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European Market Observatory for Fisheries and Aquaculture Products
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The European Parliament has today endorsed the European Maritime and Fisheries Fund (EMFF) with an overwhelming majority. With a budget of €6.5 billion for 2014-2020, the fund will finance projects to implement the new reformed Common Fisheries Policy (CFP) and provide financial support to fishermen, fish farmers and coastal communities to adapt to the changed rules. The Fund will also finance projects to boost 'blue' growth and jobs under the EU's Integrated Maritime Policy (IMP).
Speech by Maria Damanaki, European Commissioner for Maritime Affairs and Fisheries, at the Conference "Portugal: Path to Growth and Jobs", Lisbon

O bacalhau

O bacalhau ocupa um lugar importante nas culturas gastronómicas europeias. Apesar das dificuldades de aprovisionamento relacionadas com o esgotamento de algumas unidades populacionais selvagens, esta espécie continua a ter uma grande procura. A sua criação representa deste modo uma oportunidade comercial interessante. Durante a década de 1980, os cientistas noruegueses começaram a debruçar-se sobre a criação do bacalhau. Paralelamente, numa óptica de diversificação, os criadores de salmão noruegueses começaram a dedicar-se à engorda de bacalhau selvagem capturado no mar, aperfeiçoando assim as técnicas de alimentação. Mas foi no ano 2000, com a primeira produção de juvenis em maternidades, que a aquicultura de bacalhau teve o seu verdadeiro arranque, principalmente na Noruega. Mas os primeiros frutos desta actividade surgiram, com mais ou menos sucesso, na Escócia e na Irlanda, com criadores de salmão que aproveitaram a similitude das técnicas de engorda utilizadas nas duas espécies.

O bacalhau © ScandFish
Nome científicoGadus morhua
Produção (UE-27) – 2 560 t (2007); 21% da produção mundial.
Valor (UE-27) – 9,2 milhões de euros (2007).
Principais países produtores da UE – Irlanda, Reino Unido.
Principais países produtores a nível mundial – Noruega, Islândia, Irlanda, Reino Unido.

Reprodução

A reprodução do bacalhau é feita em maternidade, com reprodutores capturados no mar.

Os machos e as fêmeas são colocados no mesmo tanque. O ciclo de reprodução é recriado artificialmente através de fotomanipulação, uma técnica que consiste em induzir o comportamento sexual sazonal da espécie alterando o período de «exposição solar» artificial. A vantagem reside na possibilidade de produzir ovos e peixes ao longo de todo o ano. Fecundados naturalmente pelo macho, os ovos são recolhidos à superfície do tanque de desova. São transferidos para uma incubadora que contém água do mar a uma temperatura de cerca de 5ºC com uma corrente ascendente. A sua eclosão dá-se após um período de 12 a 14 dias.

Os machos e as fêmeas são colocados no mesmo tanque. O ciclo de reprodução é recriado artificialmente através de fotomanipulação, uma técnica que consiste em induzir o comportamento sexual sazonal da espécie alterando o período de «exposição solar» artificial. A vantagem reside na possibilidade de produzir ovos e peixes ao longo de todo o ano. Fecundados naturalmente pelo macho, os ovos são recolhidos à superfície do tanque de desova. São transferidos para uma incubadora que contém água do mar a uma temperatura de cerca de 5ºC com uma corrente ascendente. A sua eclosão dá-se após um período de 12 a 14 dias.

Alevinagem

Em ambiente natural, a fêmea liberta um milhão de ovos cuja taxa de sobrevivência é reduzida, devido à predação por outras espécies, ao canibalismo do bacalhau, ao regime alimentar específico dos alevins e à sua sensibilidade às infecções, às correntes marinhas, à qualidade da água e à sua temperatura (que varia em função do estádio de evolução), etc.

A alevinagem do bacalhau consiste, por conseguinte, em atingir um nível de sofisticação técnica que permita reduzir o impacto destes factores, de modo a alcançar uma taxa de sobrevivência aceitável em termos industriais.

A cultura larvar – 3 ou 4 dias após a sua eclosão, as larvas (0,2 mg) já consumiram o seu saco vitelino e são transferidas para tanques de «primeira alimentação» que contêm água do mar a 11°C e uma corrente contínua. São alimentadas com rotíferos (um zooplâncton microscópico produzido na maternidade) durante cerca de 2 meses até atingirem um peso de 0,2 g.

A alevinagem – Os alevins são então transferidos para um tanque maior, continuando a beneficiar de uma corrente contínua de água do mar. Durante cerca de 2 meses, são submetidos a um desmame progressivo, com alimentos inertes de alto teor proteico, sob a forma de pó muito fino aglomerado (por vezes também com artémia produzida na maternidade). São ainda vacinados, nomeadamente contra a vibriose, uma doença que pode causar uma mortalidade significativa da espécie. A partir deste estádio, é utilizado um processo mecânico para efectuar uma triagem permanente dos jovens bacalhaus, que são separados por tamanhos (categorização) para evitar que os maiores comam os mais pequenos.

