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Last updated: 18/06/2005
EuropeAid

SWOT (Forças [Strengths], Fraquezas [Weaknesses], Oportunidades [Opportunities] e Ameaças [Threats])

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Como deve ser aplicada a análise SWOT?




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SWOT
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COMO ESCOLHER O NÍVEL DE ANÁLISE?

Uma etapa essencial

Antes da aplicação, é necessário determinar o sector ao qual a análise SWOT será aplicada.
Esta etapa é geralmente para uma empresa: a empresa representa o factor interno, enquanto o mercado, a concorrência e o ambiente empresarial representam os factores externos.
Em contrapartida, na ajuda ao desenvolvimento esta etapa é um pré-requisito para garantir aos participantes o completo entendimento das perguntas que lhes são dirigidas.


Vários níveis

  • Se o foco da análise é a agência (por exemplo, a Comissão Europeia), o objecto de análise interna é a agência, enquanto o objecto de análise externa é o país.
  • Se o principal objecto de análise é o país, a análise interna focaliza o país enquanto a análise externa focaliza países vizinhos e o resto do mundo.
  • Se o objecto de análise é um sector, cada acção desenvolvida nesse sector constitui um factor interno, e o restante representa factores externos.
Diferenças entre níveis internos e externos da SWOT
Distinction between the SWOT's internal and external levels

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COMO DEVEM SER PREPARADAS AS SESSÕES?

Podem-se desenvolver várias abordagens em análises SWOT, da mais simples (uma sessão de metade de um dia com um número limitado de participantes) à mais sofisticada (uma análise resultante da aplicação de várias ferramentas de análise de estratégia anterior à análise SWOT).

O básico

Pré-requisitos para as sessões de trabalho

Prerequisites for the working sessions

Seja qual for a metodologia, a preparação para os encontros deve incluir, no mínimo, a análise dos documentos e entrevistas com pessoas que constituem a principal fonte de informação. Esta etapa garante que todos os tópicos essenciais sejam tratados. Também possibilita ao avaliador organizar discussões posteriores sobre tópicos importantes, que podem não ter sido desenvolvidos o suficiente pelos participantes durante as sessões.
A disponibilidade de um diagrama de problemas é extremamente útil durante a etapa de preparação.

Selecção do grupo

O planeamento de como seleccionar o grupo, o seu tamanho e as possíveis divisões em subgrupos (temático, regional, tipos de actores, etc.) também é crucial nesta etapa. A metodologia para focus groups dá detalhes sobre tal selecção.

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QUAL É O PAPEL DO MODERADOR DO GRUPO?

Desenvolver uma análise SWOT sem um moderador de grupo e um secretário executivo é quase impossível. O secretário executivo pode ser seleccionado entre os participantes (no entanto, isto nem sempre é possível), mas a equipa de avaliação deve incluir um moderador do grupo.
O papel do moderador é de suma importância na condução da sessão. Entre outras tarefas, o moderador ajuda a:

  • Conduzir as sessões
  • Relatar as contribuições dos participantes
  • Organizar ideias comuns
  • Distinguir os componentes internos (forças e fraquezas) sobre os quais a organização deve ter influência, dos componentes externos (oportunidades e ameaças) sobre os quais não tem
  • Garantir uma abordagem completa, sem evitar problemas
  • Apoiar uma abordagem "realista", particularmente ao lidar com as fraquezas
  • Conduzir e incentivar debates, com um fluxo contínuo
  • Dar uma análise tão breve e directa quanto possível, incluindo a classificação de factores a partir da sua importância relativa

Em avaliações de país, é geralmente necessário saber falar o idioma local. Assim, o apoio local pode ser necessário. O moderador deve também demonstrar habilidades e qualidades necessárias para conduzir um grupo e aplicar a análise SWOT.

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QUAIS SÃO OS 4 COMPONENTES SELECCIONADOS E ESTUDADOS?

