Os agentes antimicrobianos, nomeadamente os antibióticos, reduziram drasticamente o número de mortes por doenças infecciosas nos setenta anos que se seguiram à sua introdução. No entanto, devido ao seu uso excessivo e, por vezes, inadequado, muitos microrganismos tornaram-se resistentes a estes agentes.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (CEPCD) estima que, por ano, a resistência antimicrobiana esteja na origem de 25 000 mortes e custe mais de 1500 milhões de euros em despesas com cuidados de saúde e perdas de produtividade.
Esta situação é tanto mais grave quanto estes produtos são auxiliares imprescindíveis da medicina moderna. Por exemplo, muitas operações cirúrgicas seriam impossíveis sem a utilização de antibióticos.

