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Maria Damanaki, European Commissioner for Maritime Affairs and Fisheries, and Jacob Vestergaard, Fisheries Minister of the Faroe Islands, met in Athens on 29 August. The discussions were held in a friendly and constructive atmosphere and followed Commissioner Damanaki’s visit to the Faroe Islands in December last.
The European Union and Cape Verde have agreed on a new Protocol to the Fisheries Partnership Agreement between the European Union and Cape Verde. The four-year Protocol will replace the current Protocol which expires on 31 August 2014.

O robalo europeu

Vivendo na proximidade das costas e dos estuários ricos em microrganismos, o robalo é há já muito tempo criado em aquicultura tradicional. Os peixes entravam em lagunas ou bacias artificiais (em muitos casos, salinas) e o acesso era em seguida fechado. É o princípio da valicultura italiana e dosesterosno Sul de Espanha, que ainda se encontram em actividade. Os robalos cativos alimentavam-se então de forma natural até à sua captura. O inconveniente residia na sua voracidade, que destabilizava o ecossistema lagunar. Em determinados locais, o povoamento nestas bacias era feito pelos juvenis capturados por pescadores locais. Na década de 1960, à semelhança do que sucedeu com a aquicultura do salmão no Norte da Europa, a escassez de juvenis levou os cientistas mediterrânicos a desenvolver um processo de criação intensiva que assenta numa técnica de incubação muito complexa e na produção de alimentos específ

O robalo europeu © ScandFish
Nome científico:Dicentrarchus labrax
Produção (UE-27) – 57 893 t (2007); 92% da produção mundial.
Valor (UE-27) – 304 milhões de euros (2007).
Principais países produtores da UE – Grécia, Espanha, Itália, França.
Principais países produtores a nível mundial – Grécia, Turquia, Espanha, Itália, França, Croácia.
Ficha informativa pdf - 515 KB [515 KB] български (bg) čeština (cs) dansk (da) Deutsch (de) eesti keel (et) ελληνικά (el) English (en) español (es) français (fr) Gaeilge (ga) italiano (it) latviešu valoda (lv) lietuvių kalba (lt) magyar (hu) Malti (mt) Nederlands (nl) polski (pl) română (ro) slovenčina (sk) slovenščina (sl) suomi (fi) svenska (sv)

Reprodução

A reprodução do robalo é totalmente controlada em maternidades, utilizando reprodutores seleccionados nas explorações aquícolas.

Para prolongar o ciclo de reprodução do robalo, é utilizada a técnica da fotomanipulação, que consiste em induzir o comportamento sexual sazonal da espécie alterando o período de «exposição solar» artificial. Os ovos fecundados pelo macho são recolhidos à superfície do tanque de desova e colocados em bacias de incubação onde irão eclodir após um período de 48 horas. As larvas são então transferidas para tanques de alevinagem.

Para prolongar o ciclo de reprodução do robalo, é utilizada a técnica da fotomanipulação, que consiste em induzir o comportamento sexual sazonal da espécie alterando o período de «exposição solar» artificial. Os ovos fecundados pelo macho são recolhidos à superfície do tanque de desova e colocados em bacias de incubação onde irão eclodir após um período de 48 horas. As larvas são então transferidas para tanques de alevinagem.

Alevinagem

A alevinagem do robalo de criação intensiva constitui um processo complexo que é fruto de extensos programas de investigação científica desenvolvidos durante as décadas de 1960 e 1970.

Foi graças ao aperfeiçoamento deste processo que a aquicultura do robalo (assim como da dourada) foi introduzida no Mediterrâneo durante a década de 1980. A fase de maternidade reveste-se de aspectos extremamente técnicos e exige pessoal altamente qualificado: é necessário velar pelas boas condições de crescimento das larvas, assegurar o bom funcionamento do sistema de recirculação, produzir os alimentos, etc. Esta necessidade conduziu a uma especialização desta primeira etapa do processo de criação. Quando existem casos de integração vertical, as maternidades europeias são geralmente independentes e vendem juvenis às explorações de engorda. A alevinagem comporta geralmente três etapas:

A cultura larvar – A larva perde o seu saco vitelino 6 dias após a eclosão. É a partir deste momento que recebe uma alimentação muito específica, constituída numa primeira fase por algas e rotíferos (um zooplâncton microscópico) e, quando atinge o tamanho apropriado, alimentos à base de artémia (um pequeno crustáceo que vive em lagunas, deltas e estuários). Estes alimentos vivos são sempre produzidos em maternidade.

