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Resistência antimicrobiana

Ação da UE

Os agentes antimicrobianos, nomeadamente os antibióticos, reduziram drasticamente o número de mortes por doenças infecciosas nos setenta anos que se seguiram à sua introdução. No entanto, devido ao seu uso excessivo e, por vezes, inadequado, muitos microrganismos tornaram-se resistentes a estes agentes.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (CEPCD) estima que, por ano, a resistência antimicrobiana esteja na origem de 25 000 mortes e custe mais de 1500 milhões de euros em despesas com cuidados de saúde e perdas de produtividade.

Esta situação é tanto mais grave quanto estes produtos são auxiliares imprescindíveis da medicina moderna. Por exemplo, muitas operações cirúrgicas seriam impossíveis sem a utilização de antibióticos.

Plano de ação contra a resistência antimicrobiana

O plano de ação para lutar contra a crescente ameaça da resistência antimicrobianapdf prevê 12 medidas a aplicar nos países da UE e identifica 7 domínios em que é mais urgente agir:

  • garantir a utilização adequada dos agentes antimicrobianos nos seres humanos e nos animais
  • prevenir as infeções microbianas e a sua propagação
  • desenvolver novos agentes antimicrobianos eficazes ou alternativas de tratamento
  • cooperar com parceiros internacionais no sentido de conter o risco de resistência antimicrobiana
  • melhorar a monitorização e vigilância na medicina humana e veterinária
  • incentivar a investigação e a inovação
  • melhorar a comunicação, a educação e a formação

Promoção e apoio

A Comissão financia vários projetos no domínio da resistência antimicrobiana através do seu Programa Saúde e monitoriza os riscos neste domínio com o apoio do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.

Em 2011, o grupo de trabalho transatlântico dedicado à resistência antimicrobiana Traduções da ligação anterior English (en) publicou recomendações para uma futura colaboração entre a UE e os EUApdf.