O crescimento juvenil – Quando atingem 2 g, os alevins são transferidos para tanques grandes onde são alimentados com granulados compostos por farinha e óleo de peixe e com suplementos de proteínas vegetais. Quando atingem cerca de 30-40 g, são vacinados por injecção contra as infecções bacterianas. O processo de categorização continua a ser aplicado para limitar a mortalidade por canibalismo. Os jovens bacalhaus permanecem nesses tanques grandes durante 5 a 10 meses, o tempo necessário para atingirem um peso de 50 a 200 g.O peso de transferência em jaula depende com efeito da temperatura da água, da época, do tamanho da jaula e das malhas da rede, etc.

A alevinagem do bacalhau consiste, por conseguinte, em atingir um nível de sofisticação técnica que permita reduzir o impacto destes factores, de modo a alcançar uma taxa de sobrevivência aceitável em termos industriais.

A cultura larvar – 3 ou 4 dias após a sua eclosão, as larvas (0,2 mg) já consumiram o seu saco vitelino e são transferidas para tanques de «primeira alimentação» que contêm água do mar a 11°C e uma corrente contínua. São alimentadas com rotíferos (um zooplâncton microscópico produzido na maternidade) durante cerca de 2 meses até atingirem um peso de 0,2 g.

A alevinagem – Os alevins são então transferidos para um tanque maior, continuando a beneficiar de uma corrente contínua de água do mar. Durante cerca de 2 meses, são submetidos a um desmame progressivo, com alimentos inertes de alto teor proteico, sob a forma de pó muito fino aglomerado (por vezes também com artémia produzida na maternidade). São ainda vacinados, nomeadamente contra a vibriose, uma doença que pode causar uma mortalidade significativa da espécie. A partir deste estádio, é utilizado um processo mecânico para efectuar uma triagem permanente dos jovens bacalhaus, que são separados por tamanhos (categorização) para evitar que os maiores comam os mais pequenos.

O crescimento juvenil – Quando atingem 2 g, os alevins são transferidos para tanques grandes onde são alimentados com granulados compostos por farinha e óleo de peixe e com suplementos de proteínas vegetais. Quando atingem cerca de 30-40 g, são vacinados por injecção contra as infecções bacterianas. O processo de categorização continua a ser aplicado para limitar a mortalidade por canibalismo. Os jovens bacalhaus permanecem nesses tanques grandes durante 5 a 10 meses, o tempo necessário para atingirem um peso de 50 a 200 g.O peso de transferência em jaula depende com efeito da temperatura da água, da época, do tamanho da jaula e das malhas da rede, etc.

Engorda

A engorda processa-se em jaulas flutuantes do mesmo tipo utilizado para a engorda do salmão ou em tanques em terra dotados de sistema de recirculação. Os bacalhaus são alimentados com granulados compostos essencialmente de farinha e óleo de peixe e de extractos vegetais. O bacalhau é capturado e abatido quando atinge 3 a 4 kg, ou seja após um período de engorda de cerca de 2 anos.

Consumo

Depois de abatido, o bacalhau é transferido para uma unidade de transformação que o comercializa fresco, limpo e cortado.

A aquicultura de bacalhau foi desenvolvida na Noruega, onde vários aquicultores de salmão investiram neste segmento sob diversas modalidades: produção em jaula no mar, em tanque em terra, normal, biológica, etc. A actividade está a desenvolver-se na Islândia, nas ilhas Faroé e no Canadá. Na União Europeia, foi realizada uma experiência de grande amplitude nas ilhas Shetland (Reino Unido) que se saldou por um fracasso financeiro em 2008. Existem actualmente novos empreendimentos neste sector na Irlanda e na Escócia. O futuro desta actividade depende fortemente da evolução do aprovisionamento de bacalhau efectuado pelas pescarias do Norte do Atlântico e do Árctico.

A aquicultura de bacalhau foi desenvolvida na Noruega, onde vários aquicultores de salmão investiram neste segmento sob diversas modalidades: produção em jaula no mar, em tanque em terra, normal, biológica, etc. A actividade está a desenvolver-se na Islândia, nas ilhas Faroé e no Canadá. Na União Europeia, foi realizada uma experiência de grande amplitude nas ilhas Shetland (Reino Unido) que se saldou por um fracasso financeiro em 2008. Existem actualmente novos empreendimentos neste sector na Irlanda e na Escócia. O futuro desta actividade depende fortemente da evolução do aprovisionamento de bacalhau efectuado pelas pescarias do Norte do Atlântico e do Árctico.