O desmame – Após 40 a 50 dias, a larva é transferida para uma unidade de desmame onde é progressivamente submetida a uma alimentação muito rica em proteínas, essencialmente à base de óleo e farinha de peixe. Administrada sob a forma de granulados minúsculos, esta alimentação é muito próxima da alimentação do robalo durante o restante período de criação. Esta dieta rica em proteínas, a par da qualidade da água, assegura o máximo crescimento e sobrevivência das larvas durante estes primeiros meses cruciais.

A criação de juvenis – 3 a 4 semanas mais tarde, os alevins são transferidos para a unidade de criação de juvenis. São então alimentados com granulados durante cerca de dois meses até atingirem um peso de 2 a 5 g, antes de passarem para uma exploração de engorda.

A cultura larvar – A larva perde o seu saco vitelino 6 dias após a eclosão. É a partir deste momento que recebe uma alimentação muito específica, constituída numa primeira fase por algas e rotíferos (um zooplâncton microscópico) e, quando atinge o tamanho apropriado, alimentos à base de artémia (um pequeno crustáceo que vive em lagunas, deltas e estuários). Estes alimentos vivos são sempre produzidos em maternidade.

O desmame – Após 40 a 50 dias, a larva é transferida para uma unidade de desmame onde é progressivamente submetida a uma alimentação muito rica em proteínas, essencialmente à base de óleo e farinha de peixe. Administrada sob a forma de granulados minúsculos, esta alimentação é muito próxima da alimentação do robalo durante o restante período de criação. Esta dieta rica em proteínas, a par da qualidade da água, assegura o máximo crescimento e sobrevivência das larvas durante estes primeiros meses cruciais.

A criação de juvenis – 3 a 4 semanas mais tarde, os alevins são transferidos para a unidade de criação de juvenis. São então alimentados com granulados durante cerca de dois meses até atingirem um peso de 2 a 5 g, antes de passarem para uma exploração de engorda.

Engorda

A compra dos juvenis às maternidades representa um dos maiores investimentos recorrentes das explorações aquícolas.

A engorda é feita em jaulas flutuantes instaladas a curta distância da costa, nomeadamente no que diz respeito ao essencial da produção europeia (ou seja, no Mediterrâneo e nas ilhas Canárias). Existem igualmente explorações que produzem robalos em tanques em terra, onde os peixes são geralmente alimentados através de um sistema de recirculação, que permite controlar a temperatura da água e criar robalos em latitudes mais setentrionais. Os robalos são alimentados com granulados compostos essencialmente de farinha e óleo de peixe, mas também de extractos vegetais. O robalo selvagem pode atingir 1 m e 12 kg, mas o robalo de criação é geralmente capturado e abatido quando atinge um peso de 300 a 500 g, o que representa um período de vida de um a dois anos em função da temperatura da água. Por fim, importa ainda assinalar a persistência de algumas explorações de aquicultura semi-extensiva, derivadas da aquicultura extensiva tradicional, em que as lagunas e albufeiras costeiras são povoadas com alevins de maternidade, engordados com um suplemento alimentar industrial.

A engorda é feita em jaulas flutuantes instaladas a curta distância da costa, nomeadamente no que diz respeito ao essencial da produção europeia (ou seja, no Mediterrâneo e nas ilhas Canárias). Existem igualmente explorações que produzem robalos em tanques em terra, onde os peixes são geralmente alimentados através de um sistema de recirculação, que permite controlar a temperatura da água e criar robalos em latitudes mais setentrionais. Os robalos são alimentados com granulados compostos essencialmente de farinha e óleo de peixe, mas também de extractos vegetais. O robalo selvagem pode atingir 1 m e 12 kg, mas o robalo de criação é geralmente capturado e abatido quando atinge um peso de 300 a 500 g, o que representa um período de vida de um a dois anos em função da temperatura da água. Por fim, importa ainda assinalar a persistência de algumas explorações de aquicultura semi-extensiva, derivadas da aquicultura extensiva tradicional, em que as lagunas e albufeiras costeiras são povoadas com alevins de maternidade, engordados com um suplemento alimentar industrial.

Consumo

Depois de abatido, o robalo de criação é geralmente vendido fresco e limpo, sobretudo às grandes superfícies e aos restaurantes.