Percurso de navegação

Depois de Copenhaga - 21/12/2009

Durão Barroso na conferência de Copenhaga © EU

Durão Barroso considera o acordo um passo positivo mas não suficientemente ambicioso para a UE

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, manifestou a sua decepção quanto ao acordo conseguido após 11 horas de negociações na conferência sobre o clima em Copenhaga, considerando que fica muito aquém das expectativas da UE.

O texto do acordo, com menos de três páginas, não inclui elementos que a UE considera essenciais, como objectivos colectivos para a redução de emissões de gases com efeito de estufa. Não só não fixa um prazo para a conclusão de um tratado em 2010, como nem sequer menciona a necessidade de um acordo juridicamente vinculativo.

E mesmo este resultado foi difícil de conseguir. À medida que o tempo avançava, pairava a ameaça do insucesso das negociações, com os países industrializados e os países em desenvolvimento firmes nas suas posições divergentes sobre a forma como os países em desenvolvimento acelerado devem cumprir as suas promessas de limitar as emissões.

A conferência, programada para terminar na sexta-feira, prosseguiu no sábado, com os principais dirigentes mundiais em discussão acesa sobre a conveniência de aceitar o acordo ou regressar a casa de mãos vazias. Após uma noite de debates acalorados, decidiram "tomar nota" do acordo.

"Não posso esconder a minha decepção", declarou Durão Barroso. "Sinceramente, este nível de ambição não corresponde às nossas expectativas".

Contudo, reconheceu, "mais vale este acordo do que nenhum acordo".

O acordo insta à redução dos gases com efeito de estufa "a fim de" manter o aquecimento do planeta abaixo dos 2º C, limiar a partir do qual se considera que os fenómenos climáticos extremos se tornarão irreversíveis, e exorta os países desenvolvidos a fazerem cortes importantes e verificáveis. Os países em desenvolvimento devem começar a reduzir as suas emissões e comunicar os resultados de 2 em 2 anos, com dispositivos para análises e consultas internacionais.

Caberá a cada país determinar até onde quer ir. O acordo refere 2015 como o prazo para uma revisão das medidas tomadas, mas os países devem definir os seus objectivos até ao final de Janeiro de 2010.

A conferência também não estabeleceu um acordo geral sobre formas de compensar os países pela preservação das florestas, fundamentais na atenuação das alterações climáticas.

O resultado mais palpável talvez tenha sido o compromisso dos países desenvolvidos de contribuirem com 30 mil milhões de dólares americanos (21 mil milhões de euros) nos próximos 3 anos e 100 mil milhões de dólares (70 mil milhões de euros) até 2020 para financiar projectos nas nações mais pobres, a fim de promover as energias limpas e enfrentar a seca, a subida do nível dos mares e outras consequências das alterações climáticas. A UE comprometeu-se a pagar 7,2 dos 21 mil milhões de euros sob forma de financiamento rápido, proveniente de várias fontes, públicas e privadas.

Ver página em alto contraste Texto tamanho normal Aumentar texto 200 % Enviar esta página a um amigo Imprimir esta página

 

Encontrou a informação que procurava?

Sim Não

O que procurava?

Tem alguma sugestão?

Ligações úteis