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A estratégia da UE de conceder aos países vizinhos ajuda financeira e outros incentivos em troca da introdução de reformas está a ser bem sucedida.
De acordo com uma recente análise da Política Europeia de Vizinhança ![]()
, esta terá reforçado o comércio e outros laços entre a UE e os seus países limítrofes a leste e a sul. Contudo, esta política teve uma influência mais positiva a nível das reformas económicas do que a nível do processo de democratização.
Segundo o Comissário Füle Štefan, «o essencial para o futuro é acelerar as reformas democráticas e políticas, que têm registado progressos reais mas, em geral, mais lentos».
A política de vizinhança foi introduzida em 2004, no mesmo ano em que 10 países, maioritariamente da Europa central, aderiram à UE, deslocando assim as suas fronteiras quase 1000 km para este e reunificando uma Europa dividida durante décadas no período da Guerra Fria. Ao estender a mão aos seus novos vizinhos, a UE procurou prevenir a emergência de novas linhas divisórias na Europa e promover a segurança e a estabilidade ao longo das suas fronteiras.
A política oferece a perspectiva de acordos de comércio livre, ajuda financeira, apoio à segurança energética e isenção de visto de entrada na UE. Abrange todos os vizinhos mais próximos a este e a sul da UE, com excepção dos já contemplados pela política de alargamento.
Actualmente, considera-se que a abordagem baseada em incentivos subjacente à política de vizinhança levou à criação de laços de cooperação em áreas como o comércio, os transportes, a energia, o ambiente, a investigação e a educação. As exportações da UE para os países vizinhos aumentaram 63 % e as importações quase duplicaram no período entre 2004 e 2008, antes do princípio da crise que afectou a economia mundial.
Cada vez mais, os países vizinhos estão a aproveitar a ajuda financeira da UE para introduzir reformas. A assistência financeira aumentou 32 % desde o início desta política, que beneficia de um orçamento de 12 mil milhões de euros para o período de 2007 a 2012.
Os contactos entre pessoas de um lado e de outro da fronteira aumentaram e tornou-se mais fácil viajar para a UE a partir de alguns países, incluindo a Ucrânia e a Moldávia. Em 2008, foram emitidos vistos da UE para mais de 2 milhões de cidadãos de países vizinhos.
No que se refere à democracia e ao Estado de Direito, a UE considera positivas as eleições na Ucrânia, na Moldávia, em Marrocos e no Líbano. Mas, segundo o relatório, ainda resta muito por fazer, continuando a corrupção a ser um problema grave em muitos países.