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Tratado de Lisboa entrou em vigor
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26/11/2009

O Tratado de Lisboa entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2009. A União Europeia celebrou a ocasião na cidade que lhe deu o nome, com uma cerimónia nos Jardins da Torre de Belém.

    Tratado de Lisboa entrou em vigor

    O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso e líderes europeus encontraram-se em Lisboa para um curto mas simbólico evento no dia 1 de Dezembro, quase dois anos após a cerimónia de assinatura do novo Tratado no Mosteiro dos Jerónimos (13 de Dezembro de 2007).

    O Tratado de Lisboa vem alterar os Tratados da CE e da UE actualmente em vigor, sem os substituir. Irá proporcionar à União Europeia o enquadramento jurídico e os instrumentos necessários para superar os desafios futuros e satisfazer as necessidades dos cidadãos europeus.

    O novo Tratado assegura que os cidadãos europeus terão uma maior intervenção nos assuntos europeus, vendo os seus direitos fundamentais consagrados numa Carta. A União ficará mais bem apetrechada para satisfazer as expectativas dos cidadãos em matéria de energia, alterações climáticas, criminalidade transnacional e imigração. Ficará também mais bem equipada para ter mais voz no contexto internacional.

    Principais inovações introduzidas pelo Tratado de Lisboa:

    • Uma União mais democrática, aberta e que preste contas aos cidadãos – O Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais passam a ter um papel muito mais importante no processo decisório da UE e os cidadãos terão o direito de saber o que os respectivos ministros decidem a nível europeu. Todos os cidadãos europeus terão oportunidade de influenciar a legislação proposta pela União Europeia.

    • Uma União mais eficaz – dispondo de instituições mais eficazes e racionais, incluindo um processo de decisão mais célere e coerente em matéria de lei e ordem pública, que proporcione à UE maior capacidade para lutar contra o crime, o terrorismo e o tráfico de seres humanos.

    • Mais direitos para os cidadãos europeus – os valores e objectivos da UE são mais claramente enunciados. A Carta dos Direitos Fundamentais passa a ter o mesmo estatuto jurídico que os próprios Tratados da UE.

    • Maior protagonismo no contexto global – são criados novos cargos para assegurar uma maior coerência entre as diferentes vertentes da política externa, nomeadamente diplomacia, segurança, comércio e ajuda humanitária.

    Estes melhoramentos darão à União Europeia a capacidade de concretizar mudanças, de tornar a Europa mais segura e mais próspera, criando novas oportunidades para influenciar o processo de globalização.

     

    10 exemplos de benefícios para os cidadãos europeus

    • Os cidadãos europeus passam a poder solicitar à Comissão que apresente uma nova iniciativa ("iniciativa de cidadania europeia")

    • Maior protecção dos cidadãos graças ao novo estatuto jurídico atribuído à Carta dos Direitos Fundamentais

    • Protecção diplomática e consular para todos os cidadãos da UE que viajem ou residam no estrangeiro

    • Assistência mútua contra catástrofes naturais ou de origem humana dentro da UE, como cheias e incêndios florestais

    • Novas possibilidades para fazer face às consequências transnacionais da política da energia, da protecção civil e da luta contra as ameaças graves para a saúde

    • Acção comum na luta contra a criminalidade organizada e o tráfico internacional de seres humanos

    • Normas comuns para prevenir os pedidos múltiplos de asilo a diferentes Estados-Membros

    • Luta contra o terrorismo através do congelamento de bens

    • Abordagem mais democrática do processo decisional da UE (reforço do papel do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais)

    • Maior capacidade para prestar ajuda financeira de emergência a países terceiros

     

    Cronologia do Tratado de Lisboa

    • Junho de 2007: Mandato do Conselho Europeu para convocar uma conferência intergovernamental destinada a modificar os Tratados em vigor

    • Julho a Outubro de 2007: Conferência Intergovernamental

    • 18-19 de Outubro de 2007: Aprovação do Tratado no Conselho Europeu informal de Lisboa

    • 12 de Dezembro de 2007: Proclamação da Carta dos Direitos Fundamentais pelos Presidentes do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão Europeia

    • 13 de Dezembro de 2007: Assinatura do novo Tratado em Lisboa

    • Dezembro de 2007 a Novembro 2009: processos de ratificação pelos 27 Estados-Membros

    • 1 Dezembro de 2009: Entrada em vigor do Tratado

     

    O texto integral do Tratado de Lisboa está acessível aqui.

     

    Última atualização:30/10/2010  |Topo