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Logótipo da presidência checa no edifício do Conselho em Bruxelas© CE

A Cimeira aborda a crise económica em todas as frentes: regulação dos mercados financeiros, estímulo económico e segurança do emprego

Os dirigentes europeus acordaram em investir 5 mil milhões de euros provenientes de verbas não gastas da UE na melhoria das infra-estruturas de energia e da banda larga para a Internet. Também aumentaram a ajuda da UE aos países em dificuldade, fixando a linha de crédito, que inclui os países que não adoptaram o euro, em 50 mil milhões de euros.

Foi igualmente aprovado um crédito adicional de 75 mil milhões de euros destinado ao Fundo Monetário Internacional para a sua acção em favor dos países mais afectados pela crise.

Na declaração conjunta difundida após a conclusão da cimeira de dois dias, os líderes europeus afirmam que a UE "progrediu a um bom ritmo" na aplicação do pacote de medidas de estímulo de 200 mil milhões de euros adoptado em Dezembro. Manifestaram confiança em que as medidas - que incluem reduções de impostos e ajudas aos bancos - permitam redinamizar a economia, mas admitiram que isso levará algum tempo.

""Poderá ser necessário rever o plano no futuro, mas agora devemos concentrar-nos na sua aplicação” afirmou o Presidente da Comissão, Durão Barroso.

Os 27 países da UE já estão a gastar 400 mil milhões de euros - cerca de 3,3% do seu produto interno bruto - para lutar em dois anos contra a pior crise económica das últimas décadas. Para além das medidas de estímulo económico, está previsto aumentar as despesas sociais em resposta ao aumento do desemprego. A taxa de desemprego da UE atingiu 7,6% em Janeiro, o nível mais alto dos últimos dois anos.

Muitos dirigentes europeus expressaram a sua preocupação em relação a políticas de endividamento que podem gerar défices excessivos, considerando que os países da UE devem voltar o mais brevemente possível a um nível de endividamento "compatível com o equilíbrio das finanças públicas". Alguns países não respeitaram a regra que exige um défice orçamental inferior a 3% do PIB.

Em vésperas da Cimeira do G-20 a 2 de Abril, os líderes da UE assumem uma posição comum para melhorar a regulação e a supervisão do sector financeiro.

Os 5 mil milhões de euros incluem ajudas para a absorver o dióxido de carbono e para transportar o gás da região do mar Cáspio. O interesse no novo gasoduto cresceu desde o conflito ocorrido entre Moscovo e Kiev em Janeiro, que suspendeu o abastecimento de gás à Europa Oriental.

Os líderes europeus também aprovaram o estreitamento das relações com os vizinhos orientais da UE Englishfrançais. A guerra entre a Geórgia e a Rússia tornou ainda mais premente esta questão.

O governo irlandês informou os restantes dirigentes da UE da sua intenção de voltar a realizar o referendo sobre o Tratado de Lisboa.

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