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The EU and Mozambique met in Maputo, Mozambique, on 9-11 July 2014, to launch negotiations on the renewal of the Protocol to the Sustainable Fisheries Partnership Agreement due to expire on 31 January 2015. The negotiations were conducted in an open and frank atmosphere with progress made on identifying the areas where there was agreement and those where further work is required.
The European Commission is looking for organisations to join the recently established structured dialogue group of experts on the European Structural and Investment Funds (ESIF). Among others areas, this is particularly relevant for the Common Fisheries Policy and the Integrated Maritime Policy, through the European Maritime and Fisheries Fund (EMFF).

A truta arco-íris

A truta arco-íris, que deve o seu nome às numerosas manchas coloridas da sua pele, é a principal espécie da aquicultura europeia praticada em água doce. Oriunda da costa do Pacífico dos Estados Unidos, foi introduzida na Europa no final do século XIX. Graças à sua robustez e ao seu rápido crescimento, revelou-se uma espécie particularmente bem adaptada à aquicultura. A truta arco-íris é actualmente criada em quase todos os países europeus, em particular nos países costeiros de clima temperado.

A truta arco-íris © ScandFish
Nome científicoOncorhynchus mykiss
Produção (UE-27) – 204 745 t (2007); 31% da produção mundial.
Valor (UE-27) – EUR 539 million (2007).
Principais países produtores da UE – – Itália, França, Dinamarca, Espanha, Alemanha.
Principais países produtores a nível mundial – Chile, Noruega, Turquia, Irão, EUA.
Ficha informativa pdf - 757 KB [757 KB] български (bg) čeština (cs) dansk (da) Deutsch (de) eesti keel (et) ελληνικά (el) English (en) español (es) français (fr) Gaeilge (ga) italiano (it) latviešu valoda (lv) lietuvių kalba (lt) magyar (hu) Malti (mt) Nederlands (nl) polski (pl) română (ro) slovenčina (sk) slovenščina (sl) suomi (fi) svenska (sv)

Reprodução

A truta arco-íris tem dificuldades em reproduzir-se naturalmente na Europa, porque a fêmea não consegue pôr ovos no Outono.

As explorações aquícolas conservam assim uma vasta gama de reprodutores, de modo a evitar o risco de escassez de ovos, que já levou no passado os aquicultores europeus a importar ovos. As fêmeas são raramente utilizadas para a reprodução antes dos três ou quatro anos. A fecundação a seco é o método mais comum. Os gâmetas são recolhidos por pressão manual. O sémen de vários machos é misturado com os ovócitos. Uma vez fecundados, os ovos podem ser transportados entre 20 minutos e 48 horas após a fecundação.

As explorações aquícolas conservam assim uma vasta gama de reprodutores, de modo a evitar o risco de escassez de ovos, que já levou no passado os aquicultores europeus a importar ovos. As fêmeas são raramente utilizadas para a reprodução antes dos três ou quatro anos. A fecundação a seco é o método mais comum. Os gâmetas são recolhidos por pressão manual. O sémen de vários machos é misturado com os ovócitos. Uma vez fecundados, os ovos podem ser transportados entre 20 minutos e 48 horas após a fecundação.

Alevinagem

As larvas de truta são criadas em recipientes circulares em fibra de vidro ou em betão, a fim de manter uma corrente regular e uma distribuição uniforme das larvas.

As larvas nascem com um saco vitelino que contém todos os alimentos necessários ao seu crescimento inicial. Depois de absorver esses nutrientes, os alevins sobem à superfície para procurar alimentos e o ar necessário para encher pela primeira vez a sua bexiga natatória. São então sujeitos a uma dieta composta por proteínas, vitaminas e óleos, à base de migalhas de tamanho muito reduzido. A alimentação à mão é privilegiada nos estádios iniciais, a fim de evitar a sobrealimentação. São fornecidos alimentos à base de pequenos granulados até atingirem um peso de 50 g e um tamanho de 8 a 10 cm.

