Percurso de navegação

Painel da campanha contra a discriminação na sede da Comissão

Dois jornalistas, uma francesa e um dinamarquês, partilham o primeiro prémio da edição 2008 do concurso «Pela Diversidade. Contra a Discriminação» organizado pela Comissão Europeia.

Assumir a homossexualidade no mundo ultramachista do futebol, converter-se ao islamismo e passar a sentir-se estrangeiro no seu próprio país, desafiar as estatísticas e os lugares-comuns fazendo carreira apesar das origens: a discriminação assume as mais variadas formas e suscita inúmeros comentários na imprensa. Entre os 545 artigos admitidos este ano a concurso, o primeiro prémio foi atribuído ex aequo a dois jornalistas: a francesa Pascale Krémer pelo seu artigo «Homophobie et football: la leçon de Chooz Chooz (Homofobia e futebol – a lição de Chooz)» (Le Monde) e o dinamarquês Ole Hall pelo artigo «Les musulmans danois font l’objet de vexations (Dinamarquesas muçulmanas são vítimas de assédio)» (Morgenavisen Jyllands-Posten).

As jornalistas portuguesas Christiana Martins e Marisa Antunes obtiveram o terceiro prémio com o artigo «Elites à prova de racismo» (Expresso). A jornalista grega Mika Kontourousi foi também galardoada com um prémio especial pelo seu artigo «Η Γιουζγιάν σπάει τα σύνορα της φυλής της (Yuzyan vence os obstáculos do seu clã)» (Eleftheros Tipos), que descreve a tentativa de uma mulher cigana para se libertar do papel tradicional que o seu clã e a sociedade lhe impõem.

O concurso de jornalismo é uma das actividades centrais da campanha «Pela diversidade. Contra a discriminação», lançada em 2003 e financiada pelo programa europeu Progress. O prémio distingue os jornalistas da imprensa escrita ou em linha que sensibilizam os leitores para o facto de muitos cidadãos serem ainda frequentemente alvo de preconceitos, rejeição e discriminação em razão da sua origem étnica, religião, idade, sexo, deficiência ou orientação sexual.

A edição 2007 do concurso já tinha premiado uma jornalista portuguesa, Maria do Céu Neves. Para escrever o artigo vencedor, intitulado «Portugueses alimentam nova escravatura da Europa»(Diário de Noticias), a jornalista não hesitou em partilhar durante três semanas a existência precária dos trabalhadores temporários portugueses empregados nas estufas de tomate nos Países Baixos.

A sua experiência ensina-nos que as consciências evoluem por vezes mais rapidamente do que a lei. Apesar de ter tido um grande impacto em Portugal, inclusive na televisão, o seu artigo não conduziu ainda às alterações legislativas que a autora propunha, nomeadamente que os trabalhadores migrantes possam assinar um contrato escrito na sua própria língua. Maria do Céu espera, pelo menos, ter alertado os que pretendem emigrar para a exploração de que poderão ser vítimas.

Luta contra a discriminação

Ver página em alto contraste Texto tamanho normal Aumentar texto 200 % Enviar esta página a um amigo Imprimir esta página

 

Encontrou a informação que procurava?

Sim Não

O que procurava?

Tem alguma sugestão?

Ligações úteis