Em casa

Todos queremos sentir-nos seguros em casa, mas cerca de um terço dos ferimentos acidentais que exigem intervenção médica ocorrem precisamente dentro de casa em resultado de quedas, provocadas geralmente por chão escorregadio, má iluminação, mobília não ergonómica, produtos defeituosos, etc. Há ainda outros perigos para a saúde como, por exemplo, o ruído, a poluição do ar dentro de casa, a humidade e o mofo ou os produtos químicos tóxicos.
Os grupos vulneráveis, de que fazem parte as crianças, os idosos e as pessoas deficientes, estão particularmente expostos. Para estes grupos, há cuidados especiais a ter a fim de garantir uma maior segurança: adaptar o quarto das crianças às suas capacidades físico-motoras, instalar corrimões de apoio, prever espaço suficiente para a prestação de cuidados médicos, desimpedir os acessos, etc. Numa sociedade com um número crescente de pessoas idosas, é indispensável prestar mais atenção à saúde e à segurança dentro de casa, permitindo assim que se possa viver de forma independente durante o mais tempo possível.
Mas a saúde e a segurança em casa não são exclusivamente da responsabilidade dos cidadãos. É necessário que haja legislação efectiva e normas adequadas e que seja garantida a sua aplicação. As casas novas devem respeitar normas sanitárias e de segurança restritas. Além disso, deve ser possível obter facilmente as informações essenciais e efectuar todas as adaptações fundamentais mesmo com um orçamento limitado.