As larvas nascem com um saco vitelino que contém todos os alimentos necessários ao seu crescimento inicial. Depois de absorver esses nutrientes, os alevins sobem à superfície para procurar alimentos e o ar necessário para encher pela primeira vez a sua bexiga natatória. São então sujeitos a uma dieta composta por proteínas, vitaminas e óleos, à base de migalhas de tamanho muito reduzido. A alimentação à mão é privilegiada nos estádios iniciais, a fim de evitar a sobrealimentação. São fornecidos alimentos à base de pequenos granulados até atingirem um peso de 50 g e um tamanho de 8 a 10 cm.

Engorda

Os juvenis são então transferidos para unidades de crescimento, em jaulas flutuantes colocadas em lagos ou, na maioria dos casos, em viveiros ao longo de um rio.

Estes viveiros têm uma forma rectangular e são geralmente concebidos em betão. Funcionam segundo duas técnicas: o escoamento contínuo, um sistema aberto que consiste em fazer passar a água do rio através da instalação por um canal, e a recirculação, um sistema fechado que consiste em fazer circular a água nas bacias por via de reciclagem através de unidades de bombeamento e de tratamento. A recirculação oferece a vantagem da possibilidade de controlar a temperatura da água, o que permite manter uma produção durante o Inverno nos países da Europa Central e do Norte. As trutas são carnívoras, pelo que necessitam de uma dieta alimentar muito rica em proteínas. Num ambiente favorável, uma truta atinge um peso de 350 g em 10 a 12 meses e um peso de 3 kg em 2 anos. Existem também viveiros de engorda no mar, em jaulas flutuantes, nas águas pouco salgadas do Báltico ou nas águas protegidas dos fiordes escandinavos. As trutas de mar recebem uma alimentação similar à do salmão, o que explica a sua carne rosada denominada «salmonada». Durante a sua fase de engorda, uma das práticas de gestão da unidade populacional consiste em separar as trutas que crescem mais rapidamente das restantes: a população é normalmente sujeita a quatro triagens durante o ciclo de produção. Quando atingem o seu peso comercial, as trutas são recolhidas com uma rede nas bacias ou através de um sistema de bombeamento (vivas) no caso das trutas criadas em jaulas.

Estes viveiros têm uma forma rectangular e são geralmente concebidos em betão. Funcionam segundo duas técnicas: o escoamento contínuo, um sistema aberto que consiste em fazer passar a água do rio através da instalação por um canal, e a recirculação, um sistema fechado que consiste em fazer circular a água nas bacias por via de reciclagem através de unidades de bombeamento e de tratamento. A recirculação oferece a vantagem da possibilidade de controlar a temperatura da água, o que permite manter uma produção durante o Inverno nos países da Europa Central e do Norte. As trutas são carnívoras, pelo que necessitam de uma dieta alimentar muito rica em proteínas. Num ambiente favorável, uma truta atinge um peso de 350 g em 10 a 12 meses e um peso de 3 kg em 2 anos. Existem também viveiros de engorda no mar, em jaulas flutuantes, nas águas pouco salgadas do Báltico ou nas águas protegidas dos fiordes escandinavos. As trutas de mar recebem uma alimentação similar à do salmão, o que explica a sua carne rosada denominada «salmonada». Durante a sua fase de engorda, uma das práticas de gestão da unidade populacional consiste em separar as trutas que crescem mais rapidamente das restantes: a população é normalmente sujeita a quatro triagens durante o ciclo de produção. Quando atingem o seu peso comercial, as trutas são recolhidas com uma rede nas bacias ou através de um sistema de bombeamento (vivas) no caso das trutas criadas em jaulas.

Consumo

Na Europa, a truta encontra-se disponível todo o ano.

Até 400 g de peso, pode ser comercializada branca ou salmonada, inteira ou em filetes, fresca ou fumada. Se for criada durante um período mais prolongado e atingir 1,5kg, a truta arco-íris é vendida fresca (em filetes ou em postas) ou fumada (em fatias). As ovas são consumidas salgadas, sobretudo no Norte da Europa.

Até 400 g de peso, pode ser comercializada branca ou salmonada, inteira ou em filetes, fresca ou fumada. Se for criada durante um período mais prolongado e atingir 1,5kg, a truta arco-íris é vendida fresca (em filetes ou em postas) ou fumada (em fatias). As ovas são consumidas salgadas, sobretudo no Norte da Europa.