média e que cada vez mais pessoas com rendimentos baixos declaram ter problemas de habitação.

    Para mais informações:

     

     

    Última atualização:30/10/2010  |Topo