Regras gerais

Classificação dos componentes de avaliação de país
As forças e as fraquezas são elementos internos de um país, sobre os quais tem influência parcial ou total (por exemplo, o nível de educação e saúde da população).
As oportunidades e ameaças são elementos externos, impostos ao país, sobre os quais, consequentemente, não tem influência (por exemplo, barreiras alfandegárias ou seca).
Alguns autores classificam estes componentes de formas diferentes, e distanciam-se deliberadamente da definição original. Transmitem uma noção actual de forças e fraquezas (podem ser internas ou externas), e um aspecto futuro e prospectivo às oportunidades e ameaças.

Mais informação:

Metodologia para determinação e estudo dos 4 componentes
A sequência e a maneira de determinar e estudar os 4 componentes (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) pode variar muito, dependendo das metodologias exigidas pelas agências. As análises SWOT podem ser organizadas como:

  • Uma sessão completamente oral, ou uma sessão incluindo uma parte dedicada às contribuições escritas de cada participante, anterior à síntese
  • Brainstorming ou uma sessão bem estruturada, dependendo da precisão do processo
  • Um estudo desenvolvido por indivíduos, pares ou grupos
  • Um estudo feito apenas por um grupo ou vários estudos conduzidos por grupos diferentes, aos quais se segue uma síntese dos resultados dos grupos construída durante uma sessão plenária, e o desenho de uma única matriz SWOT
  • Um estudo conduzido sem um âmbito definido, ou um estudo desenvolvido a partir de questões pré-estabelecidas, ou problemas e pontos aos quais o grupo deva prestar atenção particular
  • Estudos temáticos (forças, fraquezas, etc.) finalizados com uma síntese multi-temática
  • Um estudo sequencial de componentes (forças, fraquezas, etc.) ou um estudo enfatizando as ligações entre os componentes (forças com fraquezas e oportunidades com ameaças)

Seja qual for a metodologia, a ordem dos componentes não é importante quando a metodologia é adaptada ao grupo. Assim, o moderador deve ser flexível e adaptar-se às limitações humanas, financeiras, temporais e temáticas, sem esquecer o objectivo, que é responder às seguintes questões:

  • Qual é a função da análise SWOT numa avaliação em curso?
  • O objectivo foi atingido com a metodologia seleccionada?

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Estudo das forças

Como identificar as forças?
As forças são factores internos positivos que são controlados pela organização ou pelo país, e que estabelecem bases para o futuro. Podem ser:

  • Áreas das quais se pode orgulhar (um valioso sistema educativo ou judicial, uma sociedade civil activa e que participa em debates nacionais)
  • Áreas bem administradas (um nível educacional justo dado à população ou alguns dos seus segmentos, um alto nível de exportação, finanças públicas bem geridas)
  • Recursos disponíveis e acessíveis (águas cheias de peixe, minerais abundantes e facilmente exploráveis, solos férteis)
  • Experiência reconhecida por outras organizações ou países (reputação de um país no qual o trabalho é abundante e eficiente, um país atraente)
  • Proximidade geográfica a um parceiro (na fronteira com a Europa), ou a redes comerciais (países com infra-estruturas de portos localizadas em importantes rotas marítimas)

Duas ferramentas complementares para análise aprofundada
Quando o estudo das forças precisa de ir além da simples recolha das opiniões dos participantes durante as sessões, podem ser utilizadas duas ferramentas para aprofundar a investigação. São geralmente aplicadas para destacar as capacidades estratégicas das organizações.

Auditoria de recursos
A auditoria de recursos pode ser aplicada antes da análise SWOT. Geralmente concentra-se em recursos físicos (recursos naturais, industriais ou da agricultura, por exemplo), recursos humanos (organização, nível de educação, disponibilidade, habilidades) e recursos financeiros (estado de finanças públicas, recursos dependentes de exportações).
É importante que recursos "únicos" (se houver) sejam identificados. Representam uma vantagem real para o país (por exemplo, um nível educacional mais alto comparado com os países vizinhos).

Análise de melhores práticas
As comparações dentro de um país entre o que é mais ou menos eficiente podem apoiar a identificação da melhor prática e devem ser incluídas na lista de forças na matriz SWOT.
São fornecidos indicadores para facilitar comparações:

  • Entre níveis temáticos (a percentagem de raparigas que frequentam a escola, de crianças vacinadas, por exemplo)
  • De um ponto de vista geral (indicadores de desenvolvimento humano, Indicadores dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio)

Em programas, as comparações internas devem usar indicadores tais como o custo médio por aluno que completou o ensino básico.

