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Todos os anos, milhares de empresas europeias perdem contratos ou oportunidades de negócios porque não possuem conhecimentos suficientes de línguas estrangeiras ou de outras culturas. Como podem as empresas melhorar a sua estratégia a favor de uma comunicação em várias línguas?
As competências interculturais e linguísticas são muito procuradas no mercado de trabalho europeu. Por outro lado, quem falar mais línguas pode tirar melhor partido das vantagens oferecidas pela livre circulação na União Europeia e integrar-se com mais facilidade noutro país para aí estudar ou trabalhar. Como podemos melhorar as competências linguísticas dos europeus e alargar assim as suas perspectivas de emprego?
Dois grupos de trabalho da UE oferecem um quadro para consultar os governos nacionais, os representantes das empresas e outros interessados:
| Grupos | Participantes | Objectivos |
| Plataforma Empresarial | Representantes de • associações profissionais • parceiros sociais • organizações de promoção do comércio • instituições do ensino superior / formação profissional | • Promover a aprendizagem de línguas para a competitividade e o emprego • Criar serviços e instrumentos para melhorar o rendimento profissional das empresas e das pessoas através de estratégias eficazes de aprendizagem de línguas. |
| Línguas ao Serviço do Emprego | Representantes dos governos de: • diferentes países da UE • países associados • países candidatos | • Fazer recomendações para a adopção de medidas sobre as línguas e o emprego com o objectivo de adequar melhor a oferta e a procura de competências linguísticas e de comunicação no mercado de trabalho |
Ambos os grupos publicaram relatórios sobre as suas actividades e os respectivos resultados.
A Plataforma Empresarial apresentou um relatório intercalar
para o período de Setembro de 2009 a Junho de 2011.
Um consórcio, que inclui as organizações que participam na Plataforma Empresarial, recebeu uma subvenção para um período de dois anos (a partir de Janeiro de 2011). O projecto CELAN (Rede de promoção das estratégias linguísticas para a competitividade e o emprego) visa identificar as necessidades linguísticas das empresas e dos empregadores na Europa e desenvolver os instrumentos adequados para dar resposta a essas necessidades. Informações actualizadas sobre as actividades desta rede podem ser consultadas no respectivo blogue.
O grupo de trabalho temático «As línguas ao serviço do emprego», que conta com a participação de representantes dos governos, publicou um relatório intitulado "Languages for Jobs – providing multilingual communication skills for the labour market
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" (Línguas ao serviço do emprego: competências de comunicação para o mercado de trabalho) que foi apresentado ao Conselho em Julho de 2011.
Além dos grupos de trabalho, foi lançada em 2010 uma campanha de informação «As línguas são a alma do negócio». O objectivo desta campanha é incentivar o uso das línguas estrangeiras nas PME e mostrar as oportunidades de negócio e as perspectivas comerciais criadas pelo conhecimento de línguas.
Antes da campanha, foi efectuado um inquérito
sobre as línguas e as redes de comunicação nas empresas, histórias de sucesso e boas práticas.
Foi criado um sítio Web para informar as PME sobre formas de utilizar as línguas para incentivar os negócios.
No Fórum Empresarial sobre Multilinguismo
examinou-se de que modo o conhecimento de línguas pode ajudar as empresas a conquistar novos mercados e as pessoas a melhorarem as perspectivas de emprego, tanto no seu país como no estrangeiro.
As conclusões deste Fórum estão publicadas num relatório da Comissão (2008).
INVESTIGAÇÃO E OUTRAS FONTES
• Estudo sobre os efeitos na economia europeia da escassez de competências em línguas estrangeiras nas empresas (estudo ELAN)
• Empresas de Bruxelas e línguas estrangeiras: prática e custo de uma mão de obra que não conhece línguas estrangeiras
• A Dinamarca é um pequeno país que depende fortemente do comércio com o exterior. Por conseguinte, as competências linguísticas são cada vez mais importantes. A Confederação da Indústria Dinamarquesa (DI) encomendou um estudo sobre a importância das competências linguísticas para as empresas dinamarquesas.