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A 1 de Janeiro de 2011, a Hungria sucede à Bélgica na Presidência do Conselho da UE.
A Hungria, país membro da União Europeia desde 2004, assume pela primeira vez a Presidência do Conselho da UE. Entre as suas prioridades figuram a estabilização da economia europeia, o alargamento da União, a energia e a integração da população cigana.
A Presidência húngara tem início numa altura em que a recuperação económica é desigual no conjunto da UE e em que é necessário consolidar a saída da crise. Perante as dificuldades da zona euro, os Estados-Membros acordaram em rever o Tratado de Lisboa, a fim de estabelecer com carácter permanente o mecanismo de estabilização
criado para vir em ajuda da Grécia e depois da Irlanda. Um dos objectivos da nova Presidência será fazer avançar as negociações sobre este assunto.
Outro tema a tratar será a coordenação das políticas económicas entre os Estados-Membros. Para o efeito, será lançado o denominado «semestre europeu», período em que a UE passará em revista os projectos de orçamento de cada um dos seus membros a fim de detectar eventuais desequilíbrios.
No plano social, a Hungria pretende elaborar uma verdadeira estratégia europeia a favor da integração dos ciganos, cujas condições de vida poderiam melhorar se os fundos europeus fossem utilizados de forma mais eficaz.
Um dos momentos fortes desta Presidência será, sem dúvida, a organização de uma cimeira sobre a energia, que procurará garantir a interconexão das redes eléctricas e de gás dos países membros. O objectivo é reduzir a dependência energética da UE, em especial no que diz respeito ao aprovisionamento de gás.
A nova Presidência pretende também aprofundar as relações da UE com a Arménia, o Azerbaijão, a Geórgia, a Moldávia, a Ucrânia e a Bielorrússia. Para tal, reunir-se-á com representantes desses países em Maio, por ocasião da segunda cimeira da «Parceria Oriental».
Por último, a Hungria apoiará activamente o processo de alargamento da UE, em especial a adesão da Croácia, país candidato desde 2004 que entra agora na fase final das negociações de adesão.