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Financiar um futuro com menos carbono - 08/10/2009

Painéis de energia solar em Llaberia, Espanha © EC

A energia solar e a captura e o armazenamento de carbono deverão receber a maior parte dos fundos adicionais.

De acordo com últimas estimativas da UE, a Europa precisa de gastar mais 50 mil milhões de euros no desenvolvimento de tecnologias limpas na década que se avizinha, ou seja, quase triplicar o seu investimento actual.

No seu plano English , a Comissão Europeia propõe a atribuição, ao longo dos próximos dez anos, de 16 mil milhões de euros à energia solar, 13 mil milhões de euros à captura e armazenamento de carbono, 7 mil milhões de euros à energia nuclear e 6 mil milhões de euros à energia eólica.

O reforço do investimento em tecnologias energéticas limpas irá acelerar a transição para uma economia pobre em carbono, o que, segundo o mesmo plano, é fundamental para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e tornar a UE menos dependente da importação de petróleo e gás.

Numa altura em que mal começamos a sair da recessão, 50 mil milhões de euros poderá parecer um montante muito elevado, mas para os especialistas é claro que se trata de um investimento rentável. O mercado das tecnologias está em expansão, oferecendo perspectivas de ganhos significativos e de milhões de empregos para os países que tomarem a dianteira.

«Um maior investimento estratégico na investigação neste momento é uma oportunidade para desenvolver novas fontes de crescimento, garantir uma economia mais respeitadora do ambiente e assegurar a competitividade da UE quando sairmos da crise» declarou Janez Potočnik, o Comissário da Ciência e a Investigação.

O plano reafirma o empenhamento da UE na luta contra as alterações climáticas em vésperas da Conferência das Nações Unidas que se realizará em Copenhaga, em Dezembro, cujo objectivo é chegar a um novo acordo mais ambicioso para atenuar o aquecimento global. O acordo em vigor, o Protocolo de Quioto, chega ao termo no fim de 2012.

Actualmente, a UE gasta cerca de 3 mil milhões de euros por ano com investigação e desenvolvimento sobre energias limpas. O plano propõe um aumento desta verba para 8 mil milhões de euros, ou seja mais 50 mil milhões de euros durante a próxima década. O dinheiro proviria de várias fontes: indústria, banca, investidores privados, autoridades públicas, etc. Cerca de duas dezenas de cidades europeias seriam seleccionadas para lançar os projectos-piloto.

Os combustíveis fósseis como o petróleo, o gás e o carvão representam cerca de 80% da energia actualmente consumida na UE. Mais de 50% dessa energia provém de países terceiros.

Mais sobre o plano de tecnologias energéticas da UE English

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