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The European Commission has welcomed the outcomes of the 36th Annual Meeting of the North Atlantic Fisheries Organisation (NAFO) held in Vigo, Spain from 22 to 26 September 2014.
The setting of Total Allowable Catch for NAFO fish stocks will take centre stage at the 36th Annual Meeting to be held in Vigo, Galicia from 22-26 September 2014.

A ostra gigante

Oriunda do Japão, a ostra gigante foi introduzida na Europa na década de 1970, depois do desaparecimento da ostra portuguesa (Crassostrea angulata), dizimada por várias doenças sucessivas. Graças ao seu crescimento rápido e à sua grande capacidade de adaptação a diferentes meios, a ostra gigante é actualmente a ostra mais cultivada a nível mundial, nomeadamente na Europa. A outra espécie de ostra criada na Europa ostra plana (Ostrea edulis) ainda está longe de ter recuperado o seu anterior nível de produção depois de ter sido vítima de duas epizootias nas décadas de 1920 e de 1980.

A ostra gigante © ScandFish
Nome científicoCrassostrea gigas
Produção (UE-27) – 142 000 t (2007), 4ª posição na produção mundial.
Valor (UE-27) – –295 milhões de euros (2007).
Principais países produtores da UE – França (1º produtor europeu e 4º a nível mundial), Irlanda, Espanha, Portugal.
Principais países produtores a nível mundial (fora da Europa) – China, Coreia do Sul, Japão.
Ficha informativa pdf - 922 KB [922 KB] български (bg) čeština (cs) dansk (da) Deutsch (de) eesti keel (et) ελληνικά (el) English (en) español (es) français (fr) Gaeilge (ga) italiano (it) latviešu valoda (lv) lietuvių kalba (lt) magyar (hu) Malti (mt) Nederlands (nl) polski (pl) română (ro) slovenčina (sk) slovenščina (sl) suomi (fi) svenska (sv)

Reprodução

Grande parte do abastecimento mundial provém da captação de sementes (larvas de ostra) no meio natural.

Mas algumas larvas de ostra provêm de maternidades. Neste caso, a unidade populacional dos reprodutores é conservada no mar. Ao longo do Inverno, são recolhidos grupos de adultos a intervalos regulares e introduzidos em tanques. Este processo de amostragem é aleatório, uma vez que não é possível determinar o sexo da ostra (a ostra faz prova de hermafroditismo sucessivo, mudando, consoante o ano, para macho ou para fêmea). A libertação de gâmetas ocorre na Primavera e processa-se através de choque térmico ou através de um procedimento de laceração. Os gâmetas de seis ou mais fêmeas são fecundados com o esperma de igual número de machos. Para que o nascimento seja bem sucedido, a água deverá estar a uma temperatura de cerca de 21°C e não ser demasiado salgada. As larvas são então introduzidas em tanques com circuito fechado e alimentadas com algas cultivadas. Actualmente, a maioria das maternidades concentra-se na produção de triplóides, isto é, ostras esterilizadas depois de terem sido sujeitas a um choque térmico aquando da fecundação, para evitar que mais tarde se tornem leitosas.

Mas algumas larvas de ostra provêm de maternidades. Neste caso, a unidade populacional dos reprodutores é conservada no mar. Ao longo do Inverno, são recolhidos grupos de adultos a intervalos regulares e introduzidos em tanques. Este processo de amostragem é aleatório, uma vez que não é possível determinar o sexo da ostra (a ostra faz prova de hermafroditismo sucessivo, mudando, consoante o ano, para macho ou para fêmea). A libertação de gâmetas ocorre na Primavera e processa-se através de choque térmico ou através de um procedimento de laceração. Os gâmetas de seis ou mais fêmeas são fecundados com o esperma de igual número de machos. Para que o nascimento seja bem sucedido, a água deverá estar a uma temperatura de cerca de 21°C e não ser demasiado salgada. As larvas são então introduzidas em tanques com circuito fechado e alimentadas com algas cultivadas. Actualmente, a maioria das maternidades concentra-se na produção de triplóides, isto é, ostras esterilizadas depois de terem sido sujeitas a um choque térmico aquando da fecundação, para evitar que mais tarde se tornem leitosas.

Captação

No Verão, a ostra põe larvas em grande quantidade. Essas larvas erram ao sabor das correntes em busca de uma local para se fixarem.

Para as capturar, o ostreicultor utiliza suportes designados por colectores, colocados em locais estratégicos: suportes em plástico (tubos, tigelas, lamelas...) ou telhas romanas, estacas de ardósia, conchas. Quando a semente é formada, é separada do seu suporte de captação, ficando pronta para ser criada. Na maternidade, quando a larva fica apta a fixar-se num suporte, torna-se mais escura e, deste modo, mais visível através das válvulas da sua concha. É nesta fase que a captação se processa: é introduzido um sólido e novo suporte na bacia para «recolher» as ostras.

