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EU Ministers have reached agreement on fishing opportunities for 2015 in the Atlantic, North Sea and Black Sea following lengthy discussion at the Agriculture and Fisheries Council on the 15th and 16th December. Karmenu Vella, the EU's Commissioner for Environment, Maritime Affairs and Fisheries, presented the Commission's proposals based for the first time on the new Common Fisheries Policy (CFP) which aims to have all stocks fished at sustainable levels.

A carpa comum

A carpa veio do Extremo Oriente. Mas não se sabe ao certo quando foi introduzida na Europa. Terá chegado provavelmente durante a era romana, mas foi na Idade Média que a sua criação foi disseminada nos planos de água da Grande Planície europeia. Este peixe tornou-se numa fonte de proteínas apreciada durante o período de jejum imposto pela religião cristã. O facto de a criação da carpa ter sido aperfeiçoada em zonas dominadas por mosteiros não será fruto do acaso. Já naquela época, a vontade de preservar os melhores espécimes para a reprodução levou a uma selecção genética que deu origem ao peixe robusto, generoso em carne e com a impressionante longevidade que conhecemos hoje, incluindo no ecossistema selvagem. A criação semi-extensiva em albufeiras teve início no século XIX e é ainda praticada actualmente, sobretudo na Europa Central, onde a carpa mantém uma grande presença na gastronomia.

A carpa comum © ScandFish

Nome científicoCyprinus carpio
Produção (UE-27) – 66.330 t (2007); 2% da produção mundial.
Valor (UE-27) – 140 milhões de euros (2007).
Principais países produtores da UE – República Checa, Polónia, Hungria, Alemanha.
Principais países produtores a nível mundial – China, Indonésia, Mianmar.
Ficha informativa pdf - 2 MB [2 MB] български (bg) čeština (cs) dansk (da) Deutsch (de) eesti keel (et) ελληνικά (el) English (en) español (es) français (fr) Gaeilge (ga) italiano (it) latviešu valoda (lv) lietuvių kalba (lt) magyar (hu) Malti (mt) Nederlands (nl) polski (pl) română (ro) slovenčina (sk) slovenščina (sl) suomi (fi) svenska (sv)

Reprodução

Os reprodutores são seleccionados com base nas suas características físicas e capturados em albufeira durante o período da desova.

Os ovos e o sémen são extraídos manualmente da fêmea e do macho e misturados artificialmente num tanque de fertilização. São introduzidos em pequenos tanques de incubação onde eclodem após 3 a 5 dias. Os vários séculos de selecção genética deram origem a inúmeras variedades locais. Desde a década de 1960, estas variedades têm sido alvo de estudos genéticos com vista a obter os híbridos mais produtivos e mais adaptados às diversas condições de criação existentes do Norte ao Sul da Europa.
Os ovos e o sémen são extraídos manualmente da fêmea e do macho e misturados artificialmente num tanque de fertilização. São introduzidos em pequenos tanques de incubação onde eclodem após 3 a 5 dias. Os vários séculos de selecção genética deram origem a inúmeras variedades locais. Desde a década de 1960, estas variedades têm sido alvo de estudos genéticos com vista a obter os híbridos mais produtivos e mais adaptados às diversas condições de criação existentes do Norte ao Sul da Europa.

Criação dos alevins

Logo a seguir à sua eclosão, as larvas são transferidas para pequenas cubas com pouca profundidade, alimentadas com água entre 18 e 24°C rica em zooplâncton, de que as larvas se alimentam assim que perdem o seu saco vitelino.

Permanecem nesse tanque durante cerca de um mês até começarem a nadar. São então sujeitas à sua primeira transferência para um meio natural, numa pequena albufeira com água pouco profunda. Aquando da sua manutenção anual, esta albufeira é tratada de forma a favorecer o desenvolvimento de micro-algas e zooplâncton, os únicos alimentos adequados ao alevim da carpa. O alevim permanece nessa albufeira durante cerca de um mês, período durante o qual é progressivamente desmamado com um pó alimentar muito fino contendo igual proporção de farinha de peixe e farinha vegetal. Quando atingem um tamanho de aproximadamente 3 cm, os alevins são recolhidos e transferidos para uma albufeira própria para juvenis.

