IMPORTANT LEGAL NOTICE - The information on this site is subject todisclaimercopyright notice
Evaluation
  EUROPA > Comissão Européia > EuropeAid > Avaliação > Metodologia > Ferramentas de avaliação > Análise segundo critérios múltiplos
Last updated: 16/08/2005
EuropeAid

Análise segundo critérios múltiplos

EuropeAid
 

Definição

 


Metodologia
• Directrizes para avaliação
• Bases metodológicas
• Ferramentas de avaliação
• Exemplos
• Glossário
• Mapa do site

Análise segundo
critérios múltiplos

• Definição
• Por que e quando
• Como
• Controlo de qualidade
• Bibliografia

 
  O QUE É UMA ANÁLISE SEGUNDO CRITÉRIOS MÚLTIPLOS?

Objectivos

A análise segundo critérios múltiplos orienta a tomada de decisão com base em critérios comuns. É concebida, principalmente, para facilitar a compreensão e resolução de assuntos relacionados com tomada de decisão, sendo realizada para fazer uma apreciação comparativa entre projectos ou medidas heterogéneas. Pode, portanto, ser adequada para as avaliações.

De acordo com os critérios seleccionados, a análise ajuda os decisores a integrar, num quadro prospectivo ou retrospectivo, diferentes opiniões sobre um projecto, de forma a formular um juízo.

A ferramenta requer a participação dos detentores de interesse (decisores, técnicos, beneficiários, etc.) e resulta em conselhos e recomendações operacionais.

O seu objectivo é sugerir uma solução através da simplificação da questão, tendo em consideração as preferências dos detentores de interesse.


Origem

Esta metodologia foi desenvolvida inicialmente nas ciências económicas e nas áreas da engenharia industrial.

A utilização da análise segundo critérios múltiplos, também conhecida como "tomada de decisão segundo critérios múltiplos", rapidamente se difundiu na segunda metade da década de 1970 e hoje é considerada uma ferramenta científica.


Principais práticas

As práticas evoluíram com o desenvolvimento da ferramenta. Hoje, a análise é utilizada para auxiliar os decisores na resolução de assuntos que abrangem vários pontos de vista (às vezes, divergentes).


Condições para a sua utilização

A realização de uma análise segundo critérios múltiplos requer uma gama de actividades ou escolhas concorrentes, para as quais a análise estabelece:

  • Um conjunto de critérios que permite a apreciação das actividades
  • Uma tabela que mostra o desempenho das actividades para cada critério
  • Resultados agregados que classificam as actividades por preferência

A análise segundo critérios múltiplos pode contar com ambas, informações objectivas e subjectivas.

Mais informação:

Top

  QUAIS SÃO OS DIFERENTES TIPOS DE ANÁLISE SEGUNDO CRITÉRIOS MÚLTIPLOS?

Quatro tipos de metodologias podem ser desenvolvidas para a aplicação de uma análise segundo critérios múltiplos.


Sem compensação

As metodologias sem compensação classificam critérios e definem limites binários para cada critério. Testam sistematicamente as actividades sob estudo com os critérios seleccionados: se a actividade é classificada numa posição baixa em relação ao critério seleccionado, é excluída; mas se é classificada acima, a actividade é seleccionada e passa por um teste com outro critério, e assim por diante.

Por exemplo, a avaliação das ofertas dos candidatos para os concursos de financiamento realizados pela Comissão Europeia pede que as propostas usem a mesma metodologia nas suas etapas preliminares: o critério para exclusão, o critério para selecção, etc.


Agregação completa

Em metodologias de agregação completa, um índice sintetizado agrega todos os critérios. Assim, os critérios devem ser medidos e as preferências racionalizadas de forma matemática.

Neste tipo de análise segundo critérios múltiplos, podem ser feitas compensações e todas as escolhas são comparáveis. É usada em situações directas e determinadas.

As metodologias de agregação completa incluem a média ponderada, a utilidade aditiva (RAU), Programação de Objectivo, o Processo de Hierarquia Analítica (AHP) e a Teoria da Utilidade Multi-atributos (MAUT).

A média ponderada é a metodologia mais fácil de realizar. Por exemplo, pode analisar a classificação média de um aluno durante um exame. Os critérios correspondem às matérias, aos pesos para os coeficientes e aos desempenhos para as classificações em cada matéria.


Agregação parcial

Quando as situações não podem ser comparadas, as metodologias de agregação parcial podem desenvolver um sistema de preferências.

De acordo com um índice, a análise tem como base a comparação entre actividades que são classificadas em pares.

A vantagem destas metodologias é a capacidade para comparar situações complexas que não são usualmente comparáveis devido à inclusão de critérios muito diferentes (objectivos e subjectivos).

As metodologias de agregação parcial abrangem metodologias bem conhecidas, como a Electre, Promethée, Oreste, Macbeth, etc.


Agregação local

As metodologias de agregação local baseiam-se num processo interactivo, com base nas preferências dos decisores.

Este tipo de metodologia selecciona uma variante, sugere uma série de alternativas e repete o processo.

Estas abordagens envolvem apenas um número limitado de actividades e requerem um envolvimento significativo dos decisores. Entre estas metodologias estão a programação linear múltipla, PREFCALC, UTA interactiva, etc.

Mais informação:

Top