Percurso de navegação

Regras mais estritas para os bancos - 01/10/2008

Corretora reage à queda nas bolsas europeias, representada num gráfico

Apresentadas novas regras para limitar as práticas bancárias na origem da crise financeira.

Seis governos da UE tiveram já de intervir para apoiar instituições financeiras, acabando assim a esperança de que a crise financeira ficasse limitada aos Estados Unidos. A UE está a analisar os planos de recuperação para garantir que não infringem as regras relativas ao apoio financeiro English que os governos podem conceder às empresas.

A Comissão Europeia elogiou estas intervenções, considerando-as um exemplo de cooperação transfronteiras. O Banco Central Europeu English esteve ao lado dos governos nacionais durante as negociações, que foram seguidas de perto pela Comissão. O BCE redobrou igualmente esforços para facilitar o crédito, concedendo aos bancos dos 15 países da zona euro 120 mil milhões de euros por um período de 30 dias.

Os dirigentes da UE tencionam discutir a crise que levou à queda dos mercados na sua reunião prevista para meados de Outubro. A resposta que está a ser preparada implica mudanças estruturais e não apenas medidas a curto prazo. Entretanto, aumenta o número de vozes que pedem uma cimeira mundial sobre a crise, uma ideia que é apoiada pela UE.

A Comissão exortou ainda os EUA a aceitar a responsabilidade pela resolução da crise, não apenas no seu próprio interesse, mas no de todo o mundo. Para já, a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou um plano de recuperação no valor de 700 mil milhões de dólares destinados aos bancos e outras instituições financeiras em dificuldade.

As regras propostas dizem respeito a produtos financeiros garantidos por um conjunto de créditos hipotecários com níveis de risco variáveis. Os bancos que vendem esses produtos teriam de reservar para si uma parte dos mesmos, partilhando assim o risco. Os investidores teriam de fazer mais esforços para garantir que o valor dos produtos que compram é tornado público. O não cumprimento destas regras daria azo à aplicação de sanções pesadas.

As regras prevêem a criação de órgãos de supervisão para os bancos que operam em vários países e a fixação de um limite para os montantes que os bancos podem emprestar uns aos outros. Outras das propostas avançadas dizem respeito à avaliação dos fundos próprios dos bancos e à forma de financiamento das operações correntes dos bancos que operam em mais de um país.

Para poderem entrar em vigor, as regras propostas têm de ser aprovadas pelos governos dos 27 Estados-Membros e pelo Parlamento Europeu.

Mais sobre o mercado único da UE. DeutschEnglishfrançais

Ver página em alto contraste Texto tamanho normal Aumentar texto 200 % Enviar esta página a um amigo Imprimir esta página

 

Encontrou a informação que procurava?

Sim Não

O que procurava?

Tem alguma sugestão?

Ligações úteis