Crescimento inteligente

Um crescimento inteligente pressupõe melhores resultados a nível da UE em matéria de:
-
educação (encorajar as pessoas a aprender, estudar e actualizar as suas competências);
-
investigação e inovação (criação de novos produtos e serviços que fomentem o crescimento e o emprego e contribuam para dar resposta aos desafios sociais);
-
sociedade digital (utilização das tecnologias da informação e da comunicação).
Alguns dos objectivos da UE para promover o crescimento inteligente:
- 1. Aumentar para 3% do PIB da UE o nível conjunto do investimento público e privado na investigação e desenvolvimento (I&D) e na inovação e melhorar as condições de crescimento do sector.
- 2. Aumentar para 75% até 2020 a taxa de emprego na faixa etária dos 20 aos 64 anos, inserindo mais pessoas no mercado de trabalho, especialmente as mulheres, os jovens, os trabalhadores mais idosos ou pouco qualificados e os migrantes legais.
- 3. Aumentar os níveis de sucesso escolar, nomeadamente através:
– da redução das taxas de abandono escolar para níveis abaixo dos 10%;
– do aumento da percentagem da população na faixa etária dos 30 aos 34 anos que conclui o ensino superior (ou equivalente) para, pelo menos, 40%.
> Todos os objectivos a atingir a nível da UE
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Por que precisa a Europa de um crescimento inteligente?
O facto de a Europa registar uma taxa de crescimento inferior à dos seus principais concorrentes deve-se, em larga medida, a um défice da produtividade, que resulta em parte de:
- níveis inferiores de investimento em I&D e inovação;
- utilização insuficiente das tecnologias da informação e da comunicação;
- dificuldades de acesso à inovação por parte de certos sectores da sociedade.
Exemplos:
- As empresas europeias totalizam apenas 25% do mercado mundial das tecnologias da informação e comunicação.
- A lenta introdução da Internet de alto débito afecta a capacidade da Europa para inovar, divulgar o conhecimento e distribuir bens e serviços, provocando o isolamento das zonas rurais.
Educação e formação
- Cerca de 25% das crianças europeias em idade escolar têm dificuldades de leitura.
- Um número demasiado elevado de jovens abandonam o sistema de ensino e de formação sem diploma.
- A situação no que respeita ao número de jovens que obtêm qualificações de nível médio não é tão grave, mas essas qualificações são muitas vezes inadequadas às necessidades do mercado de trabalho.
-
Menos de um terço dos europeus na faixa etária dos 25-34 anos possuem uma licenciatura (contra 40% nos EUA e mais de 50% no Japão).
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As universidades europeias ocupam lugares secundários na classificação mundial, onde só duas se encontram entre as 20 melhores do mundo (ver índice de Xangai - ARWU)
).
Envelhecimento da população
- À medida que a longevidade dos europeus aumenta e a taxa de natalidade diminui, há cada vez menos pessoas no activo para custear as pensões de um número crescente de reformados, bem como para financiar as restantes necessidades do sistema de protecção social.
- A partir de 2007, o número de pessoas com mais de 60 anos tem vindo a aumentar a um ritmo duas vezes mais rápido, totalizando cerca de dois milhões por ano, contra um milhão anteriormente.
- Uma economia mais baseada no conhecimento e em novas oportunidades ajudará as pessoas a prolongar a vida activa e diminuirá a pressão exercida sobre os sistemas de segurança social.
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