Para as capturar, o ostreicultor utiliza suportes designados por colectores, colocados em locais estratégicos: suportes em plástico (tubos, tigelas, lamelas...) ou telhas romanas, estacas de ardósia, conchas. Quando a semente é formada, é separada do seu suporte de captação, ficando pronta para ser criada. Na maternidade, quando a larva fica apta a fixar-se num suporte, torna-se mais escura e, deste modo, mais visível através das válvulas da sua concha. É nesta fase que a captação se processa: é introduzido um sólido e novo suporte na bacia para «recolher» as ostras.

Criação

A cultura de ostras processa-se de acordo com quatro métodos principais, em função do ambiente (amplitude das marés, profundidade da água...) e das tradições.

A cultura em sobreelevação: as ostras são colocadas no mar dentro de bolsas fixadas em placas assentes na zona de maré, no solo.

A cultura horizontal: as ostras são colocadas directamente no solo, na zona de maré.

A cultura em águas profundas ou a criação em receptáculos: as ostras são semeadas em parques que podem atingir os 10 m de profundidade.

A cultura em estruturas flutuantes: as ostras são criadas em cordas, à semelhança do mexilhão, o que permite uma criação ao largo. O facto de estarem permanentemente submersas contribui para que cresçam de forma mais rápida. Este método é mais apropriado para culturas em zonas sem marés ou ao largo.

As ostras gigantes alimentam-se naturalmente do plâncton presente na água do mar, que vão filtrando continuamente. Só podem ser criadas em locais que reúnam determinadas condições em termos de corrente, de profundidade e de riqueza em plâncton, geralmente na proximidade de estuários, em lagunas ou albufeiras costeiras. O número de concessões disponíveis é determinado através de métodos científicos, em função da quantidade de plâncton disponível. As ostras atingem o seu peso comercial ao fim de 18 a 30 meses. Os métodos de recolha variam em função do tipo de criação: as ostras cultivadas em sobreelevação são recolhidas removendo as bolsas das placas; as ostras cultivadas na horizontal são apanhadas na maré baixa com ajuda de ancinhos ou por dragagem se a altura da água assim o permitir; as ostras cultivadas em águas profundas são apanhadas através de dragas que podem recolher até 500 kg.

As ostras gigantes alimentam-se naturalmente do plâncton presente na água do mar, que vão filtrando continuamente. Só podem ser criadas em locais que reúnam determinadas condições em termos de corrente, de profundidade e de riqueza em plâncton, geralmente na proximidade de estuários, em lagunas ou albufeiras costeiras. O número de concessões disponíveis é determinado através de métodos científicos, em função da quantidade de plâncton disponível. As ostras atingem o seu peso comercial ao fim de 18 a 30 meses. Os métodos de recolha variam em função do tipo de criação: as ostras cultivadas em sobreelevação são recolhidas removendo as bolsas das placas; as ostras cultivadas na horizontal são apanhadas na maré baixa com ajuda de ancinhos ou por dragagem se a altura da água assim o permitir; as ostras cultivadas em águas profundas são apanhadas através de dragas que podem recolher até 500 kg.

Afinação

Em algumas bacias de produção, as ostras podem ser afinadas com vista a conferir qualidades específicas à sua carne.

As ostras são introduzidas em bancos, bacias argilosas de pouca profundidade e alimentadas naturalmente com água do mar, onde desenvolvem uma carne esverdeada devido à presença de uma alga específica, a navícula azul. Podem ainda ser colocadas em parques de afinação em zonas de maré, onde adquirirão uma carne consistente e branca. No caso das culturas criadas em águas profundas, é utilizada uma técnica adicional que consiste em colocar as ostras em parques que ficam regularmente fora de água, de forma a obrigar as ostras a manter a sua concha fechada.

Consumo

A maioria das ostras é produzida e consumida em França, onde os hábitos de consumo são muito específicos (são consumidas vivas).

A particularidade do consumo de ostras reside na sua sazonalidade: em França, metade das ostras é consumida nos períodos festivos do fim de ano, entre Novembro e Janeiro. O calibre das ostras gigantes varia entre 0 e 5. Quanto menor for o valor, maior é a ostra. As ostras finas são medianamente carnudas e as ostras especiais são mais carnudas.

A particularidade do consumo de ostras reside na sua sazonalidade: em França, metade das ostras é consumida nos períodos festivos do fim de ano, entre Novembro e Janeiro. O calibre das ostras gigantes varia entre 0 e 5. Quanto menor for o valor, maior é a ostra. As ostras finas são medianamente carnudas e as ostras especiais são mais carnudas.