Outras técnicas para identificação de factores
A lista de componentes na análise PESTEL (Política, Ambiental, Sociocultural, Tecnológica, Económica e Legal) pode ser usada como checklist, com vista a garantir que todas as áreas significativas foram efectivamente estudadas.
Alguns avaliadores completam a análise ao classificar pontos fortes para distinguir tópicos de alto interesse de tópicos menos interessantes.

Mais informação:

Limitações desta abordagem
Como a análise SWOT tem como base as opiniões dos participantes, é por natureza subjectiva e qualitativa. Às vezes, fortaleza para uns pode ser debilidade para outros.

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Estudo das fraquezas

Questões determinantes das fraquezas

  • O que fazemos de maneira inadequada e o que podemos melhorar?
  • O que fazem melhor os nossos concorrentes
  • O que deveríamos evitar?
  • O que nos falta que podemos controlar?

Como identificar as fraquezas?
Em contraste com as forças as fraquezas são elementos internos negativos que são controlados pela organização e que podem ser melhorados. Podem ser:

  • Más práticas (má gestão orçamental, falta de participação da sociedade civil em decisões públicas)
  • Áreas sujeitas a melhorias (falta de infra-estruturas, nível muito baixo de escolaridade)
  • Uma imagem pouco atraente (infra-estrutura turística com reputação abaixo da média apesar dos esforços em melhorá-la)
  • Falta específica de recursos (fuga de cérebros ou falta de recursos naturais)
  • Localização geográfica desfavorável ou falta de recursos naturais

Ferramentas complementares para análise aprofundada
As ferramentas de análise de estratégia usadas para estudo aprofundado de fraquezas também podem ser usadas para o estudo das forças. Destacam dificuldades relacionadas com recursos e com más práticas. Incluem:

  • Auditoria de recursos
  • Análise de melhores práticas
  • Uma lista das componentes incluídas na análise PESTEL, usada como checklist para garantir que todos os campos significativos foram estudados de maneira eficiente
  • Diagrama de problemas. Se está incluído nos documentos de estratégia ou programas aplicados no país, o diagrama de problemas deve ser usado para o desenvolvimento da componente de análise das fraquezas na análise SWOT.

Limitações da abordagem
A análise das fraquezas, ainda mais do que a análise das forças, exige a recolha de vários pontos de vista, e pelo menos um dos seguintes:

  • Estrategas e administradores de programas
  • Beneficiários
  • Representantes do país e de um país estrangeiro (se possível)

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Estudo das oportunidades

Como identificar as oportunidades?
As oportunidades são as possibilidades positivas externas das quais se pode beneficiar no contexto de forças e fraquezas contemporâneas. Geralmente estão além da influência de um país ou à margem (por exemplo, a evolução do gosto dos consumidores internacionais relacionado com uma das mercadorias do país, a melhoria da economia num país "cliente", o aumento do comércio na Internet).
Podem ser:

  • Áreas económicas em expansão nas quais o país pode vender a sua experiência (por exemplo, aumento na procura de produtos manufacturados em países europeus, forte procura do tipo de turismo proposto pelo país)
  • Dificuldades num país competidor, que podem tornar-se oportunidades para expandir a sua participação no mercado
  • Novos acordos multilaterais, facilitando o fluxo de produtos e pessoas
  • Prioridades importantes de certos doadores apoiando o desenvolvimento de sectores específicos (por exemplo, aumento do empowerment económico das mulheres)

Uma ferramenta complementar para análise aprofundada: análise PESTEL
A análise PESTEL é uma ferramenta de análise de estratégia usada para apoiar estudos aprofundados de oportunidades. O acrónimo refere-se às áreas Política, Ecológica, Sociocultural, Tecnológica, Económica e Legal. Pode ser usada como checklist, garantindo que a análise SWOT incluiu o estudo de todas as áreas significativas.
Estes 6 temas são usados como guia na preparação das sessões. Abaixo, temos exemplos para cada elemento:

  • Área política: natureza de acordos internacionais específicos, estabilidade política em países vizinhos e países parceiros de comércio, conflitos existentes que têm impacto no país
  • Área ecológica: natureza de acordos internacionais específicos, evolução do clima, poluição de águas internacionais
  • Área sociocultural: natureza de acordos internacionais específicos, diferenças socioculturais com países vizinhos, alto nível de imigração, deslocalização da força de trabalho
  • Área tecnológica: evolução do comércio na Internet, a relativa importância do frete aéreo comparado com o frete marítimo, inovações tecnológicas externas que ameaçam a produção local ou a experiência
  • Área económica: natureza de acordos internacionais específicos, evolução dos preços das mercadorias, evolução da economia em países consumidores ou parceiros
  • Área legal: natureza dos acordos e convenções internacionais

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Estudo das ameaças

Como identificar as ameaças?
As ameaças são dificuldades, impedimentos ou limitações externas que podem prevenir ou impedir o desenvolvimento de um país ou sector (por exemplo, a indústria). Geralmente estão além da influência de um país ou à margem (por exemplo, consumidores evitando produtos nacionais que são economicamente importantes para o país, intenso aumento no preço das energias, diminuição geral na ajuda ao desenvolvimento). Podem incluir:

  • Áreas económicas recessivas afectando produções vitais para o país (turismo, produções agrícolas específicas)
  • O desenvolvimento de forte competição externa por produtos (produção agrícola específica, produtos manufacturados)
  • Acordos internacionais limitando o movimento de produtos ou pessoas (obstáculos ao emprego num país vizinho)
  • Mudança climática (aumento global da temperatura) e as suas consequências (aumento do nível do mar)

Análise PESTEL: uma ferramenta de análise aprofundada
A análise PESTEL pode também apoiar análises aprofundadas de ameaças, similar o estudo de oportunidades.

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COMO PODEM SER COMBINADOS OS COMPONENTES SWOT PARA DESENVOLVER UMA SÍNTESE?

Classificação dos componentes

A síntese dos estudos é muito valiosa pois possibilita ao avaliador relacionar uns componentes SWOT com outros, além da determinação dos seus conteúdos. A construção de uma síntese só pode ser eficiente se os componentes já foram classificados, para seleccionar problemas importantes e para omitir problemas de importância secundária.

Mais informação:

Conexão entre componentes

Esta etapa está concentrada nas estratégias para maximizar o uso da informação. O quadro seguinte destaca a relação entre componentes SWOT.


Sumário de 10 possibilidades oferecidas pela análise SWOT
Summary chart of the 10 possibilities provided by the SWOT analysis

Durante esta etapa, o avaliador deve estudar sistematicamente todas as 10 possibilidades apresentadas neste quadro de informações obtidas pela análise SWOT. O ideal é que esta tarefa seja desenvolvida com os grupos durante as sessões.

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Debriefing da análise

O debriefing da análise SWOT é geralmente apresentado numa tabela de 4 células, descrevendo as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. O avaliador deve anexar um relatório completo a esta apresentação clássica, incluindo:

  • As metodologias usadas para preparar as sessões, seleccionar os grupos e conduzir as sessões
  • Um estudo das limitações da análise SWOT (por exemplo, um grupo não foi capaz de intervir devido à presença de outro grupo)
  • Um estudo de possíveis lacunas de opinião entre grupos (beneficiários por oposição a gestores, por exemplo)
  • Uma descrição dos resultados finais da análise SWOT (qualquer abordagem estratégica identificada pela análise, por exemplo)
  • Os anexos do relatório, que devem compreender uma lista dos participantes e seus estatutos profissionais, os resultados de cada etapa intermédia (por exemplo, uma análise SWOT conduzida com diferentes grupos de actores, ou uma análise SWOT temática)

Finalização da análise

A análise SWOT é apenas uma ferramenta e, além disso, uma ferramenta subjectiva. Num domínio tão amplo como o das estratégias aplicadas a nível de país, o avaliador não deve subestimar as limitações da análise SWOT. É impossível para uma ferramenta tão directa como a análise SWOT considerar todas as situações reais e testar todas as relações entre elas. O avaliador deve ser pragmático e usar outras fontes de informação e aconselhamento para complementar a análise da situação e da estratégia

Mais informação:


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