Permanecem nesse tanque durante cerca de um mês até começarem a nadar. São então sujeitas à sua primeira transferência para um meio natural, numa pequena albufeira com água pouco profunda. Aquando da sua manutenção anual, esta albufeira é tratada de forma a favorecer o desenvolvimento de micro-algas e zooplâncton, os únicos alimentos adequados ao alevim da carpa. O alevim permanece nessa albufeira durante cerca de um mês, período durante o qual é progressivamente desmamado com um pó alimentar muito fino contendo igual proporção de farinha de peixe e farinha vegetal. Quando atingem um tamanho de aproximadamente 3 cm, os alevins são recolhidos e transferidos para uma albufeira própria para juvenis.

Criação dos juvenis

Transferidas na Primavera, as carpas juvenis são mantidas até à chegada do Inverno numa albufeira preparada todos os anos para o efeito.

Numa fase inicial, a produção natural de plâncton, vegetação, moluscos, minhocas e pequenos crustáceos na albufeira é suficiente para alimentar as carpas jovens. É contudo necessário complementar rapidamente estes recursos com um suplemento alimentar geralmente vegetal. No início do Inverno, a albufeira é tratada e as carpas são transferidas para um tanque de Inverno. Entram num período de actividade reduzida durante o qual se alimentam pouco, chegando, nalgumas regiões mais frias, a não se alimentar de todo. Nesse período, a carpa mede cerca de 10 cm e pesa entre 30 e 40 g.
Numa fase inicial, a produção natural de plâncton, vegetação, moluscos, minhocas e pequenos crustáceos na albufeira é suficiente para alimentar as carpas jovens. É contudo necessário complementar rapidamente estes recursos com um suplemento alimentar geralmente vegetal. No início do Inverno, a albufeira é tratada e as carpas são transferidas para um tanque de Inverno. Entram num período de actividade reduzida durante o qual se alimentam pouco, chegando, nalgumas regiões mais frias, a não se alimentar de todo. Nesse período, a carpa mede cerca de 10 cm e pesa entre 30 e 40 g.

Engorda

Na Primavera do seu terceiro ano de existência, as carpas são introduzidas em albufeiras grandes de engorda onde se alimentam naturalmente no ecossistema, mas recebem um complemento alimentar sob a forma de granulados compostos por óleo e farinha de peixe, farinha vegetal e suplementos vitamínicos e minerais.

São recolhidas aquando do tratamento de Inverno da albufeira e, em função do seu tamanho, são comercializadas ou transferidas para o tanque de Inverno para mais um ano de engorda... ou para serem seleccionadas como espécime reprodutor. Uma carpa com idade considerável pode pesar até 40 kg e medir até 1 m de comprimento. Mas o tamanho de comercialização situa-se normalmente entre 30 e 50 cm para um peso de cerca de 1,5 kg.

São recolhidas aquando do tratamento de Inverno da albufeira e, em função do seu tamanho, são comercializadas ou transferidas para o tanque de Inverno para mais um ano de engorda... ou para serem seleccionadas como espécime reprodutor. Uma carpa com idade considerável pode pesar até 40 kg e medir até 1 m de comprimento. Mas o tamanho de comercialização situa-se normalmente entre 30 e 50 cm para um peso de cerca de 1,5 kg.

Consumo

Actualmente, a carpa é essencialmente produzida nos países da Europa Central onde faz parte dos pratos tradicionais dos períodos festivos de fim de ano e da Páscoa.

Os consumidores costumam comprar a carpa viva e colocá-la em água limpa durante alguns dias para lhe retirar o sabor do lodo. Os produtores procuram actualmente diversificar a sua oferta criando pequenas unidades de transformação para poderem oferecer produtos semi-preparados (aos pedaços, frescos ou fumados, em filete ou em posta) ou preparados de acordo com receitas tradicionais. Parte significativa da produção destina-se também a povoar as albufeiras destinadas à pesca de recreio.

Os consumidores costumam comprar a carpa viva e colocá-la em água limpa durante alguns dias para lhe retirar o sabor do lodo. Os produtores procuram actualmente diversificar a sua oferta criando pequenas unidades de transformação para poderem oferecer produtos semi-preparados (aos pedaços, frescos ou fumados, em filete ou em posta) ou preparados de acordo com receitas tradicionais. Parte significativa da produção destina-se também a povoar as albufeiras destinadas à pesca de recreio.