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O acordo foi obtido em Paris, na cimeira de emergência que reuniu os 15 países da Zona Euro. O plano será analisado pelos Chefes de Estado e de Governo dos 27 países da UE quando da sua próxima reunião em Bruxelas, a 15 de Outubro.
A crise financeira, que começou nos Estados Unidos, teve consequências graves na Europa nas duas últimas semanas. Muitos países da UE tiveram de intervir para apoiar bancos em situação difícil.
O Banco Central Europeu
injectou milhões de euros no sistema ávido de liquidez e, para tranquilizar os cidadãos, os governos da UE aumentaram o limite dos depósitos que estão dispostos a garantir. Apesar destes esforços, os mercados europeus viveram na última semana alguns dos dias mais agitados da sua história.
Os dirigentes da UE comprometeram-se a coordenar os esforços nacionais para garantir o correcto funcionamento dos bancos, proteger os depositantes e aumentar o fluxo do crédito. Ao abrigo do plano, os governos nacionais terão participações nos bancos a fim de reforçarem os seus meios financeiros e garantirão temporariamente o refinanciamento bancário para acalmar a crise do crédito.
Os dirigentes concordaram em garantir os créditos interbancários até Dezembro de 2009, mostrando-se igualmente dispostos a garantir novos empréstimos por um período máximo de cinco anos.