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UE antecipa estratégia para enfrentar impacto da crise no emprego - 03/06/2009

Jovem a montar um computador ©EU

A Comissão propõe disponibilização imediata de 19 mil milhões de euros para combater o desemprego causado pela recessão.

A proposta inclui um plano de acção para a criação de postos de trabalho que prevê também 500 milhões de euros para a criação de um instrumento de micro-crédito (pequenos empréstimos) para as empresas em fase de arranque e a realização de mais estágios para os jovens. Os dirigentes da UE deverão analisar este plano na sua reunião de Junho próximo.

Os referidos 19 mil milhões de euros serão concedidos ao abrigo do Fundo Social Europeu, o programa da UE que apoia o emprego e reduz as diferenças de nível de vida. Para o período 2009-2010, a UE afectou 77 mil milhões de euros ao Fundo Social Europeu, ou seja, cerca de 10% do seu orçamento total. Com o desemprego a aumentar, a Comissão quer acelerar a mobilização do financiamento para ajudar as pessoas afectadas pela recessão. Propõe ainda suprimir temporariamente a exigência habitual de que os países da UE devem assumir uma parte dos fundos.

As verbas pagas antecipadamente destinar-se-ão à reconversão profissional dos trabalhadores, a ajudá-los a encontrar emprego ou a criar uma empresa própria. Os governos também podem utilizar o dinheiro para compensar os tralhadores em situação de redução do tempo de trabalho devido à escassez de encomendas. Muitos países da UE subvencionam a redução do tempo de trabalho, o que permite a centenas de milhares de trabalhadores manter os postos de trabalho em tempo de crise.

Juntamente com o Banco Europeu de Investimento, a Comissão propõe também a criação de um programa de 500 milhões de euros para a concessão de pequenos empréstimos Deutsch (de) English (en) français (fr) para as pessoas interessadas em criarem a sua própria empresa. Cerca de 100 milhões de euros do orçamento da UE serão reafectados ao novo instrumento de microcrédito.

Para ajudar os jovens a orientarem-se no mercado de trabalho, a Comissão procura também que as empresas de toda a Europa assumam o compromisso de aceitar mais 5 milhões de aprendizes ou estagiários. O desemprego dos europeus com menos de 25 anos ultrapassou os 17 %, mais do dobro da taxa geral.

O plano apela a uma ajuda imediata aos desempregados para evitar o risco de desemprego de longa duração que torna a procura de emprego muito difícil. Os desempregados deveriam ter uma oportunidade rápida de formação ou de emprego: no prazo de dois meses para os que têm menos de 25 anos e no prazo de um mês para jovens com menos de 20 anos.

A UE está a a viver a pior recessão das últimas décadas. Os incentivos monetários e orçamentais darão frutos no próximo ano, depois de a economia ter perdido cerca de 8,5 milhões de postos de trabalho. Com efeito, o desemprego na zona euro poderá atingir 11,5 % no final de 2010, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial.

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